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agosto, 2016

Por muitos anos Nikolai Leskov foi ignorado tanto pela literatura ocidental quanto pela russa. De pouca serventia teve o espanto de Liev Tolstoi: “É estranho que Dostoievski seja tão lido…, não compreendo porque não se fale e não se leia Leskov. Ele é simplesmente um escritor fiel à verdade.”

Somente após trinta anos de sua morte e a partir de Máximo Gorki ele foi reconhecido em sua própria terra: “Leskov é o escritor mais profundamente enraizado no povo russo e o mais inteiramente livre de influências e modismos ocidentais.”

Ao trabalhar como representante de uma empresa inglesa, ele conheceu da Rússia até os confins, suas crenças e seitas populares e ao residir em Kiev, aprofundou-se em toda a vastidão da mística ucraniana. “Precisamos simplesmente conhecer o povo como a própria vida; não temos que estudá-lo, mas vivenciá-lo, amá-lo.”(Leskov).

Foi Walter Benjamin, no final dos anos 30, um dos primeiros pensadores ocidentais a reconhecer a enorme contribuição narrativa de um verdadeiro precursor do naturalismo e em sua homenagem escreveu o ensaio “O Narrador”. “Todo narrador é um homem que sabe dar conselhos e se nos dias de hoje os conselhos estão saindo de moda é porque as experiências pessoais ou de terceiros estão deixando de serem comunicáveis”. “Se a arte de narrar está definhando é devido que “a sabedoria- o lado épico da verdade- está em extinção”. Leskov é um contraponto a esta tendência, o que reveste o autor de “Lady Macbeth” de enorme atualidade.

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Rodrigues Alves, grande cafeicultor de Guaratinguetá, a terceira fortuna do País, foi eleito Presidente da República com os votos de menos de 2% da população, em 1902. Elegeu-se com uma plataforma que visava antes de tudo atrair capital estrangeiro para o desenvolvimento do Brasil e facilitar a imigração europeia, mão de obra carente para os latifúndios do interior e para os serviços e nas cidades.

Ele sabia, como administrador experiente, que para atingir esses objetivos era fundamental a modernização do cais do porto, suas vias de acesso, a reconstrução e o saneamento do centro da Capital da República. Uma de suas primeiras atitudes foi nomear Pereira Passos, Prefeito Plenipotenciário da Cidade e o Dr. Oswaldo Gonçalves Cruz para a Saúde Pública.

O engenheiro Passos por sua vez cercou-se de dois assessores: Francisco Bicalho e Paulo de Frontin, cabendo ao primeiro comandar a modernização da zona portuária, e ao segundo, a reurbanização da área central do Rio.

O porto foi reconstruído a partir da praça Mauá até o canal do Mangue, e o aterro ganhou do mar milhares de metros quadrados. Construíram-se novos armazéns e mais de cincoenta guindastes elétricos foram implantados. Para melhorar o acesso ao cais, as linhas ferroviárias da Leopoldina e da Central do Brasil foram ampliadas e rasgou-se uma nova avenida: a Rodrigues Alves.

Paulo de Frontin, por seu lado, não titubeou em demolir nada menos que 614 prédios, com isto destruiu centenas de cortiços em exíguos nove meses. Promoveu-se, neste curto período, um dos maiores êxodos urbanos jamais vistos na História. “Bota Abaixo”, com seu exército de demolidores, explodiu habitações e removeu milhares de toneladas entulho. Em outubro de 1904 a perplexa população carioca via o centro da cidade se assemelhar a um teatro de guerra destruído.

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1889 a 1906. Rio, bela cidade, mas muito perigosa.

O Rio de Janeiro possuía a beleza natural que todo o mundo admirava, mas de longe, dos conveses dos navios onde se comprimiam os europeus que a admiravam de passagem para uma terra segura como Buenos Aires ou Montevidéu. No conceito internacional, o Rio era uma cidade bela, mas maldita. “Só mesmo uma cidade assim, bonita e envolvente como uma mulher apaixonada, é que tem o direito de nos fazer sofrer como estamos sofrendo… Sem isso, já teríamos desertado.” (B. Costallat- 1903).

Os corajosos viajantes que ousavam desembarcar no cais, ao atravessarem a Praça 15 de Novembro, caminhavam por um tapete formado por restos de frutas e detritos. Deparavam-se com catraieiros, marujos, carregadores, soldados, todos ávidos por gorjetas ou subornos. Mendigos e vagabundos com eles sombreiam em busca de carteiras ou equipagens desguarnecidas. A tônica era a miséria e a sujeira.

Corpo e alma da jovem República brasileira, a beleza natural do Rio de Janeiro convivia com ruas estreitas, sujas, becos onde se amontoam toneladas de lixo. Em suas praças mais amplas inexistiam árvores. O sol abrasador refletia-se nos pavimentos de suas ruas e calçadas irregulares, esburacadas.

Ruas repletas de vendedores nas carroças, no lombo dos animais, nas costas, nos braços; homens, mulheres e crianças, antigos escravos, imigrantes, trazendo suas mercadorias. O leiteiro conduzindo uma vaca e atrás da mesma o bezerro faminto, o vendedor de galinhas, o cesteiro, o ceboleiro, o paneleiro, o verdureiro. Um oferece mocotó, outro, doces, outro, miudezas. A cidade do Rio era uma imensa feira.

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