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dezembro, 2016

Antes de apresentar meus votos para o ano que se inicia, devo frisar que me meti na esquerda por indignação moral e estética, não por conta de raciocínios dialéticos ou por desígnios históricos. A bem da verdade, nunca acreditei muito no materialismo dialético e muito menos na inevitabilidade da História.

Abracei a esquerda pelo horror e nojo infinito aos homens que exploram outros homens, que os manipulam, que os corrompem, que os massacram. Meti-me porque os pobres, os desvalidos me constrangem e doem profundamente por serem supérfluos, desnecessários, criados pela ganância e pela sordidez daqueles menos de 1% da humanidade que em tudo mandam, que quase tudo consomem. Em muitos sentidos os reis medievais tratavam seus súditos de um modo melhor que os potentados modernos tratam seus “eleitores”, sejam eles “liberais- democratas” americanos, ou tiranos “a la chinesa” ou “ a la russa”.

Quando ingressei na esquerda, e o fiz para valer há mais de meio século, ainda se tinham belos ideais, feitos gloriosos, crença firme no progresso inevitável da humanidade.

Esteticamente, por outro lado, ser de esquerda significava trazer em cada um de nós uma mensagem libertadora, juntar-se aqueles que professavam uma ideologia gregária, coletiva, regeneradora do homem e de suas perversões homicidas e suicidas.

Ser de esquerda era pensar-re-pensar o mundo e a inserção de si mesmo nele, algo muito auspicioso para uma época em que ser jovem era romper com as tradições, revoltar-se e, para poucos, tornar-se revolucionário correndo todos os riscos da opção.

Eu fui minha época, a segunda metade do século XX.

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Em: ensaio | Tags:

A casa antiga de três andares um dia abrigara uma família de posses, elegante. Quem saberia dizer desde quando havia sido abandonada aos gatos, aos ratos, aos insetos e aos pássaros? Parte do telhado havia cedido e as marcas da umidade que avançava eram visíveis mesmo do lado de fora do imóvel.

Há algum tempo, dizia a vizinhança, alguém interessado em apropriar-se do terreno por lá aparecera e, trazendo consigo dois ou três trabalhadores erguera um muro na porta de entrada e cerrara as janelas com tábuas. Pouco lhe importava a deterioração pela qual passava o sobrado. Contava com que o tempo tudo destruísse.

Certo dia o sobrado abandonado foi descoberto por um pequeno grupo de desvalidos da sorte que polvilham minha cidade. Sem muita discussão ou pedido de licença, a um primeiro pontapé bem aplicado seguiram-se outros; como por acaso, um dos arrombadores trazia em sua carroça de trastes da rua, uma barra de ferro. Logo a paliçada foi ao chão e cada qual foi se acomodando como podia.

Existem notícias que circulam com as asas do vento. O certo é que não tardou para muitos moradores sem teto, dos mais diferentes pontos da cidade, descobrissem aquela ancoragem e a ocupassem.

As famílias maiores e as mais fortes ocuparam os melhores quinhões do imóvel, o que logicamente excluía o porão escuro e úmido da casa antiga. Somente este espaço foi o que restou para as mulheres sem companheiros, algumas com crianças enfraquecidas.

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Em: conto | Tags: