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setembro, 2016

O massacre dos detentos do Carandiru deixou 111 mortos há 24 anos.

O assassinato em massa daqueles que estavam sob a guarda do Estado pode ser definido como um verdadeiro genocídio. Embora tenham sido condenados em júris populares a penas que variavam de 48 a 624 anos de reclusão (totalizando mais de 21.000 anos de prisão), os policiais militares nunca foram presos e aguardam a análise do recurso da defesa em liberdade.

Nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça decidiu anular os julgamentos que culminaram na condenação destes policiais.

O relator do processo, o desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do TJ-SP, votou também pela absolvição dos réus, acatando a tese dos advogados dos policiais militares, que alegavam que os réus haviam agido em “legítima defesa”.

O voto do togado nos traz a figura ilustre do também Juiz, Dr. Ernst Janning, um dos réus dos processos de Nuremberg.

Em 1948, a Guerra Fria está chegando e os vencedores da Segunda Guerra Mundial desejam “esquecer o passado”. A pressão política é enorme, pois as potências mundiais não desejam outros julgamentos de agentes do Estado Nazista. No entanto, não havia como se esquivar ao de quatro juízes presos e que haviam usado suas togas para permitir e legalizar as atrocidades do Estado.

Como Juiz, o Governo Norte-Americano nomeou o Sr.Dan Haywood, um homem idoso, já aposentado, americano do centro-oeste, conhecido por suas posições conservadoras e admirador de diversas teses ligadas “à pureza racial” defendidas no passado pelo jurista Ernst Janning.

E Ernst Janning é o réu principal, o ex- Presidente da Suprema Corte na Alemanha nazista e ex-Ministro da Justiça.

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Quem me conhece socialmente não pode imaginar o rio de desencanto e perversão que correm juntos por minhas veias, um sangue feito fel, perdido seu agridoce dos anos juvenis, líquido que nada mais faz que transportar o desalento de uma vida que se arrasta, se arrasta…

Sou afável, conversador, e os que me encontram pelas ruas do mundo até julgam descobrir em mim alguém de certo humor, na têmpera do viver. E talvez eu seja assim porque alguém como eu tem que buscar atrair alguma simpatia ou, quem sabe, o olhar comparsa de outro ser que se me assemelhe nos vícios, na canalhice e, principalmente, no desalento. Afinal, todo decadente precisa de certo amparo, e somente o logra encontrar quando na companhia de pessoas ingênuas ou de seres que se lhe pareçam, para os quais a torpeza e o desalento sejam o pão e a carne de todo dia.

Confesso também ser na essência muito perspicaz, pois descobri que, afinal, não se pode ser canalha sem argúcia. Garanto-lhes, enfim, que somente quem se fixar no meu modo de olhar oblíquo com atenção e excepcional habilidade, poderá encontrar alguma pista de minha real personalidade.

Mas não se vá pensar que eu tenha sido assim durante toda a minha vida. Não, isto não é verdade! Creiam-me, já tive até mesmo dias de glória, de prazer, de muita companhia. Como todos fui jovem, considerado promissor pelos que me queriam, amado por poucas, competente mesmo em minhas labutas e assim foi passando a vida… Até o dia em que eu simplesmente preferi nada fazer!

Do dito, não se vá alguém imaginar que em algum momento do meu passado, eu tenha compartilhado da felicidade idiotizada dos simplórios, dos ingênuos, dos desatentos e, porque não, dos idiotas. Não, definitivamente não! Apenas que, na juventude, deles também necessitava para respirar. Afinal, engolir o purgante da idiotice, da credulidade e da vulgaridade era sempre uma maneira de conviver com aqueles por quem nutria o mais amargo desprezo. E em seu meio meu egocentrismo se espalhava e a minha vaidade podia se nutrir da seiva que brota da estupidez dos parvos e onde a minha soberbia tornava-se intocável.

Entretanto, como já disse, teve um momento em que toda a minha vida ativa de homem prático cansou-se de si mesma; por destituída de sentido, chegou ao fim e eu preferi nada fazer.

Foi por essa época que, num de meus passeios ao acaso, encontrei-me com alguém que, apesar de há muito tempo não ver, sempre se me assemelhou no meu sentir. Meu amigo americano, o Melville.

Melville era já um escritor de  fama e bolso curto. Creio mesmo que não era lá muito atento nem para a fama, tampouco para a grana. Ele aconselhou-me a que me ocupasse em escrever, pois, no seu dizer, “a vida se arrastaria menos devagar, e, talvez, aí sim, com certa dose de parcimônia, você possa filtrar um pouco de seu desalento, destilar em gotas o fel que lhe consome…” Mas qual, eu disse ao meu amigo, “eu prefiro não fazer…e  escrever para quem, para que? Mesmo se fosse possível, onde encontrar um editor tão estúpido que concordasse em editar o que eu teria para por no papel? Não, Melville, eu prefiro, realmente, não fazer”.

Foi quando meu amigo falou de um tal de Bartleby, um escrevente como tantos que povoavam nossos cartórios, alguém que, de repente, como eu, “preferia nada fazer”. Melville conhecera-o naquela época em que os correios não possuíam a concorrência arrasadora dos “e-mails”. Um parêntesis: meu interlocutor mostrou-se extremamente curiosoo para saber como isto funcioria, mas esta já é outra história que um dia ainda contarei.

Voltemos à experiência do senhor Bartleby, o copista. Ele trabalhara num departamento do correio, aquele das cartas devolvidas. Disse-me Melville: “Cartas mortas, isto não soa como homens mortos? Imagine um homem que por natureza tem a tendência a uma insidiosa desesperança. Alguma atividade pode ser mais apropriada  para aguçar essa desesperança do que manipular cartas mortas e separá-las para o fogo? Com mensagens de vida, essas cartas caminhavam para a morte”. E aduziu: “É meu amigo, Bartleby era um escrevente já sem alma, ela toda se consumira nos milhares de cartas com mensagens vivas que se destruíram no fogo. Por isso ele dizia que a tudo “preferia nada fazer…”

Eu entendi perfeitamente a mensagem que, com Bartleby, meu amigo me passara. Chegando a minha casa, pus-me a escrever, eu “que preferia nada fazer…”, pus no papel este simples ensaio.

Obs.: “Bartleby O Escrevente”, é um conto de autoria de Herman Melville (1819-1891).

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