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Mês:

abril, 2016

O convívio social impõe regras de conduta que limitam a liberdade individual em função de determinado “ideal” de um bem estar coletivo. Estas regras são institucionalizadas pelo Estado e impostas mediante coação a toda a coletividade, tendo por objetivo o disciplinamento da convivência social. O Estado na democracia grega era instituído por eleição livre dentre os homens considerados cidadãos e suas leis aprovadas em assembleias, denominadas “ekklesias”.

Como decorrência, e os gregos tinham isto sempre presente, nem sempre o Direito ampara aquilo que seja o Justo. Ao contrário, é freqüente a injustiça nas normas legais, muitas vezes nascidas de poderes arbitrários, muitas vezes representantes de interesses de minorias influentes sobre a maioria.

Por sorte, nem todo comportamento humano é regido por normas de direito. A ética e a moral são, em sociedades “saudáveis e corajosas”, no dizer de Nietzsche, mais amplos e exigentes que o próprio direito. Ao não acarretarem sanções da lei, elas concorrem para uma recriminação tão ou mais forte: o peso na consciência e o remorso daquele que infringiu a medida do Justo.

Logo, os parâmetros próprios da Justiça aspiram sempre uma abrangência muito mais ampla, uma harmonia superior, diriam os gregos. A Justiça busca a Harmonia, que por ser superior e não estar restrita a normas escritas do Direito (trabalho desenvolvido por humanos), evita macular-se com suas imperfeições.

Louis Gernet mostrou que a verdadeira matéria prima das Tragédias Gregas é o pensamento social próprio da cidade, especialmente o pensamento jurídico em pleno trabalho de elaboração.

J.-P.Vernant sublinhou que a presença de um vocabulário técnico de direito nas obras dos trágicos sublinha as afinidades entre os temas prediletos das tragédias e certos casos sujeitos à competência dos tribunais, que por serem ainda muito recentes necessitam repensar publicamente seus valores e seu funcionamento. “Os poetas trágicos utilizam esse vocabulário do direito jogando com suas incertezas, com sua falta de acabamento: imprecisão de termos, mudanças de sentido, discordâncias no seio do próprio pensar jurídico, traduzindo igualmente seus conflitos com uma tradição religiosa, com uma reflexão moral de que o direito já se distinguira, mas cujos domínios não estão claramente delimitados em relação ao dele.”

Principiaremos nosso trabalho com Ésquilo, o primeiro dos três grandes Trágicos, aquele que combateu na batalha de Maratona, vivenciou a democracia no seu florescer, aquele que buscava na Tragédia “o mundo como ele deveria ser”.

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Em: ensaio | Tags:

“O Nariz” de Gógol foi escrito em 1836, e ainda hoje é considerado uma das maiores contribuições russas para a literatura mundial, estendendo de maneira genial “o conto fantástico” de Hoffmann.

“O Nariz” é um conto crítico- satírico. Inspirou diferentes musas, como a poesia de Pushkin, a música (Shostakovich compôs uma ópera com o mesmo título) e a literatura, berço e principal fonte de inspiração de muitos escritores, dentre eles, Dostoievski (“O Duplo”) e José Saramago (“O Homem Duplicado”).

Em uma frase, a história conta a história de um pequeno burocrata de São Petersburgo ( cujo correspondente posto no Exército corresponderia ao de major), cujo nariz abandona seu rosto e decide ter uma vida independente, uma representação da perda de parcela do “eu”, assim como a substituição de um personagem por seu duplo.

Outro aspecto a ser considerado: na literatura, Gógol foi pioneiro ao associar o nariz ao falo, ou melhor, a perda do nariz à “redução do poder do falo”, como símbolo não apenas sexual quanto de poder. A inspiração lhe ocorreu, segundo segredou ao amigo Pushkin, quando recém chegado a Petersburgo num inverno, sentiu como se seu enorme nariz se petrificasse em sua face e caísse.

A atitude de arrastar um homem, puxando-o pelo nariz, era um antigo costume da Rússia Czarista. Atitude humilhante através da qual se impunha o poder do mais forte. Após Gógol, Dostoievski também utilizou a mesma figura literária, em “Irmãos Karamazovi”, com Dimitri  arrastando para fora de um bar o pobre Smieguirov e , em “Os Demônios”, Stravogin puxando pelo nariz a um ancião e o obrigando a dançar.

“O Nariz” é uma sátira social e de costumes, que data do período mais ativo do jovem Gógol, quando seus espíritos críticos e sociais superam o misticismo sempre presente na vida do autor.

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