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agosto, 2018

Tanto Freud quanto Nietzsche afirmaram ser o último romance escrito por Fiodor Dostoiévski a maior obra literária jamais escrita na história da humanidade.

Stefan Zweig, ao terminar de escrever seu livro “Os Construtores do Mundo”, foi convidado a realizar um resumo comentado da última e principal obra do grande escritor russo: “Os Irmãos Karamazovi”. Infelizmente, uma série de circunstâncias como o advento da Segunda Guerra Mundial e seu falecimento prematuro impediu que executasse tal projeto. O título provisório para o trabalho seria o mesmo que o próprio Dostoiévski designara para o local onde se passa a tragédia dos Karamazovi: “Skotoprigonievski”.

Dostoiévski tinha por hábito justapor palavras em russo. Skotoprigonievski tem o significado de “um depósito de animais”. O grande depósito de animais que simboliza um universo, microcosmo de nosso mundo de humanidades, no dizer de Ivan Karamazov, repleto de “focinhos humanos”.

Karamazov é originário etimologicamente de kara (castigo) e mazat ( sujar). Desde o título ele nos dirige para “aquela pessoa cujo erro o leva à própria punição”, ou se o quisermos dentro do trágico, aquele que ultrapassa suas medidas e caminha para a própria condenação, uma etapa necessária à redenção ou à perdição.

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“Crime e Castigo”, a obra mais famosa de Dostoiévski, é ao mesmo tempo um dos romances mais bem escritos de toda literatura mundial. Marcel Proust ao escrever que todos os romances desse escritor poderiam ser denominados de “crimes e castigos”, prestou um tributo àquele que é um marco na formatação do pensamento moderno.

Quando o romance genial ainda era tão somente anotações, desenhos, um plano, Dostoiévski enviou a um editor uma carta oferecendo-lhe a venda antecipada dos direitos autorais. Nela encontramos uma resenha do futuro romance:

“Será o estudo psicológico sobre um crime. Um romance da vida contemporânea… Por sua instabilidade mental, um jovem ex-universitário, completamente sem dinheiro, fica obcecado por essas ideias amalucadas que estão no ar. Resolve fazer alguma coisa que o livre imediatamente da situação desesperadora. Decide matar uma velha agiota. A velha é estúpida, gananciosa, surda e doente, pessoa sem maior valor, cuja existência é aparentemente injustificável, etc.. Todas essas considerações desequilibram o rapaz… Praticado o crime ele não se torna suspeito, não seria possível que suspeitassem dele, e é aqui que todo o processo psicológico do ato se desenvolve. De repente, o assassino se vê frente a frente com problemas insolúveis e sensações inauditas começam a atormentá-lo. O próprio assassino resolve aceitar o castigo para espiar a sua culpa”.

“Farei a narração do ponto de vista do autor, uma espécie de ser invisível, porém onisciente, que jamais abandonará o herói… O narrador observará tudo do ponto de vista de Raskholnikov, reagirá a tudo o que ele fala e pensa, sem deixar de vê-lo do ponto de vista do mundo exterior”.

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Em: ensaio | Tags:

O que teria levado Sófocles aos 87 anos de idade a escrever uma tragédia referenciada em um mito pouco conhecido na própria Atenas, com raras citações na Ilíada de Homero? Assim mesmo, “Filoctetes”, uma das mais desconhecidas tragédias, é parte das mais grandiosas contribuições da cultura grega!

Em “Filoctetes” concentrou-se a maturidade de um poeta genial, que aos 89 anos de idade, foi levado aos tribunais por um filho ganancioso, que queria interditá-lo e dirigir seus bens. O poeta assim respondeu aos juízes:

“Se eu sou Sófocles, eu não sou mentalmente incapaz; se eu não sou mentalmente capaz, eu não sou Sófocles”. A seguir, o velho poeta declamou de cor versos de “Filoctetes” e de sua próxima e última tragédia: “Édipo em Colono”.

O tribunal ateniense, composto de amigos e admiradores do maior parceiro de Péricles, aplaudiu de pé o poeta trágico e admoestou duramente o filho ganancioso.

Pois as duas últimas tragédias de Sófocles, “Filoctetes” e “Édipo em Colono” dedicam-se a heróis envelhecidos prematuramente, arruinados, humilhados, expulsos de suas comunidades, embora possuidores de enorme virtude e altivez, que mesmo os inimigos são obrigados a respeitar. Numa outra leitura, os velhos que, mesmo mantidos fora do convívio de suas gentes (ambos exilados, como o são os velhos na sociedade), mantêm sua arete, sua dignidade e certa magia daqueles que cometeram desmedidas quando jovens, desmedidas que lhes trouxeram ao serem superadas, o conhecimento e certa mística.

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