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janeiro, 2015

Crime e Castigo”, o romance mais famoso de Dostoiévski, é ao mesmo tempo um dos mais bem escritos de toda literatura mundial. Foi feliz Marcel Proust ao escrever que todos os romances desse grande escritor russo poderiam ser denominados Crimes e Castigos, uma espécie de tributo àquele escrito que é um marco na formatação do pensamento moderno.

Quando o romance genial era tão somente anotações, desenhos, um plano, Dostoiévski enviou a um editor uma carta oferecendo-lhe a venda antecipada dos direitos autorais. Nela, traçava o esboço, quase uma resenha do futuro “Crime e Castigo”: “Será o estudo psicológico sobre um crime. Um romance da vida contemporânea. Por sua instabilidade mental, um jovem ex-universitário, completamente sem dinheiro, fica obcecado por essas ideias amalucadas que estão no ar. Resolve fazer alguma coisa que o livre imediatamente da situação desesperadora. Decide matar uma velha agiota. A velha é estúpida, gananciosa, surda e doente, pessoa sem maior valor, cuja existência é aparentemente injustificável, etc.. Todas essas considerações desequilibram o rapaz… Ele não se torna suspeito, não seria possível que suspeitassem dele, e é aqui que todo o processo psicológico do crime se desenvolve. De repente o assassino se vê frente a frente com problemas insolúveis e sensações inauditas começam a atormentá-lo. O próprio assassino resolve aceitar o castigo para espiar a sua culpa”.

Nessa fase o autor ainda via o futuro livro escrito na primeira pessoa, tal qual “O homem do subterrâneo”. Nele, o próprio Raskholnikov falaria num diário ou em formato de confissão. Mas, de alguma maneira, ocorreu uma mudança de planos que tornariam “Crime e castigo” um romance muito mais universal. Nas anotações em seu Diário, Dostoiévski registra o fato: “Farei a narração do ponto de vista do autor, uma espécie de ser invisível, porém onisciente, que jamais abandonará o herói.” “O narrador observará tudo do ponto de vista de Raskholnikov, reagirá a tudo o que ele fala e pensa, sem deixar de vê-lo do ponto de vista do mundo exterior”.

O romance foi aclimatado na Petersburgo da segunda metade do século XIX, a cidade mais fantástica do mundo na visão de Dostoiévski, onde proliferam seres estranhos e os muros das ruas e das paredes das casas se dissolvem em visões terríveis. O personagem Svidrigailov diz que “é uma cidade de gente desequilibrada, cheia de influências sombrias, cruéis e estranhas”. A cidade mais ocidentalizada da Rússia é um lugar de doenças e febres, suicídios e mortes súbitas, acidentes de ruas e brigas violentas, e em todas as partes está repleta de gente humilhada e ofendida. É também o lugar em que brota a revolta na juventude, cidade de ideias novas e incendiárias.

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No tempo que a Grécia era regida pela aristocracia feudal, não havia distinção entre virtude política e individual. A “arete”, como virtude, era transmitida de geração em geração pelo ambiente em que vivia o aristocrata, por meio de exemplos pessoais e dos poetas como Homero.

Quando se estabeleceu a tirania e, posteriormente a democracia, essa forma de transmissão de virtudes desapareceu, surgindo, então, a necessidade de se criar uma nova forma que a substituísse não mais para uma elite, mas para todos os homens livres da “polis”.

Surgiram primeiramente os Sofistas com a proposta de que a virtude poderia ser ensinada. Mas qual virtude? Com a entrada em cena do cidadão, a antiga virtude já havia se fragmentado, apresentando-se tanto como política, quanto individual.

Os Sofistas pensavam a educação não como um esforço a realizar-se para a sociedade como um todo, mas como uma ação a exercer-se unicamente sobre seus líderes, encarando-os não como cidadãos comuns, mas como sujeitos que desejavam os meios mais eficazes para chegarem ao poder. A educação para eles não visava desenvolver virtudes individuais, mas aquelas capazes de dotar um homem com poder sobre as massas.

Se no passado, a “arete” fora símbolo de excelência, na democracia o princípio que regulava a virtude deixa de lado a excelência e transforma-se em símbolo de prazer. Logo, o líder a ser formado pela nova educação deve aprender, sobretudo, os métodos de proporcionar prazer às massas. A sua sabedoria e eloqüência devem lisonjeá-las, acenando para aquilo que mais as agrada. A virtude individual, tanto quanto a política, igualmente são regidas pelo princípio do prazer.

Em contraponto aos Sofistas, Sócrates pensava que somente após o ensino da virtude ao nível individual se poderia pensar no ensino da mesma ao nível político. Na base do confronto que trava com Protágoras encontramos as duas concepções diferentes de virtudes na democracia.

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