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julho, 2016

Poderíamos imaginar que um escritor genial como Tolstoi tomaria os últimos vinte anos de sua vida para escrever Khadii Murat? Que, quando ele abandonou a casa familiar em Krasnaia Polyana, pela última vez antes de morrer de pneumonia numa estação ferroviária, carregava consigo mais de duas mil páginas, e dentre elas o original de sua colossal novela ainda inconclusa?

Enquanto a inspiração ao escrevê-la advinha de memórias da juventude, os propósitos eram descortinar na alma humana tudo o que ela tem de digno e de covarde, de honrado e de abjeto. Talvez seja ao alvorecer do século XX, o mais claro berro de horror contra o despotismo e à guerra posto na literatura.

Em meados do século XIX a Rússia czarista, na expansão de seu império, guerreou contra as tribos muçulmanas da Tchetchênia. A memória de Tolstoi trazia reminiscências do serviço militar prestado pelo escritor quando jovem.

A personagem Maria Dmitrievna, esposa de um major russo, assim se expressa a respeito dos bravos oficiais czaristas:  “Vocês são assassinos, não os suporto, uns verdadeiros assassinos. Não me venham dizer que os massacres sejam coisas da guerra, vocês são assassinos e é tudo.”

Existem diferenças significativas entre o fanatismo religioso, sectário e tribal, que propaga a violência, a vinganças, a intolerância e o ateísmo real, travestido da religiosidade oficial que incendeia aldeias, mata população civil, regurgitando o bafo de vodka? A resposta para Tolstoi é sim e não, ou seja, a responsabilidade maior pelas desumanidades da guerra é do invasor, daquele que quer impor o poder despótico do Czar. Os tribais reagem e aglutinam a violência sectária, inclusive contra seu próprio povo. Também eles se desumanizam na guerra.

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Jack nasceu numa influente família de políticos e magistrados do Oregon. Inteligente e  astuto, amante de livros, muito prometia desde a infância e por isso foi enviado a Harvard aos vinte anos de idade, para a Universidade da elite, destinado a ser um cortejado advogado, quiçá um Congressista. Estávamos na aurora do século XX, o dos grandes paradoxos. É claro, jamais alguém imaginaria que o jovem Reed um dia seria socialista.

Forte, ambicioso, tinha apetite para tudo. Jack era um homem do Oeste e os de lá sempre gostaram de muitas coisas na vida. Reed era um homem que gostava dos homens, de mulheres, de comer, de escrever, de beber, de nadar, de jogar futebol americano, de poetar. E gostava de gente do povo, por isso distanciava-se de seus colegas de “família”, curtia mesmo encontrar-se com vagabundos, trabalhadores, gente distanciada da roda da fortuna. E Jack foi mudando… Após concluir seus estudos, optou pelo jornalismo, começando por uma revista política, a “Masses” e pelo jornal “Metropolitan Magazine”.

Em Massachusetts, ao redor de vinte e cinco mil operários industriais estavam em greve e se  manifestavam exigindo jornada de oito horas de trabalho. A repressão policial não economizava cacetadas e espadas. Reed, repórter, juntou-se aos manifestantes. Preso com os operários durante quatro dias, não permitiu que o diretor do Jornal pagasse sua fiança.

Aprendeu com os grevistas e foi um dos organizadores do desfile de mais de uma centena de milhares de manifestantes no Madison Square Garden, em defesa do direito de greve. Jack buscava a “Vida, liberdade e a busca da felicidade”, da declaração de Independência Americana. E por que não uma nova revolução?

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Umberto Eco surpreende-nos ao dizer que aspectos fascistas podem ser encontrados desde a Grécia Antiga. Que no decorrer da História da humanidade, quer sob a forma imperialista ou nacional, trajando roupagem militar ou civil, o fascismo nos ronda permanentemente. Também conclama ser nosso dever, enquanto homens livres, desmascarar o fascismo e apontar sempre o dedo em riste para cada uma de suas formas, em qualquer lugar onde apelos fascistas surjam à luz do dia. E, nesse sentido, a liberdade e liberação transformam-se em tarefas diuturnas, das quais não poderemos descurar sob pena do avanço da barbárie.
Eco avança na análise dos diversos formatos e manifestações fascistas que, de tão antigas, criaram seus próprios arquétipos, impregnando-se nas mais diferentes estruturas sociais. Lista-nos quatorze arquétipos fascistas:

1. O culto da tradição como uma das bases do fascismo: O tradicionalismo, ainda mais velho que o fascismo, possui como paradigma que todas as mensagens originais contêm pelo menos um germe de sabedoria, um quê de alguma “verdade” dita primitiva. Com isso ele visa claramente estabelecer uma impossibilidade para avanços no saber! A verdade já foi anunciada de uma vez por todas e somente nos restaria continuar a interpretar sua obscura mensagem.
De todo modo, ao cultuar a tradição o fascismo o realiza de uma maneira sincrética.  Apanha conceitos  de doutrinas e ideologias diferentes, municiando-se da artificialidade dessa reunião de doutrinas mesmo que teoricamente incongruentes entre si. Logo, é inerente ao fascismo tolerar contradições que são intrínsecas a cada momento histórico em que ele se apresenta.

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