localizador vehicular gps tracker rastreador gsm gprs sms programa para espiar cualquier tipo de celular gratis here link here vendo celular espia free blackberry messenger spy app como espiar el whatsapp de alguien mas est espiar celulares 2013 i spy books for android programa espiar whatsapp spy descargar press site

Mês:

outubro, 2016

“Desculpai-me se meus discursos vos entediam. Os velhos, quando começam a tagarelar, são insuportáveis”, dizia um antigo mestre. Ele sabia melhor que ninguém que, quando um homem vive muito, ele se dá conta de que, no fundo, o mundo é monótono, os homens não aprendem nada e recaem a cada geração nos mesmos erros e horrores; os acontecimentos não se repetem, mas se assemelham.

Existe, entretanto, algo que por ser exclusivo da natureza humana, nos torna sempre diferentes, um atributo que não compartilhamos nem com os anjos, nem com os demônios e nem com os animais: a capacidade de ser cômico, de rir. Somos a única espécie vivente que sorri, brinca, joga, porque não sendo imortais, disso possuímos a mais plena ciência. O gestual, a ironia, o cômico e o humorístico talvez sejam os modos pelos quais o homem tenta tornar aceitável a ideia insuportável da morte, arquitetando pelo riso a única vingança que lhe é possível contra o destino ou contra os deuses que o querem mortal.

Somos os únicos a saber que a morte trabalha conosco no mundo, ao nosso lado e que quando morremos, já que perdemos o mundo, perdemos também a morte. Se existimos é porque podemos e vamos morrer. A morte é sempre o nosso extremo e quem dispõe dela dispõe extremamente de si. Afinal, quando se morre, perde-se toda e qualquer alternativa, inclusive a possibilidade de morrer.

Continue lendo

Em: ensaio | Tags:

Por volta dos cinquenta e cinco anos de idade, o maior escritor russo de sua época, o autor de “Guerra e Paz”, a “Ilíada” do povo russo, e de “Anna Karenina”, Liev Tolstoi interrompe toda a sua produção artística e chega mesmo a renegá-la. Em sua crise existencial tudo perde valor e sentido, pois percebe o nada imenso de seu destino, assim como o de todo o ser humano.

Deste momento em diante seu olhar se voltará para a compreensão do inexplicável, buscará contemplar a angústia primitiva do ser humano e, talvez como poucos, terá a coragem de encarar resolutamente o problema que o destino impõe ao homem: a humanidade interrogando seu próprio destino!

“Por que viver? Qual a causa de minha existência e a dos outros? Que finalidade tem minha vida e a de todos os seres vivos? O que significa a dualidade entre o bem e o mal que sinto em mim? Como devo viver? O que é a morte? Como poderei salvar-me?” São frases que anotou em uma folha de papel, sua companheira por toda a vida.

Livra-se de toda literatura e em seus estudos somente têm lugar os filosóficos. Como nos filósofos tão pouco encontra respostas, afasta-os e debruça-se sobre um único livro: a Bíblia.

Mas como alcançaria seu objetivo aquela mentalidade aberta, desafiadora, um cristão primitivo em sua essência anarquista em textos míticos e históricos?

Continue lendo

Dante Alighieri foi político, poeta, estudioso da cosmologia e da ética de São Tomás de Aquino. Refugiado de Florença, viveu no exílio a maior parte de sua vida e lá criou sua obra prima,“A Divina Comédia”, o maior poema de todos os tempos!

Dante, para aventurar-se pelos caminhos que conduzem ao Inferno, ao Purgatório e ao Paraíso, necessitava um guia. Escolheu Virgílio, poeta criador da “Eneida”, o poema que unira o mito ao Império Romano, mais de dez séculos antes de seu nascimento. Virgílio, que representa a Razão e a Sabedoria Divina, por sua vez, fora enviado pela angelical Beatriz, um amor platônico do poeta.

No Canto V do poema encontramos um casal açoitado pelos ventos infernais, Francesca e Paolo de Rimini.

Pelos idos de 1280, vivia Francesca, uma nobre de Ravena, afamada pela beleza, a inspiração de Dante Alighieri; era filha de Guido da Polenta, hospedeiro do poeta exilado. Guido era o governante da cidade, que estivera em guerra com a de Rimini. Por um acordo de paz, o pai concedera Francesca em casamento a Giovanni Malatesta, muito mais velho e de péssima aparência.  Como ele soubesse que a filha não concordaria em casar-se, o enlace foi realizado por procuração, através de um irmão jovem do noivo, Paolo Malatesta. Acontece que os cunhados não tardaram em se apaixonar e, atraídos para uma cilada pelo marido enganado, foram ambos assassinados.

Até aí basta-nos a história, pois a Francesca de Dante é antes de qualquer coisa uma criação de artista, de gênio, a “primogênita, a primeira mulher viva e verdadeira surgida no horizonte poético dos tempos modernos”², personalidade poética de um ideal cabalmente levado a termo, com todos os conceitos prevalentes na poesia da época: amor, elegância, pudor, pureza e, principalmente, gentileza.

Continue lendo

Em: ensaio | Tags: