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agosto, 2014

Dentre os momentos mais marcantes da História da humanidade estão aqueles em que surgem as Religiões. A ideia que brota quase sempre de um único cérebro, transborda atingindo centenas, milhares e milhões. É precisamente esse o caso de um enorme conjunto de Seitas Religiosas, denominadas genericamente de “Religiões Neo-Pentecostais”, que se desenvolveram nos Estados Unidos da América a partir da última década do século XIX e empolgam, no século XXI, parcelas crescentes da humanidade em quase todos os continentes.

Os Neo-Pentecostais abrangem mais de dezenove mil denominações e congregam mais de trezentos milhões de seguidores. Possuem mídia televisiva e forte presença em todos os outros canais próprios de divulgação de massa. Influenciam a vida política das nações, compondo bancadas parlamentares cada vez mais influentes. Por vezes seu alvo é o Poder Central da República!

Estima-se que as seitas no geral movimentem mais de trinta bilhões de dólares anuais, boa parte dos quais com isenção de impostos e à margem de controles formais.

Encontraremos nessas crenças religiosas muitos pilares que lhes são comuns, tais quais a “doutrina da prosperidade” e a da “confissão positiva”; empregam conceitos comuns “a pobreza e a doença derivam de maldições, de fracassos, das vidas em pecado ou da falta de fé religiosa” e, em decorrência desses preceitos, um “verdadeiro cristão” deve ter a marca da plena fé, ser bem-sucedido financeiramente, possuir saúde física, emocional e espiritual.

Outro pilar comum na maior parte das Seitas é a permanente batalha espiritual entre os componentes da “Santíssima Trindade” e o Diabo, trazendo um renascer de conceitos medievais, tais como o confronto direto entre o homem e os demônios, as ditas maldições hereditárias, a posse dos crentes pelas forças “magnéticas” do mal. Não pocas vezes aqueles “pastores” ou “médiuns” operam “curas milagrosas” para doenças psíquicas ou físicas, chegando mesmo ao ponto de negação da materialidade dos males que afligem os homens.

Desenvolveram ainda formas arcaicas de encarar a fé religiosa, tendo por foco a busca de revelações diretamente feitas por Deus ou pelo Espírito Santo a seus “pastores”, “bispos” ou “apóstolos”, relações de privilégios nas quais o rebanho é conclamado a inserir-se.

A unirem as mais variadas Seitas, estão aspectos socialmente reacionários como os preconceitos claros ou encobertos contra a homossexualidade e sobre a possibilidade da mulher decidir sobre seu próprio corpo.

Muitas das Seitas, numa busca que é quase sempre totalitária, anseiam pela exclusão do Estado laico, atrelando, por exemplo, a educação a formas do criacionismo bíblico. O contraponto dessas filosofias que negam a realidade e a evolução, que mistifica o conceito do divino, é o seu mais cru materialismo assentado numa estreitíssima aliança do espiritual com o dinheiro e os créditos bancários. Elas substituem o ensinamento de Cristo “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, por um avatar que não lhes é exclusivo, mas que em nenhuma religião é tão explícito: uma moeda onde o lado “cara” tem a figura de Cristo, e o lado “coroa” a imagem do dinheiro, preferencialmente o dólar.

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Os relatos bíblicos são Histórias e mitos; cada autor que versa sobre eles empresta-lhes a cor e o calor literário que lhe é próprio. De todas as maneiras, trabalhar com mitos é inerente à aceitabilidade de seu retorno, da sua atemporalidade e de sua onipresença. 

Dentro dessa perspectiva, debruçamo-nos em alguns autores, principalmente aqueles que realizaram sua busca no poço profundo da história da humanidade e desde lá realizaram, com urdidura própria, a tessitura de duas das principais antípodas que marcaram a História da humanidade: a Direita, representada pela estirpe dos Eleitos, e a Esquerda, focada na estirpe que traz em si a marca de Caim, a da revolta e do poder dionisíaco da cor vermelha.

Herman Hesse é um desses autores que refletem sobre a oposição mítico-bíblica entre as duas estirpes antagônicas. Em Demian, ele narra a história de um jovem, Sinclair, criado por pais religiosos e ortodoxos que, de repente, se vê num mundo bem diferente daquele pregado pelos mesmos. Atormentado pela falta de respostas às perguntas que se faz, procura-as na introspecção. Percorrer essa senda perigosa o conduz até Demian, um colega de classe precoce e envolvente, que para Sinclair encarnará a árvore do saber. Com ele provará do crime, da amizade e das incertezas, e ao se rebelar contra as convenções sociais, Sinclair descobrirá não apenas o doce sabor da independência, mas também o poder que possui de praticar o bem ou o mal.

Demian, seu amigo, recruta-o para a sua própria estirpe amaldiçoada pela Divindade: a de Caim, pessoas que possuem a capacidade de exercer e diferenciar o bem do mal. Os piedosos pais do jovem e Sinclair incorporam o protótipo dos dois extremos bíblicos. Os pais simbolizam Abel, o Eleito, o sedentário, cumpridor dos deveres exigidos pelo Altíssimo e o filho, Caim, o Vermelho, errante pela própria característica do pastoreio, descuidado e mesmo desobrigado de obrigações religiosas.

Mas não nos esqueçamos de que foi Deus quem desencadeou no irmão desgraçado o aguilhão da inveja. Ao assassinar Abel, Caim foi amaldiçoado pela divindade e condenado à peregrinação sem quartel, sem Pátria e sem lar. Ao inocular-lhe na testa um sinal, Deus o marcará e aos seus descendentes como a estirpe bastarda, que, sempre que puder, tratará de “prejudicar a raça eleita” por Ele como a única legítima. 

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No sentido oposto ao de muitos intelectuais do século XX, que na juventude professaram o socialismo e na maturidade abraçaram o capitalismo, Thomas Mann, tanto em seu extraordinário trabalho literário, quanto em seus ensaios e crônicas, trilhou uma jornada em que o burguês que apoiou o Império Alemão na Primeira Guerra, transformar-se-á em num democrata convicto quando da derrota alemã e, após a ascensão do nazismo ao poder, num combatente antinazista. Ao final de sua longeva vida, a desilusão com o capitalismo irá levá-lo à busca do refúgio intelectual e ideológico socialista.

Cada uma de suas obras literárias é ilustrativa das etapas que atravessou o seu pensar. De todas as formas devemos considerar que Thomas Mann não foi somente um herdeiro tardio da tradição idealista e romântica alemã, mas também um dos principais autores modernos. Era um clássico em tempos de mudanças e revoluções, conseguindo refletir de forma original o espírito de seu tempo. Em toda peça por ele escrita encontramos descrições minuciosas de um realismo psicológico, com análise exata de cada particularidade do espírito.

Pode-se dizer que o trabalho de Mann seja uma expressão estética do esforço de contrapor dois valores que lhe foram sempre essenciais, em todas suas etapas de vida: de um lado a sociedade, o senso comum, o valor da vida pública; do outro a alienação, o individualismo, o escapismo romântico, o jogo estético, que culminam na valorização do tempo, na doença e na morte. Nesta formatação de valores estéticos e humanísticos foram inegáveis, e ele jamais os ocultaria, as influências decisivas de três outros alemães: Goethe, Schopenhauer e Nietzsche.

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Em nosso ensaio anterior falamos da lucidez consciente de Tolstói, de seus romances épicos que surgiram quando o século XIX fechava as suas cortinas. Hoje nos deteremos em seu contemporâneo na Rússia czarista, aquele que ocupou para a posteridade uma importância universal, cujo conjunto da obra é tão atual quanto o possam ser os tormentos da alma humana e os escaninhos de nosso subconsciente.

Enquanto Tolstói simbolizava o corpo, o saudável, a natureza, o apolíneo, o epopeico, Dostoievski encarnava a alma, a doença, a pobreza infamante e, porque não, o dionisíaco que leva à curiosidade do conhecimento do coração humano, cujas veleidades mais ocultas e mais criminosas ele punha a nu. Daí o impacto moral, o horror religioso do seu estudo da alma.

Se por um lado Tostói insistia “nada tenho a ocultar dos homens”, o homem das dvorniks de São Petersburgo comentava: “eu carregava dentro de mim o amor sigiloso, tinha horror a que me pudessem ver, encontrar, reconhecer”.

Dizia Merejkovski: “ao lermos Dostoievski deparamo-nos com nossos próprios pensamentos ocultos que não confessaríamos nem a um amigo e nem a nós mesmos”, porque eles contêm uma arrepiante revelação: a revelação das profundezas da consciência, os mistérios do subconsciente.

Nietzsche jamais ocultou o quanto bebeu em Dostoievski chamando-o de “meu mestre, com seu profundo e criminoso rosto de santo”, cujos medos consistiam em “um receio profundo e místico, que obriga ao silêncio; começa diante da grandeza religiosa dos amaldiçoados, do gênio como doença e da doença como gênio, do tipo atormentado e possesso, no qual o santo e o criminoso são um só…”. Freud, por seu lado, carregava consigo todas as obras da maturidade do escritor e a cada página colava suas observações. A seu amigo Zweig ele confessou jamais passar sem ler Dostoievski pelo menos um dia por semana.

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O Conde Leão Tolstói tinha, como ser humano e escritor, o calibre do final do século XIX. Carregava como este os fados épicos de toda uma época grandiosa, apesar de suas sombras, de decadência dos velhos valores burgueses e da rudeza do determinismo cientificista. Época que, entretanto, não teria aceitado muito daquilo que nosso século XXI admite com grande complacência em termos de desprezo pelas ideias e pela dignidade humana.

A segunda metade do século XIX, na Rússia do despótico czarismo, gerou uma estirpe de grandes criadores no campo da musicalidade, do teatro e da literatura, à qual pertenceram os gênios de Tolstói, Dostoievski, Tchekhov, Turguenief e Gorki.

Dentre todos eles, Tolstói foi aquele que maior influência exerceu nas gerações que contestariam o czarismo, o latifúndio rural e que, finalmente, realizariam a primeira Revolução Socialista da História Mundial, em 1917, somente após sete anos da morte do grande autor de obras imortais como a epopeia de Guerra e Paz e de Anna Karenina, quiçá o maior romance social de todos os tempos.

O espírito do grande escritor viveu uma permanente crise de identidade espiritual em que questões sobre o sentido da vida o atormentaram. Após desistir de encontrar respostas na Filosofia, na Teologia e na ciência, deixou-se guiar pelo exemplo de Cristo e dos simples camponeses. O próprio escritor, por volta de 1880, definiu a sua “conversão”.

Essa “conversão espiritual” levou-o a recusar a autoridade de qualquer governo organizado e de toda Igreja. A negar o direito à propriedade privada e pregar o conceito de mudanças sociais pela não-violência. Sua crítica feroz ao intelectualismo estéril marcou presença entre os russos.

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