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08 novembro 2017 por Publicado em: ensaio Sem comentários ainda

O fundamentalismo e o integrismo são conceitos absolutamente interligados e constituem duas das mais evidentes formas de intolerância. Talvez todos os integristas ou integralistas sejam fundamentalistas e vice-versa, muito embora a intolerância seja muito mais ampla, abrangente e perigosa.

Em termos históricos os fundamentalismos ligam-se às interpretações de livros sagrados. Sua versão ocidental moderna nasce nos Estados Unidos do século XIX com a interpretação literal da Bíblia, em contraposição ao triunfante darwinismo. Logo, o fundamentalismo moderno, necessariamente deveria ser protestante, pois para poder ser fundamentalista é necessário assumir que a verdade é dada pela Bíblia. No mundo católico, por outro lado, é a Igreja quem garante a interpretação do Livro e o fundamentalismo é substituído pela força de um tradicionalismo conservador.

No fundamentalismo mulçumano e no hebraico encontramos as mesmas características básicas. O surgimento do fundamentalismo islâmico, tal como conhecemos hoje, é um fenômeno novo, estando diretamente ligado à queda do império Turco Otomano em 1924. A maior parte das nações árabes (ou muçulmanas não árabes, como a Turquia e o Irã), perdidas no processo de fragmentação do Império Otomano do qual faziam parte, sentindo-se humilhadas e exploradas pela Europa do pós-guerra, viram nas suas escrituras sagradas a única solução para restabelecer a ordem: a instauração da Shari’a, a lei islâmica. A Irmandade Muçulmana, por exemplo, fundada em 1928, criou um slogan bem conhecido na órbita islâmica: “o Corão é nossa constituição”.

Já na doutrina de Israel o termo fundamentalista insere-se na origem divina e na autoridade da Toráh, sob a égide de um povo que aguarda seu Messias e considera-se eleito por seu Deus.

Ora, o fundamentalismo é necessariamente intolerante, pois toda seita, que se assume como seus os eleitos, tem o privilégio da justa interpretação de Escrituras. Entretanto, sua intolerância pode, não necessariamente, permear o tecido político, na justa medida em que se abstenha de proselitismos, de querer obrigar que os outros participem de suas crenças ou lutarem por sociedades nelas baseada.

Por outro lado, a intolerância tem uma expressão ainda maior quando se adquire a forma do racismo. E quando falamos em racismo é obrigatório nos referenciarmos em sua expressão nazista. Isso porque o racismo nazista era abrangente, totalitário, e pretendia-se científico, embora nada havendo do fundamento na doutrina da raça “pura”.

O racismo que permeia nossa sociedade é de outra vertente, um fruto maldito do escravagismo. Mesmo não tendo as mesmas raízes culturais do nazismo pseudocientífico segue sendo racismo.

Ademais do fundamentalismo, do integrismo, do racismo, a intolerância é multifacetada, manifesta-se no machismo, na intolerância política e de gênero. A intolerância desse modo, coloca-se acima de qualquer doutrina ou sistema social, variando de intensidade e matizes.

Acontece que ela possui as mesmas raízes biológicas existentes entre os animais que demarcam territórios e se estrutura no adulto graças a relações emotivas superficiais. Em termos simplificados: não suportamos os que são diferentes de nós, essa é a questão chave.

E como enfrentá-la? A intolerância essencial deve ser enfrentada na criança. Somente a educação pode fazer com que a criança e o adulto respeitem o próximo. Educação como um processo que não se interrompe em nenhuma idade, dado que o adulto é exposto permanentemente ao risco da diferença.

Quando a intolerância não é enfrentada, mas, ao contrário, permitida e estimulada,  no adulto ela poderá ganhar o aspecto selvagem. Então somente caberá reprimi-la, pois a intolerância selvagem deve ser rigorosamente inibida, coibida e punida socialmente.

Por exemplo, o antissemitismo pseudocientífico surgiu no decorrer do século XIX e evoluiu para a prática do genocídio industrial, o holocausto dos nazistas. Isto não teria acontecido se não existisse há séculos uma intolerância antijudaica junto ao povo comum, um antissemitismo prático que atravessou séculos, sempre presente onde houvesse um gueto. As teorias do “complô judaico” contra a Alemanha exploraram um ódio pelos diferentes que vinha de séculos.

E a intolerância selvagem, a mais perigosa é esta que surge na ausência de qualquer doutrina, acionada por pulsões elementares. Por isso não pode ser freada com argumentos racionais. Se os fundamentos teóricos do Mein Kampf sobreviveram e sobreviverão é porque se apoiam na intolerância selvagem, impermeável a críticas. Tipos como Bolsonaro e Kim Kataguiri não possuem nada atrás de si, salvo o oportunismo fascista e a pulsão selvagem.

Uma leitura complementar a esse ensaio trata do fascismo essencial, tal qual  o trabalhado por Umberto Eco: “O eterno fascismo, uma visão arquetípica de Umberto Eco”. http://proust.net.br/blog/?p=842)

Um aspecto importante sobre a intolerância racial é o fato de que, no século XXI já não exista racismo entre os ricos e poderosos. Será entre os pobres que a intolerância se fará tremenda, justamente entre os que são as primeiras vítimas da diferença.

Quando a intolerância selvagem se dissemina na sociedade, diante da animalidade pura, o que resta fazer? Aí está nosso desafio! Atuar contra adultos que se dilaceram e se matam, mesmo que pareça inglório é fundamental. Nosso dever é desmascarar e apontar o dedo para cada uma das formas da intolerância, a cada dia, em cada ponto do universo.

E, finalmente, temos que nos voltar para a educação, pois a intolerância selvagem deve ser combatida em suas raízes, através de um processo educacional que principie na mais tenra infância, antes mesmo dos livros, antes que um novo intolerante seja criado.

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