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Mês:

fevereiro, 2018

Genial e terrena, intensamente livre, Tsvetaeva foi ao lado de Pasternak, Maiakovski, Mandelstam e Ana Akhamatova, um dos mais importantes expoentes da geração de artistas e intelectuais nascida nos anos 1890 e que tanto influenciaria e seria influenciada pelos rumos da Revolução Soviética de 1917.

Seu poema “À Vida” é como o arauto de uma alma inquebrantável, um temperamento arrebatado e inquieto que rompe os limites do próprio tempo.

“Não roubarás minha cor                                                                  

Vermelha, de rio que estua.

Sou recusa: és caçador!

Persegues: eu sou a fuga.

Não te dou minha alma cativa!

Colhido em pleno disparo

Curvo o pescoço e o cabelo,

E abro a veia da vida”.

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Vladimir Maiakovski, em sua curta existência, foi um dos maiores poeta do século XX. Revolucionou a poesia libertando-a do quadro estreito das antigas convenções. Foi ele também quem introduziu nos poemas a linguagem dos homens comuns, o palavreado corrente sem que seus versos se banalizassem. A técnica inovadora do verso em escada libera a fala poética e permite-lhe se apossar do discurso político, o ideal que clama por um futuro. E, como se isso tudo não bastasse, Maiakoviski ainda alargou o lirismo, o amor individual, abarcando a condição humana.

Foi em vida um poeta modernista reconhecido em todo o mundo como símbolo do novo; realizou cursos, palestras e participou de encontros nos USA, no México, em Cuba e em diversos países da Europa.

Já como revolucionário, ele tinha para si que a Revolução de 1917 não deveria deter-se na tomada do poder político e na coletivização dos meios de produção. Ou ela permitiria a transformação da vida cotidiana, de toda a vida, do amor entre os homens e das artes, ou não mereceria o nome de revolução.

Péssimo aluno no curso ginasial desenvolvera precocemente paixão pela filosofia. Punido por distração em sala de aula, encontraram abaixo de sua carteira o livro que ele realmente lia durante as falas do professor: “Anti-Duhring”, de F. Engels.

Aos 15 anos aderiu ao Partido Social Democrata, sendo um mês após, preso numa manifestação de rua. Solto, a Okhrana czarista o colocaria novamente atrás das grades aos 16. Em sua autobiografia “Eu mesmo” ele credita o tempo atrás das grades ao conhecimento adquirido em Byron, Shakespeare e Tolstoi, assim como nas obras simbolistas de Bièle, devoradas na prisão.

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