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Mês:

maio, 2014

Ao contrário do que se possa pensar, para a maioria dos burgueses parisienses, a ocupação nazista que durou quatro anos (1940 /1944) não foi tão má quanto poderia parecer, afirma Gerassi, o biógrafo mais importante de Sartre.

O metrô funcionava bem, os teatros faziam sucesso, os bares e os restaurantes viviam cheios. É bem verdade que o café não era mais o mesmo, que a bebida tinha uma qualidade discutível, que a suástica drapejava sobre as Tulherias, sobre a Câmara dos Deputados e sobre o Palácio de Luxemburgo. Também é verdade que a tropa alemã descia diariamente os Champs-Élysées, sempre ao meio-dia e meia, marchando a passo de ganso; que a Torre Eiffel amanhecera, num dia de verão de 1940, adornada com um V gigantesco, acompanhado por um cartaz que dizia: “Deutschland siegt auf Allen Fronten”, ou “A Alemanha vence em todas as frentes”.

Ainda assim, os burgueses comiam muito bem, graças tanto às ligações mantidas ente a cidade e o campo, quanto ao mercado negro, tolerado e mancomunado com a autoridade de ocupação.

Em Paris, a “Festa Continuou”, diz Riding, em referência ao círculo intelectual e artístico daquela cidade então considerada, até pelos ocupantes nazistas, a capital cultural do mundo. A rigor, não houve nada no mundo do entretenimento e das artes de Paris que tenha sofrido durante a ocupação; a festa simplesmente seguira adiante. Os cinemas, por exemplo, viviam cheios, pese o banimento das películas norte-americanas e do jazz, porque, de acordo com um jornal colaboracionista, tinham um sabor “negro-judeu”.

E os comportamentos individuais? Num país onde os intelectuais e artistas eram reverenciados como “entes superiores”, e no qual a população era educada para reverenciar suas teorias e atitudes, o mundo cultural teve maiores responsabilidades pelo colaboracionismo com o nazismo, graças a essa influência.

Alguns cantores como Maurice Chevalier e Édith Piaf  realizaram tournées musicais nos campos de prisioneiros de guerra franceses, com cachês pagos pelos nazistas, fornecendo propaganda do “bom tratamento” dado a eles pelos carcereiros. Escritores como Céline colaboraram ativamente na França e na Itália fascista. As atrizes Danielle Darrieux e Viviane Romance esqueciam as barbáries praticadas pelos nazistas enquanto, enquanto realizavam turismo através da pátria do nacional- socialismo hitlerista.

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O triângulo amoroso entre Ariadne, Teseu e Baco, foi analisado por Nietzsche em “Zaratustra”, em “Ecce Homo” e em “A Vontade de Poder”. Ele introduz perspectivas interessantíssimas de serem por nós visualizadas.

No mito, Ariadne começa odiando seu meio irmão Minotauro- Baco; depois apaixona-se por Teseu, viajor que recém aporta a ilha de Creta, e lhe entrega o novelo que o levará ao labirinto e o conduzirá para fora do mesmo. Somente esse fio condutor permite que o amante sacrifique o filho de Minos.

Teseu é o herói ateniense, hábil em decifrar enigmas, viajar por vingança, adentrar ao labirinto do palácio e abater o Touro. Para Nietzsche ele caracteriza o homem sublime, o homem superior, “o feiticeiro”. Tem por isso mesmo o espírito grave, aprecia carregar fardos, despreza a terra, sendo, por outro lado, incapaz de rir, de brincar, de gozar a vida. Cumpre missões.Para ele é real tudo aquilo que pesa, que deva carregar pelos labirintos do destino.

Como símbolo da teoria do “homem superior”, Teseu é uma denúncia da mistificação do humanismo. Ele pretende levar a humanidade à perfeição do que ele mesmo considera perfeito, superando as alienações, realizando o homem total e colocando-o no lugar de Deus, constituindo “uma potência que afirma e que se afirma”. Para Teseu é real tudo o que pesa, tudo aquilo que carrega consigo. Os emblemas naturais do “homem superior”, como não poderia deixar de ser, são o asno e o camelo. O touro é uma antípoda.

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Em fevereiro de postamos um ensaio sobre “Rosa Branca” (http://proust.net.br/blog/?p=363), uma pequena organização de resistência dentro da Alemanha nazista, composta por estudantes e professores universitários, que atuou em Munique e Hamburgo no período mais negro da repressão política. Hoje falaremos de mais uma expressão heroica de resistência, tão pouco conhecida, a dos “internos” dos Campos de Concentração de Auschwitz.

A primeira fuga de Auschwitz ocorreu logo em seus primórdios, em seis de julho de 1940, quando o polonês Tadeusz Wiejowski fugiu com a ajuda de trabalhadores civis poloneses empregados do campo. Pelo menos mil prisioneiros tentaram escapar de Auschwitz durante seus anos de funcionamento, sendo que cento e cincoenta deles foram bem sucedidos. O destino de mais de trezentos fugitivos, entretanto, é até hoje desconhecido.

É claro que é um pequeno percentual se tivermos em conta que aproximadamente um milhão e trezentas mil pessoas, sendo mais de oitenta por cento deles judeus, morreram nesses campos, a maioria executados nas câmaras de gás de Birkenau, outros de fome, devido aos trabalhos forçados, doenças infecciosas, e ainda por execuções individuais ou por “experiências científicas”. Às tentativas de fugas, entretanto, temos que associar outras formas de resistência, onde milhares se envolveram, o que não deixa de ser extremamente significativo e honram todos os que foram brutamente exterminados, crianças, mulheres, velhos e adultos, impossibilitados de qualquer tipo de reação perante a bestialidade do mal banalizado.

Mais  ainda, honram a espécie humana!

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Talvez em nenhum dos seus cinco grandes romances,  Dostoievski  haja atingido a “totalidade do movimento dramático”, como o fez em “Os Demônios”, que, por isso mesmo é de uma extrema complexidade de entendimento. Talvez esse seja o motivo pelo qual até o próprio Czar Alexandre II pediu que o autor o esclarecesse sobre a que vinha o livro.

Ele estava distante da Rússia, em Dresden, quando o principiou. A inspiração básica para o mesmo foi o momento histórico e filosófico vivido pela juventude russa nos anos 60/ 70 do século XIX que, partindo do niilismo chegava ao assassinato político.

O livro “Os Demônios” foi considerado pela intelectualidade soviética e pelos políticos da revolução de modos totalmente distintos. De acordo com o intelectual, crítico literário e primeiro Comissário para a Educação, Lunatcharski, o romance juntava-se para compor a obra “do mais atraente escritor russo de todos os tempos”. O centenário do nascimento de Dostoievski foi comemorado com tributos oficiais em 1920. Antes, em 1918, Lênin e Lunatcharski haviam inaugurado o busto de Dostoievski ao lado do de Tolstoi, como símbolos maiores da literatura russa.

Enquanto Lênin considerava “Os Demônios” como um romance “repulsivo, porém colossal”, confessando havê-lo lido quatro vezes ( fonte: Krupskaia), a era Stalin iria bani-lo, juntamente com “Irmãos Karamazov” e “O Idiota”. Até a década de sessenta, eles eram considerados com leitura “perniciosa” e “não construtiva” para o proletariado russo. “Os Demônios”, visto como o cúmulo da heresia, somente em 1970, voltaria a ser impresso e circularia livremente.

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