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junho, 2018

“Ouvintes alemães!” Sob esta chamada, o escritor alemão exilado, Thomas Mann, transmitia em sua língua pátria, via BBC, discursos diários antinazistas. De sua exortação de 27 de julho de 1943, extraímos esse breve trecho:

“Os anos repletos do mais brutal terror, de martírios e execuções, não foram suficientes para quebrarem a resistência que nasce no seio do povo alemão. Os estrangeiros verdadeiros, contra os quais os bens sagrados da civilização devem ser protegidos, são eles, os nazistas! Apenas uma parte pequena e corrupta da classe superior, uma corja de traidores para quem nada é mais sagrado que o dinheiro e as vantagens, trabalham com e para eles. Os povos se negam a isso, e quanto mais evidente se mostra a vitória dos Aliados, mais cresce a revolta do povo alemão contra o que lhe parece insuportável… Nesse verão o mundo se comoveu profundamente com os acontecimentos na Universidade de Munique, cujas notícias nos chegaram pelos jornais suíços e suecos, primeiro sem muita clareza e, logo, com mais detalhes. Sabemos agora de Hans Scholl, soldado sobrevivente da derrota nazista de Stalingrado e de sua irmã, Sophie Scholl, de Christoph Probst, do professor Huber e de todos os outros… Sabemos de seu martírio, dos panfletos que eles distribuíram… Sim, foi aflitiva essa predisposição da juventude alemã para a revolução mentirosa, falsa, do nacional-socialismo. Agora os olhos da juventude se abriram e por isso eles põem a cabeça jovem sob o cepo do carrasco. Mas para a glória da Alemanha eles não se calam nem mesmo perante os juízes nazistas: ‘Logo vocês estarão aqui, onde nós estamos agora’”.

22 de fevereiro de 1943, há 75 anos: três estudantes universitários alemães foram condenados e executados em Munique, por liderarem um movimento de resistência contra Adolf Hitler. Mais dois estudantes e um professor de filosofia, da mesma Universidade da Baviera seriam decapitados nos meses seguintes. Em Hamburgo, oitos estudantes igualmente seriam presos, condenados e executados. Dezenas de universitários das duas cidades foram presos, muitos torturados, alguns condenados a prisão perpétua e outros a trabalhos forçados em campos de concentração.

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Graciliano Ramos afirmava com toda a coerência que sempre cercou sua vida pública e privada, em anos da ditadura Vargas: “Como a profissão literária ainda é uma remota possibilidade, os artistas em geral se livram da fome entrando para o funcionalismo público”. Também pudera: “Vidas Secas” teve uma primeira edição de trezentos exemplares em 1938; a segunda, de mil, só saiu em 1947 e uma terceira demorou mais cinco anos para ocorrer. Para sobreviver, ele escrevia pela manhã, era inspetor de ensino à tarde e, à noite, editor do “Correio da Manhã”.

Assim como Graciliano, a maioria de nossos escritores detestava tanto a ditadura Vargas quanto o fascismo, mas recebiam dos cofres públicos por serviços prestados. O Ministério da Educação era comandado por Gustavo Capanema que tinha como chefe de gabinete ninguém menos que Carlos Drummond de Andrade, no mesmo período em que este escrevia o poema “A Rosa do Povo” (“Este é tempo de partido, tempo de homens de partidos”). Drummond disse, posteriormente, justificando-se: “Existe uma diferença entre servir uma ditadura e servir sob uma ditadura”.

Capanema, por outro lado, e sob a influência de Drummond, nomeou como inspetores federais para o ensino público: Graciliano Ramos, Manuel Bandeira, Marques Rabelo, Murilo Mendes, Henriqueta Lisboa e Abgar Renault. Quem ganhou com os intelectuais destes quilates, nomeado para postos-chave no ensino, foram a infância e a juventude do Brasil.

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