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Mês:

março, 2017

Um dos assuntos que Proust se dedica a explorar com profundidade  são as diferentes facetas que o “eu” apresenta, a dissociação dos estados da alma, a independência dos elementos que compõem a vida interior, e, em decorrência disso, a multiplicidade da personalidade.

Para o autor, o homem é o ser que se dissipa e dissocia. Nada permanece estável e uniforme nem mesmo naquilo em que se toca. Tudo se move e decompõe incessantemente, resultando a precariedade da realidade: “O relativo para mim é o absoluto e quaisquer valores permanentes ou supremos perderam seus sentidos, quer se trate de valores sociais quer psicológicos.”

O que se chama experiência não passa da revelação a nossos próprios olhos, um traço de nosso caráter que reaparece naturalmente, e o faz com tanto mais força quanto o havíamos revelado a nós mesmos uma vez, de tal modo que mesmo um movimento espontâneo se encontra reforçado por todas as sugestões da lembrança.

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13 mar 2017, por

Sobre os urubus

Os urubus o que são? Dizem uns, aves de rapina, outros, lixeiros. Para mim aves de arribação. Elas acompanham meus momentos de depressão. Depressão quando meu pai me dava garupa na bicicleta a caminho do trabalho. Ele era funcionário de um matadouro pelas bandas de Ribeirão. O caminho era sem asfalto, de terra mesmo, e de cada lado a trilha terminava em ribanceira e lá ficavam dezenas de urubus em conciliábulo e cumprimentavam-me ao passar. Ouvia de uns: aonde vão? De outros: todos os dias agora? Ainda outros: vai sobrar algum para nós?

Na volta do serviço de meu pai era a mesma lengalenga.

Eu também que já fui ave de rapina, hoje estou mais para lixeiro. E ave de arribação, viajor, desses viajores para os quais os carros e aviões são desnecessários. Basta o espírito e nesse viajar sou soberano. Não corro mais o risco, ou melhor, a certeza de me desencantar com os lugares, com os nomes, com esses seres que ao invés de asas flutuam nos seus uotzaps, tuiteres, facebuques, que adoram expor-se para mostrarem sua vacuidade, sua vanidade.

Disse diversas vezes: se a metempsicose, essa idiotice abraçada por Pitágoras, afinal demonstrar-se real, desejo reencarnar no corpo de um urubu. Não somente no corpo, mas dele ter a alma valente, independente. Pensando bem, talvez nem o seja tão valente assim, o meu urubu. Afinal ninguém tentou domesticá-lo, aprisioná-lo, seja lá o que for. Pois para um ser feito para a liberdade o pior evento é a domesticação.

Nessa vida tantos tentam domesticar-nos… O urubu não precisa ficar tão esperto quanto o humano, um efêmero especial feito para ser enganado pelos amigos, pelas amantes, por si mesmo. E enganar é o melhor caminho para se domesticar. O urubu simplesmente solta seu croatar para delimitar o repasto, distribui bicadas, levanta o peito e alça vôo, deixando-se levar pelas correntes de ar quente, sem o menor esforço.

Se Pitágoras e os indianos não são tão loucos como eu o imagino, depois de morrer, em quarenta e nove dias cabalísticos quero voltar a nascer, um urubu.

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