localizador vehicular gps tracker rastreador gsm gprs sms programa para espiar cualquier tipo de celular gratis here link here vendo celular espia free blackberry messenger spy app como espiar el whatsapp de alguien mas est espiar celulares 2013 i spy books for android programa espiar whatsapp spy descargar press site
 
14 janeiro 2014 por Publicado em: ensaio 1 comentário

Amor à sabedoria é a própria definição da filosofia. Sócrates tinha a vontade de conciliar as opiniões e isto não seria possível se cada um quisesse impor a sua como verdade aos demais; por isso ele colocava-se ao mesmo nível de todos.

Para Arendt deve-se distinguir a solidão do isolamento do estar-se só. Trata-se de afirmar o espaço da vontade diante do mecanismo do mundo. Este é o amor da vontade que emerge do amor à liberdade como condição. “A liberdade não pode ser desejada como um prêmio a ser alcançado somente no final de um processo histórico inevitável.” A liberdade é como uma instituição permanente para um novo começo de vida, assim como o amor ao próximo é intrínseco ao se pronunciar sobre a política.

Arendt diz que estar só é fundamental para que a atividade do pensamento se realize; aquele que pensa encontra-se em sua própria companhia e vive a dualidade do diálogo do “eu consigo mesmo”, o diálogo socrático do dois em um. Estar só é um intervalo no estar junto da existência. Ela já é uma pluralidade, pois cada um de nós somos plurais.

De tal forma que o pensar não é algo posterior ao agir, nem na forma da crítica, e nem anterior anterior a ela, pois são os momentos de um mesmo gesto. A ação guiada pelo amor ao mundo encontra seu fim em si mesma, de tal forma que a crítica não lhe tira o encantamento. Kant: “é belo o que agrada ao mero ato de julgar”. O ato de julgar realiza-se como expressão do pensar e do querer, do conhecer criticamente e do encantar-se.

Todo o mundo precisa se reconciliar com um mundo em que nasceu como um estranho e no qual permanecerá para sempre um estranho, em sua distinta singularidade. É muito difícil se reconciliar com o horror.

As experiências da atualidade apontam para o divórcio entre liberdade e política, soando com um velho truísmo a afirmação de que a liberdade é a razão de ser da política.  As experiências de hoje revelam a falta de elos entre ética e política. Como, da noite para o dia, os indivíduos podem trocar um código de ética por outro?

A busca de um modelo, que pudesse ser representativo de todo o mundo, de um homem que não se conte nem entre os muitos nem entre os poucos;  que não tenha ambicionado o governo e nem reivindicado aprender como melhorar a alma dos cidadãos; que tão pouco tenha acreditado que os homens pudessem ser sábios e que não tenha invejado a sabedoria dos deuses (se é que eles a possuem), e que, portanto jamais formulou uma doutrina  que pudesse ser ensinada e apreendida: para Arendt, esse homem é Sócrates.

Ela o coloca como a origem do pensamento crítico, modesto, não dogmático ou doutrinário, que coloca em questão o próprio pensar. “Sócrates apostava na phylia entre indivíduos diferentes, a qual instauria a parceria de iguais ao nível da comunidade”. “Ele desejava criar um espaço em que as diferentes maneiras de compreender o mundo aflorassem; quando dizia “sei que nada sei”, estava dizendo que sabia não possuir uma verdade comum para todos, e por isso estimulava cada cidadão a expressar a sua doxa( opinião).

Sócrates era contra aquela que acreditava ser a pior forma de governo, a do demos, pois a democracia foi assim cunhada pelos que se negavam a reconhecer a isocracia, de tal forma que a organização política nao diferenciasse governados de governantes.

Os gregos apreenderam a compreender- não um ao outro como pessoas individuais- mas a olhar o mundo da perspectiva do outro, a ver o mesmo em aspectos muito diferentes e frequentemente opostos. “Para o cidadão grego a palavra polis guarda o segredo da política como aprendizado espontâneo do espaço público-político.”

Logo, a política no sentido de Arendt  nada tem a ver com a forma pervertida de ação comum por influência e pressão de pequenos grupos; depende, sim, da convivência humana, do acordo incerto  e apenas temporário de grande número de vontades e intenções, onde a palavra e o ato não se divorciam, onde as palavras não são vazias e os atos brutais, onde aquelas não são usadas para ocultar intenções mas para revelar realidades e os atos não para violar e destruir, mas para estabelecer relações e criar novas realidades.

O homem não nasceu livre, como acreditava Rousseau, mas nasceu para a liberdade. Ser livre na Antiguidade era possuir a capacidade da novidade. Na polis, os chefes de família que haviam conquistado o domínio sobre suas necessidades, podiam realizar a travessia entre o obscuro espaço privado e o luminoso espaço público. Começar algo e ser livre é o mesmo.

Platão buscou ordenar o mundo no sentido de eliminar a imprevisibilidade  humana, separando  o ato de começar do de realizar. O início seria do governante e a realização dos governados, inspirado na figura do tirano, um rei- filósofo. Tanto ele quanto Aristóteles admitiam a coerção como forma de governo e o despotismo dos dias de hoje bebem deles e não do autoritarismo romano.

Platão usa a autoridade para substituir a persuasão, que na polis era a base do convencimento político. Ele usa a sabedoria como base da coerção, uma cisão do saber- do governante- e do fazer- do governado. Platão ao introduzir este conceito para eliminar a desordem na polis, racionalizou o comando da maioria pela minoria, numa evidência  de que o espaço público- político somente pode ser ordenado às custas da liberdade. Graças a Platão, aliás no que nem ele acreditava, as punições e recompensas em vidas futuras    (para evitar a coerção com violência na atual)- os cristãos se apoderaram deste conceito, e transportaram os castigos para os infernos.

Ao contrário de Platão, Sócrates buscava através da atividade de pensar o significado e não a verdade. Para Nietzsche, o homem é capaz de infinitas interpretações  e o próprio pensar já é interpretação.

Para o filósofo que ama o saber, as interrogações são mais importantes que as respostas. Para Arendt, o pensar representa um perigo se nasce do desejo de encontrar resultados que tornem desnecessário qualquer pensamento posterior.

Comentários

  1. mariangela alvarez
    dom 19th jan 2014 at 18:10

    Parabéns pela belíssima reflexão sobre a Liberdade, citando Arendt, com o proposta Ética de convivermos com opiniões diferentes objetivando o bem estar da coletividade. Um país civilizado se constrói assim…

    Caiu como uma luva no dia de hoje..

    Abraços

    Mary

    Responder

Adicionar comentário