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Mês:

dezembro, 2017

(releitura no século XXI de “A árvore de Natal” e de “Humilhados e ofendidos”de Dostoiévski)

A casa antiga de três andares um dia abrigara uma família de posses, elegante. Quem saberia dizer desde quando havia sido abandonada aos gatos, aos ratos, aos insetos e aos pássaros? Parte do telhado havia cedido e as marcas da umidade que avançava eram visíveis mesmo do lado de fora do imóvel.

Há algum tempo, dizia a vizinhança, uma empresa surgira e apropriara-se do imóvel. Três ou quatro trabalhadores haviam erguido um muro na porta de entrada e cerraram as janelas com tábuas. Pouco importava a deterioração pela qual passava o sobrado, aliás, aparentemente contava-se com que o tempo tudo destruísse.

Certo dia o sobrado abandonado foi descoberto por um pequeno grupo de desvalidos da sorte que polvilham minha cidade. Sem muita discussão ou pedido de licença, a um primeiro pontapé bem aplicado seguiram-se outros; como por acaso, um dos arrombadores trazia em sua carroça de trastes da rua uma barra de ferro. Logo a paliçada foi ao chão e cada qual foi se acomodando como podia.

Existem notícias que circulam com as asas do vento. O certo é que não tardou para muitos moradores sem teto, dos mais diferentes pontos da cidade, descobrissem aquela ancoragem e a ocupassem.

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Em: conto | Tags:

Baseado em uma Releitura de “O Homem Revoltado” de Albert Camus)

A revolta constitui uma das dimensões essenciais do homem. O homem revoltado é, antes de tudo, aquele que diz não. Ao dizê-lo, ele se recusa, mas não renuncia, pois negar uma situação é dizer sim desde o primeiro movimento, porque o movimento de revolta apóia-se tanto na recusa categórica de uma intromissão intolerável, quanto na certeza confusa de um direito efetivo. Portanto, a revolta só ocorre quando se crê que se tem razão. Se o desespero, como o absurdo, julga e deseja tudo em geral e nada em particular, o movimento de revolta, ao contrário, invoca tacitamente um valor.

No caso do escravo quando rejeita a ordem humilhante do seu senhor, ele refuta a sua própria condição de escravo. Quando parte para o tudo ou nada, a consciência vem à tona com a revolta e ele se capacita a criar novos valores.

Portanto, partindo de uma aparência negativa, uma vez que nada cria, a revolta é, entretanto, na sua essência positiva, na medida em que revela o que no homem deve ser sempre defendido: a sua liberdade, a possibilidade de ação, ou aquilo que é seu corolário: a vontade ativa e a possibilidade de iniciar algo novo.

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“Fedra” escrita por Jean Racine no século XVII, inspirado em Eurípedes e em Sêneca, muito contribuiu para ilustrar raciocínios psicanalíticos tanto de Freud quanto de Lacan.

Esta é uma tragédia que nos aporta casos e mais casos em que o amor é basicamente a paixão ou o tormento do sexo. No dizer de Lacan temos o amor como complemento da relação sexual, que em “Fedra”, assim como nos fragmentos que nos chegaram de Eurípedes, a todos devasta.

O objetivo de nosso ensaio é percorrermos essa saga de paixão, sexo e devastação no núcleo de uma família que, por gerações, foi orientada pelo sexo.

Principiemos por Teseu, marido de Fedra e pai de Hipólito. Teseu é filho de Egeu, o mesmo rei de Atenas que deu guarida à enlouquecida Medeia que fugiu de Corinto após matar por ciúmes os próprios filhos.

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Em: ensaio | Tags:

Freud, aos 66 anos, sofria com o ritmo de seu coração e escreveu: “No dia 6 de maio, entrei bruscamente na verdadeira velhice e a ideia da morte nunca mais me deixou”. Entretanto, ele ainda viveria por mais 17 anos.

Neste ano, 1923, submetera-se também à primeira cirurgia do palato, desconfiando de um possível câncer. Escreveu à amiga Lou- Andreas Salomé: “Participo inteiramente de sua opinião a respeito do desamparo em que ficamos diante de males físicos dolorosos e eu os acho desesperadores…”.

Logo a seguir, perdeu seu querido netinho de quatro anos de idade. “Creio que nunca senti tamanho desgosto… trabalho forçado, constrangido, tudo se me tornou indiferente”, anotou no seu diário.

Nesse mesmo ano, devido à quase desagregação do Comitê para a Psicanálise, escreveu: “Esperemos que a psicanálise sobreviva a mim. Isto torna ainda mais sombrio o fim de minha vida.”

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Em: ensaio | Tags: