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março, 2015

Stefan Zweig ao escrever seu ensaio “Erasmo, grandeza e decadência de uma ideia”, em 1928, talvez pressentisse que traçava, de certo modo, um perfil e um destino semelhante ao que ele mesmo cumpriria.

Judeu austríaco, Zweig, nascido em Viena em 1881, foi um intelectual humanista e pacifista. Ensaísta, biógrafo, poeta, romancista e teatrólogo, antes da expansão nazi-fascista, o escritor mais lido em toda a Europa.

Laico, cultivava muitas amizades nos mais diferentes países; foi íntimo do poeta Rilke, de Freud (a quem amparou no leito de morte londrino e fez o discurso de seu “Requiem”), amigo de Joyce, dos dois  irmãos Mann, de Gorki, Ravel, Valèry, do grande maestro Toscanini, de Strauss, Romain Rolland e de tantos outros mais.

O intelectual apaixonado pela humanidade, pelos livros e pela natureza, tinha por sonho um mundo de paz, em que a diversidade fosse respeitada. Zweig odiava o totalitarismo, o fanatismo, os preconceitos sociais e raciais em suas mais diversas vertentes; prezava mais que tudo a liberdade e a ética.

Apesar de jamais haver-se filiado a partido político algum, foi admirador da intrepidez dos sovietes, do gênio decidido e prático de um líder como Lênin, da grandeza com que o povo russo sorrindo, “num sorriso de criança”, encarava a enorme carga de construção de uma sociedade totalmente nova. Assim como Gide, sentiu-se tentado a aproximar-se do comunismo, mas ele era um burguês no qual os valores da individualidade e da crítica estavam para sempre estabelecidos. Ademais, Stefan Zweig, assim como Erasmo de Rotterdam, jamais teria a disciplina necessária aos homens de partido.

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Os conceitos de Direita e Esquerda acompanham o homem desde suas primeiras construções históricas e míticas.

Se tomamos por base os relatos de raízes bíblicas, adentraremos tanto no campo da História quanto do mito, e veremos que cada autor que versa sobre os mesmos empresta-lhes a cor, o tom e o calor literário que lhes são próprios.

Dentro dessa perspectiva, debruçamo-nos sobre alguns pensadores, Herman Hesse, Thomas Mann, Simone de Beauvoir e José Saramago, alguns dos que  realizaram suas buscas no poço profundo da história da humanidade e desde lá realizaram com urdidura própria a tessitura de duas das principais antípodas que marcaram  desde sempre História da humanidade: a Direita, representada pela raça dos Eleitos, muitas vezes apolíneos, e a Esquerda, focada nos “guenos” que trazem a marca de Caim, a da revolta, assim como o poder dionisíaco da cor vermelha.

Foi El Eloim, o deus dos judeus quem desencadeou no irmão desgraçado o aguilhão da inveja. Ao assassinar Abel, Caim foi amaldiçoado pela divindade e condenado à peregrinação sem quartel, sem Pátria e nem lar. Ao marcar-lhe na testa um sinal, Deus o estigmatizará e aos seus descendentes como a estirpe bastarda, que, sempre que puder, tratará de “prejudicar a raça eleita” por Ele como a legítima. 

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“O crocodilo”, escrito em 1864, é um conto satírico sobre o comportamento da burocracia estatal e do funcionário público engolido pela máquina.

O momento político-econômico  é o da inserção da Rússia agrária no capitalismo, refletindo as profundas contradições entre aqueles que defendiam o “progresso do ocidente”, com a entrada do capital estrangeiro para a exploração das riquezas russas e a criação de sua própria burguesia e os “conservadores”, que buscavam uma solução originalmente russa para os problemas russos.

Dostoiévski, pese seu conservadorismo, era absolutamente anticapitalista e na sua ambiguidade via na importação dos hábitos ocidentais e no avanço do capital estrangeiro, os maiores riscos para os “humilhados e ofendidos” da Rússia.

Sob enorme influência dos “Contos Fantásticos” de Hoffmann, através de “O crocodilo”, um conto inacabado, Dostoiévski assinala uma nova senda literária, o Surrealismo, ao qual  recorrerá Kafka, após cinquenta anos, ao escrever sua “Metamorfose”.

Não por mera coincidência, logo no ano seguinte, o grande mestre escreveria um  outro conto, “O homem do subterrâneo”, que sem dúvida consubstancia a obra inaugural do Existencialismo Moderno.

No “O crocodilo”, um mero funcionário público, com passagem marcada para uma viagem pela Europa que faria com a esposa, vai, por insistência desta, a uma exposição de animais organizada por um alemão. Basta um pequeno descuido e o crocodilo, imóvel em sua bacia, engole o rapaz, que, entretanto, não morre, mas encontra abrigo numa enorme barriga extensível e de lá principia a filosofar, a sonhar e a acreditar-se um “ser superior”.

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O mito

Medeia era filha do rei da Cólquida, possuidor da sorte transmitida por uma pele de carneiro- o velocino de ouro. Sua mãe era a deusa Hécate, que simboliza as decisões fatais, a vontade fulgurante da mulher, a magia do conhecimento das ervas e plantas venenosas. Seu pai tinha ainda outra filha, a ninfa Circe, aquela que atraiu Ulisses para seus ardentes amores por mais de dez anos. Ambas as irmãs eram feiticeiras, entendidas tanto nas artes de curar, quanto de matar, capazes também de transformar homens em animais e acorrentá-los aos seus prazeres.

Medeia é, portanto, aquela que ama em demasia, entrega-se ao amor sem os limites da ponderação e é capaz de manter ódios mortais por seus inimigos. Por isso tudo, ela é uma das personagens mais terríveis e fascinantes de toda a mitologia grega, envolvendo sentimentos contraditórios e extremos, sem possibilitar a mediação da consciência sobre seu “id” liberado. Os mitos que envolvem Medeia são classificados por alguns autores como elementos-chave no limiar da civilização, separando de um lado o mundo primitivo, o do matriarcado arcaico e, de outro, os novos desafios e paradigmas aportados pela Idade do Bronze e pelo patriarcalismo.

Jasão, por outro lado, é o herói grego que se empenha na busca do velocino de ouro e, para tal, organiza uma expedição à bordo da nau Argos. Ele e seus companheiros, os argonautas, navegarão até as terras da Cólquida para roubar o velocino do pai de Medeia.

A paixão por Jasão leva a moça a trair seu pai e sua Pátria.

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