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Mês:

dezembro, 2014

Após Ésquilo,  Sófocles torna a tragédia grega  mais humana; as ações das “personnas” revestem-se de maior responsabilidade perante o destino e por isso mesmo transformam-se em mais exemplares.

O homem da jovem democracia ateniense está numa encruzilhada na definição do direito, em face de decisões que o confundem. No dizer de Vernant, “num mundo de forças obscuras e ambíguas (dialéticas), onde uma justiça luta contra outra justiça, onde o direito nunca é fixo, mas vira e transforma-se no seu contrário.”

Antígona é uma tragédia que dá continuidade às desgraças que pairam sobre os descendentes de Édipo. Antígona, a imagem de mulher-heroína, aquela que desafia o príncipe e a própria cidade em defesa de sua phylia, contrapõe-se à de Creonte (“o príncipe”), aquele que tem por dever a defesa da cidade.

Ao mesmo tempo em que trabalha as ambiguidades, Sófocles rompe com uma série de paradigmas de uma sociedade patriarcal. Antígona a é capaz de viver, sofrer e morrer por um ideal. Creonte é arrastado para a desmedida na defesa da “polis”. O homem no poder muitas vezes acredita  estar optando pelo bem, mas é o mal que ele termina por praticar.

Polinices, filho se Édipo e irmão de Antígona, tivera seu trono usurpado pelo irmão Etéocles. Rebelando-se contra a sua própria cidade, congrega aliados para destruir Tebas. Na luta feroz que se segue, a cidade sitiada sairá vitoriosa, pois Etéocles, rei de Tebas e Polinices  decidem a sorte da batalha em um combate singular, no qual  ambos morrerão. Creonte, que sucede o rei morto, é irmão de Jocasta e o tio dos dois, assim como das duas irmãs Ismênia e Antígona, filhas de Édipo e Jocasta.

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Em: ensaio | Tags:

Trata-se de um dos romances mais curtos da maturidade de Dostoiévski, escrito em apenas três meses, vindo à luz em 1870. Muitos dos temas mais caros ao autor estão nele referidos de uma maneira compacta: o mau trato a crianças no interior dos lares, o tormento psicológico carregado de culpas, as figuras jocosas e ao mesmo tempo trágicas de um “eterno marido”, daqueles que chegam ao extremo da degradação humana sem conseguir “curarem-se”.

Em poucos de seus tantos escritos, observamos um Dostoiévski mais livre, sarcástico, irônico e por que não, bem humorado. Ele vivia uma realidade pessoal de todo modo nova: seu casamento com Ana Grigorievna era harmonioso e ela engravidara pela segunda vez; sentia saudades da Pátria, pois residia em Dresden (fugira da Rússia devido às dívidas que poderiam levá-lo à cadeia), mas em compensação nem os credores, nem os censores oficiais lhe batiam à porta. Há algum tempo também deixara as roletas e os baralhos, considerando-se curado do antigo vício do jogo.

O Eterno Marido insere-se num ambiente de costumes sociais e literários em mutação.

O “eterno marido” é aquele que complementa a mulher, numa inversão da moral corrente da mulher submissa, a esposa socialmente aceita.

A grande Revolução Francesa de 1789 erguera a mulher-cidadã ao mesmo patamar do homem-cidadão. A Restauração pós-napoleônica, entretanto, fizera a condição feminina retroagir a antes da revolução burguesa: submissão ao marido, mulher objeto, esposa decorativa e procriadora. Somente após 1830, ao mesmo tempo em que na Europa ocorre um abrandamento da repressão política, gradualmente, a mulher irá reiniciar um longo processo de reconquista de seus direitos.

Na literatura, Balzac, idolatrado por Dostoiévski, foi entre os anos 1830/ 1840 o primeiro a romper com as cortinas da hipocrisia. O “ciclo de Vautrin”, nas Ilusões Perdidas, apodera-se da homossexualidade masculina e define um perfil de mulher que se torna independente do machismo dominante. Em Pai Goriot a mulher busca seu futuro à custa do antigo terror familiar – um “eterno pai” tornado “manso” e escravizado pela ambição filial. Em A menina dos olhos de ouro, Balzac expõe a homossexualidade feminina, no que é seguido, em 1850, pelo próprio Dostoiévski com Nietochka Nezvanova.

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