localizador vehicular gps tracker rastreador gsm gprs sms programa para espiar cualquier tipo de celular gratis here link here vendo celular espia free blackberry messenger spy app como espiar el whatsapp de alguien mas est espiar celulares 2013 i spy books for android programa espiar whatsapp spy descargar press site

Mês:

dezembro, 2015

Uma carta e certa casa esquecidas no tempo

“Anna Maria, não te escrevi pelo correio anterior porque celebramos um grande sarau musical em casa de nosso amigo Mesmer, no jardim da Landstrasse. Mesmer toca esplendidamente harmônio (uma espécie de órgão sem tubos). Ele é em Viena o único que aprendeu e possui um instrumento muito mais bonito que o de Miss Dewis. Wolfgang, sempre meu orgulho, também o tocou”. Leopold Mozart, ano: 1773.

Quando o Diretor da Ópera Real negou-se a conceder ao jovem de quatorze anos, Wolfgang Mozart o direito de apresentar a sua obra, “La Finta simplice”, Franz Anton Mesmer, mais audacioso que toda a Corte, ofereceu o pequeno teatro de seu jardim para a representação da primeira ópera em alemão do gênio: “Bastien et Bastienne”. Um sucesso indescritível!

Mozart jamais esquecerá o gesto do mecenas vienense, chamando-o de “meu querido Mesmer”, em correspondência. Eles tornam-se muito próximos quando, em 1781, Mozart já famoso, muda-se de Salzburg para Viena. No auge de sua fama, ao produzir “Cosi fan tutti”, construiu para Mesmer e seu ímã, um imortal e alegre recitativo.

O Doutor Franz Anton Mesmer, homem de sociedade e amigo das artes, era fabulosamente rico. Tendo-se se casado com a riquíssima viúva Von Bosch, tinha sua residência finamente decorada ao estilo barroco. A casa número 261 da Landstrasse era considerada o mais seleto centro da arte e da ciência vienense. A mesa farta, sempre aberta aos amigos e artistas, era freqüentada por Haydin, Mozart, Gluck, seu maior amigo e, posteriormente, Beethoven. Sucediam-se em saraus apresentações de quartetos, árias e sonatas. Mesmer, por sua vez, toca com o mesmo talento o piano, o violoncelo e o harmônio.

O anfitrião possuía uma educação de primeiríssima linha. Estudara Teologia, tendo obtido o grau de Doutor em Filosofia. Não satisfeito, ingressará e concluirá o curso de Direito antes de abraçar sua quarta faculdade, a de Medicina. Em 1766, Mesmer, já titulado “Magnificorum Professorum”, recebe o bacharelado em Medicina. Sem necessidade financeira, o doutor inicialmente prefere ampliar o seu saber, quer nas áreas da geologia, da física, da química e da matemática, na filosofia e criações artísticas. Tal qual Fausto, de Goethe, aspirava o “saber total”.

O homem certo, no tempo errado!

A tragédia pela qual passará Anton Mesmer consistiu, na essência, em ter nascido no momento histórico errado. O século XVIII pretendia repelir tudo o que tivesse uma base intuitiva; o universo era concebido mecanicamente e o homem, um autômato a raciocinar. Diziam os doutores da Razão que tudo o que não pudesse ser submetido a pinças ou medido à régua não passava de ilusão e varriam dos dicionários filosóficos o que pudesse transpirar metafísica, de tal modo que aquilo que não pudesse ser percebido pelos sentidos era declarado insensato. Tempos difíceis de orgulhosas vaidades e enormes preconceitos.

Continue lendo

Em: ensaio | Tags:

Escrito em 1875, logo após “Notas do Subsolo”, “Krotkaia” nos aporta uma problemática atualíssima na relação a dois: a fatalidade humana ligada ao egoísmo, ao orgulho, à vaidade, à arrogância, à mesquinhez, a opiniões e idéias que exigem meios ilícitos e sacrifícios dentro de uma relação conjugal.

Em Dostoievski, escritor existencialista com quase um século de antecipação,  o homem e todo o conjunto de suas emoções e pensamentos são o eixo do universo, em conformidade com Sartre: “A existência precede e governa a essência”.

Pouco antes da primeira publicação de “Krotkaia”, ele redige no seu “Diário de um escritor” comentários a respeito de uma notícia jornalística: uma costureira, recém-casada,  atingida pela miséria, suicidara-se em Moscou, jogando-se da janela de um alto edifício, agarrada a uma imagem da Virgem. Em vez de um bilhete de despedida, um ícone sagrado. Era o mote do qual se originaria “Krotkaia”.

O conto consiste em um monólogo interior de um homem diante da esposa morta, que se jogara da janela do quarto, suicidando-se agarrada a um ícone.

Ele, nobre, Ela, plebéia. Ela, dezesseis anos, Ele, quarenta e um. Ele é um homem solitário, autoritário, articulador, vive da usura e do penhor (Dostoievski, por tanto depender dos “penhoristas”, odiava-os), com passado desdenhado pelos que o conhecem (covardia num duelo, expulsão do regimento, decadência moral e financeira da qual fora salvo por uma herança), contumaz no jogo do silêncio, da sedução e da contradição.

Ela, uma professora desempregada, órfã, miserável, submissa, com arroubos doentios, arvora-se “o direito de amar”; ignorando muito da vida adquiriu convicções gratuitas, sendo ao mesmo tempo dócil e submissa,  podendo chegar à tirana impetuosa, agressiva e desvairada, nervosa e histérica. Vive assustada, pensativa, e está para ser “vendida” pelas tias para um gordo comerciante de mais de cincoenta anos.

Continue lendo

O Surgimento da Tragédia Grega

É uma tarefa ingrata qualquer tentativa de hierarquizarem-se as invenções do espírito grego. Afinal, um povo que criou a filosofia, as bases para a análise científica da natureza, o raciocínio abstrato, a matemática e o cálculo, o conhecimento aguçado do comportamento psíquico do homem, qual destas contribuições terá sido a mais importante? Mas se identificarmos em toda a cultura helênica qual criação foi não necessariamente a mais decisiva, mas, sim, a mais ousada, tal qual Bonnard, não teremos dúvida de que tenha sido a Tragédia Grega.

Desde seu nascimento, que data do princípio do século V a.C. até o seu declínio, nos anos 20 do século IV a.C., a Tragédia se desenvolveu dentro de condições históricas importantes de serem compreendidas para o entendimento desta “nova arte”. A tragédia dita primitiva- “o diritambo” trazia o mundo dos deuses até o mundo dos homens, tornando o divino mais humano. A Tragédia Grega ampliará isto, primeiramente exigindo que os deuses sejam justos e imponham a justiça- a “dique”- ao mundo, e, em segundo lugar, que a partir do exemplo divino estabeleça-se uma ordenação na comunidade dos homens.

Historicamente a Tragédia surge no declínio dos aristocratas, durante a tirania de Pisístrato, que foi levado ao poder à força, pelos camponeses mais pobres. Promoveu reformas sociais importantes, dentre elas uma melhor distribuição de terras e instituiu as festas Dionísicas, como concurso de produções artísticas para o deleite dos cidadãos. Pisístrato é uma ponte de passagem para Péricles e a Democracia Grega, assim como do “diritambo” à Tragédia.

Continue lendo

Em: ensaio | Tags: