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Mês:

junho, 2016

“A Lei”, antepenúltimo conto escrito por Thomas Mann é geralmente considerado uma “alegoria do poder” e, mais particularmente, “uma alegoria da libertação face ao Terror, o Egito podendo ser comparado à Alemanha nazista e seu faraó a Hitler”.

Mann mostra-nos o libertador do povo hebreu a partir de uma visão mundana, porém altamente espiritualizada, da qual resulta a figura de um líder civilizador, revolucionário dos costumes e das crenças de seu povo e, ao mesmo tempo, um déspota místico-ideológico.

O nascimento de Moisés reduz-se ao apetite sexual que seu pai, escravo hebreu, despertara na filha do Faraó Ramsés. O pai, assassinado imediatamente após a satisfação da Princesa, como era de costume, deixou-lhe um filho.

A gravidez foi acobertada e na ocasião do nascimento da criança, todos os cuidados tomados:  o bebê foi encontrado num pequeno cesto e recolhido pelas serventes da Princesa. Esta lhe deu como mãe adotiva uma israelita e ele ganhou irmãos. Chamaram-no, então, Moisés, que significa “filho”. Mas filho de quem?

Quando jovem, foi tirado de seus pais de adoção e colocado no mesmo internato dos filhos da realeza. Assim, Moisés aprendeu astronomia, geografia, a escrita e as leis. Como todos, ele também sabia sobre sua origem: o Faraó Ramsés, o construtor, era seu verdadeiro avô e isso lhe dava ganas de assassinar aqueles que se divertiam com seu nascimento. Talvez, graças ao precisamente a este, Moisés cresceu “amando apaixonadamente a ordem, o inviolável, a regra e a proibição”.

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Em: resenha | Tags:

(Em homenagem ao Centenário do nascimento de Albert Camus)

Todo revoltado, só pelo movimento que o soergue diante do opressor, defende a causa da vida, comprometendo-se a lutar contra a servidão, a mentira e o terror e afirmando, com a rapidez de um raio, que estes três flagelos fazem reinar o silêncio entre os homens, obscurecendo-os uns aos outros e impedindo que se reencontrem no único valor que pode salvá-los do niilismo: a longa cumplicidade cujo limite é precisamente o poder de revolta de dos homens em conflito com seu destino.

Compreender a revolta não é, de forma alguma, uma reivindicação da liberdade total; pelo contrário, aquela ataca permanentemente a liberdade total, contesta o poder ilimitado que permite ao superior violar a fronteira proibida. Longe de reivindicar uma independência geral, o revoltado quer que se reconheça que a liberdade possui limites em qualquer lugar em que se encontre o ser humano, já que o limite é o seu poder de revolta.

O revoltado não humilha ninguém; a liberdade que quer é a mesma que reivindica para o outro, o que recusa, o proíbe para todos. Sua lógica mais profunda não é a da destruição, mas a da construção. A existência que o sustém desmorona, se a revolta não se sustenta.

A lógica do revoltado é querer servir à justiça a fim de não aumentar a injusta condição humana, esforçar-se no sentido de uma linguagem clara para não aumentar a mentira universal e apostar, diante do sofrimento humano, na felicidade.

A história das revoluções mostra que quase sempre elas entraram em conflito entre a justiça e a liberdade, como se ambas fossem inconciliáveis. Uma falácia, dado que a liberdade absoluta será sempre o direito do mais forte dominar o mais fraco. A justiça absoluta, caso utopicamente se realizasse, passaria pela supressão de toda liberdade.

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Liev Tolstói  legou-nos material literário precioso, onde os princípios da “banalização do mal” encontrados por Hanna Arendt ao analisar o caso Eichmann foram por ele descritos com precisão, com mais de sessenta anos de antecedência, em outras circunstâncias que não a da Alemanha Nazista, mas sob o autoritarismo russo.

Um deles é o conto denominado “Nicolas Palkine”, referindo-se Nicolas a Nicolau I, Czar Russo,  e o termo Palkine, originário de palka, em russo vara, que era “legalmente” utilizada com ponta de metal, aplicada em açoites e espancamentos, muitos deles até à morte, de soldados, prisioneiros e de suspeitos de crimes. O conto, ao traçar o perfil do executor deste tipo de tortura e de massacres, assim como o ambiente que torna propício o surgimento desses indivíduos, foca literariamente  as principais conclusões de Arendt.

O conto desenvolve-se a partir do diálogo que o narrador mantém com um velho suboficial, que servira primeiramente sob as ordens do Czar Alexandre I e, posteriormente, sob o mando de seu filho, Nicolau I.

O velho declara que estava carregado de pecados e o que mais desejava antes da morte era arrepender-se e comungar, livrando-se do castigo divino! São tantos os seus pecados, pergunta-lhe o narrador, ao que ele responde: “Não sabeis que servi sob Nicolau? Comecei o serviço sob Alexandre; os soldados o elogiavam, diziam que ele era muito bom…” Ao que o narrador retruca: “Lembro-me dos últimos tempos do reinado de Alexandre, quando vinte por cento dos soldados convocados para o exército apanhava até morrer; como deveria ser com Nicolau se o tempo de Alexandre era tido como muito bom?”

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Em: ensaio | Tags:

Certa vez, pediram-me que listasse, dentro de meu ponto de vista, o que seria o essencial da literatura para mim. (obs: a ordem abaixo não significa maior ou menos relevância).

I- “A Ilíada” e “A Odisséia”- Homero.
II- “A Teogonia” e “O trabalho e os dias”- Hesíodo.
III- Principais Tragédias Gregas (Orestíada e Prometeu, Ésquilo; Antígona e Édipo, Sófocles; Medeia e As Bacantes, Eurípedes)
IV- “Hamlet”, “Otelo” e “A tempestade”- Shakespeare.
V- “Fausto”- Goethe.
VI- “Os Irmãos Karamazovi” , “Crime e Castigo” e “O Idiota” – F. Dostoievski
VII- “O Paraíso Perdido”- J. Milton
VIII- “Metamorfose” e “O Processo”- F. Kafka-
IX- “A Montanha Mágica” e “Dr. Fausto” -T. Mann
X- “Em busca do Tempo Perdido”- M. Proust
XI- “Madame Bovary” e “Educação Sentimental”- Flaubert.
XII- “Dublinenses” e “Ulysses” J. Joyce-
XIII- “Letra Escarlate”- N. Hawthorne-
XIV- “Moby Dick”- H. Melville-
XV- “O coração das trevas”e “Vitória”- J. Conrad.
XVI-“Guerra e Paz” e “Anna Karenina” L. Tolstoi-
XVII-“Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Esaú e Jacó”- Machado de Assis
XVIII-“Pai Goriot” e “As Ilusões Perdidas” Balzac-
XIX- “Orlando”e “O Quarto de Jacó”- Virgínia Wolf
XX- “A Náusea” e “As Palavras”- Sartre
XXI- “A Peste” e “O Homem Revoltado” A. Camus-
XXII- “O Lobo da Estepe”- H. Hesse
XXIII-“Vinhas da Ira”- J. Stainbeck
XXIV- “A Condição humana”- A. Malraux
XXV- “Conversa na Catedral”- Vargas Llosa
XXVI-“Grandes Sertões Vereda”- J. Guimarães Rosa.
XXVII-“O evangelho segundo Jesus Cristo”- Saramago.
XXVIII- “O último voo do flamingo”- Mia Couto.
XXIX- “Pais e Filhos”- Turguenief

XXX- “Manhathan Transfer”- John Dos Passos

XXXI- “Dom Quixote”- Cervantes
XXXII- “A Divina Comédia”- Dante

XXXIII- “David Copperfield”- C. Dickens

 

 

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