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Mês:

janeiro, 2016

Extraído da Novela “Memória de um Subversivo”, de autoria de Carlos Russo Jr.

Introdução necessária:

As memórias que publicamos neste Espaço Literário não constituem de modo algum reminiscências vividas pelo escritor, mas sim, memórias de um jovem extraordinário a quem me dediquei a narrar a biografia. Como veremos, os episódios reportados referem-se, quase na sua totalidade aos anos 70 e 80 do século passado, uma época em o sol punha-se tão cedo nesses trópicos e a noite sem luar era tão impenetrável, que era quase impossível, apesar de absolutamente necessário, “falar-se de amor e flores”. Tempo aquele de sombras e crenças fortes, ideias definitivas, doação integral, violências, um tempo sem paz, alias nisso diferindo muito pouco de toda a história dessa velha humanidade.

Mas, que também o foram tempos dos mais intensos e apaixonados, que exigiam daqueles  que se incorformavam com a exploração, a miséria e o arbítrio, um arrebatamento total, ah, lá isso o foram; onde a pureza e a ingenuidade seguiam às vezes pela mesma senda da imprevidência, principalmente quando o engajamento ocorria na mais tenra juventude, ah, isso também é uma verdade. Tempos em que as Utopias eram fortes e sempre nos assinalavam o mais além dos sacrifícios, da tortura, da prisão e da morte.

Nosso jovem, cujo nome de batismo é Pedro Alexandrino, apesar de que às vezes eu esbarre na tentação de denominá-lo meu herói, nada possuía de realmente extraordinário. Ele não era em nada grande, apenas um jovem revoltado, no tempo que lhe foi dado para viver, agir e sonhar. Algum leitor poderá perguntar-me por que, dentre tantos jovens que resistiram ao arbítrio, que também foram submetidos à tortura, à prisão e ao exílio, e se comportaram ainda com maior dose de dedicação e altruísmo que meu personagem, eu tenha escolhido justamente Pedro Alexandrino para relatar determinados episódios de sua vida. Esta pergunta é bastante embaraçosa e tudo o que eu posso responder, por enquanto, é que o leitor descubra o porquê por si mesmo, no decorrer de meu narrar.

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Em: ensaio | Tags:

“Na Rua Aurora eu nasci, na aurora da minha vida, e numa aurora cresci.”

Foi no número 320 da rua Aurora que, em 1893, nasceu Mário de Andrade, filho de pai de origem humilde e de mãe descendente dos bandeirantes. Apesar de ilustre, a família não era rica. Quando adolescente Mário só era bom mesmo em Português, em todas as demais matérias, reprovações e notas baixas. As esperanças familiares convergiam para os irmãos, já que ele a “ovelha negra”, era o rapazinho rebelde das “loucuras”.

Mas tudo muda na vida. Mário apaixonou-se pela música e a ela dedicou quase dez horas diárias de estudo, sem se descuidar da literatura. Lia tudo o que lhe caía às mãos, sua inteligência gradualmente foi-se disciplinando e começou a adquirir a fama de erudito. No entanto, para a família, permanecia sendo “o doido”.

Há já algum tempo, inspirado nos poemas de Verhaeren, ele desejava escrever um livro sobre São Paulo. Encantara-se com um busto de Cristo esculpido a gesso por Brecheret. Sem dinheiro, negocia uma vaquinha familiar e paga ao escultor para torná-lo em bronze. Quando lhe é entregue, convida a família toda para ver a obra. Um escândalo! O “doido do Mário” tem contra si pais, irmãos e tios, afinal, o “Cristo de trancinhas” de Brecheret, já era demais! Mário recebe o golpe, tranca-se no quarto e, alucinadamente, de uma só sentada, compõe a base de sua “Paulicéia desvairada”. Estávamos em 1918, e, no ano seguinte, a “Paulicéia” provocou alvoroço, espanto, desvarios, o toque de alvorada em nosso tardio modernismo.

“A destruição é, como a criação, uma necessidade dessa marcha que impulsiona os homens”. Enquanto o modernismo na perspectiva européia significava desencanto, a desestruturação do homem das metrópoles associada à necessidade de reestruturação espiritual, em nosso país, o moderno que nos chega com o atraso de mais que uma década, expressa de certa maneira “a visão benigna de uma natureza divinamente revestida”, o que redunda no ufanismo de um Brasil idealizado.

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