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Mês:

março, 2014

Mais de três décadas são decorridas desde o nosso encontro. Papeamos durante toda a noite.

Dom Ernesto, um homem aberto, como ele mesmo se dizia, “era um heterodoxo”. E mais, por sua formação ser em física e em matemática, ele sentia-se à vontade para opinar, “mesmo sem rigor metodológico” sobre quase todos os assuntos, desde arte à filosofia, passando, pela política e pelas religiões. Corajoso, trazia sempre a dialética de seu “existencialismo” como escudo para o combate às ortodoxias.

Pedi-lhe que em uma frase definisse sua ideologia, sorrindo disse-me com empolgação: “Sou um anarquista! Um anarquista no sentido melhor da palavra. O povo crê que anarquista é aquele que põe bombas, mas anarquistas foram os grandes espíritos como, por exemplo, Leon Tolstoi.”

A temática de nosso encontro principiou por um texto que Dom Ernesto publicara há alguns anos, que entre outras temas, tecia críticas à Simone de Beauvoir, para quem “ninguém nasce mulher, torna-se”. Ele se opunha radicalmente a essa negação das diferenças primordiais entre o feminino e o masculino. A ideia, que lhe parecia profundamente ingênua, de que todos os seres humanos nasciam iguais, invadia a sua concepção do campo da sexualidade, pois essa “ideia transforma homens e mulheres em opções culturais, e não físicas e psicológicas”.

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Com Sófocles a tragédia grega torna-se mais humana; as ações dos humanos revestem-se de maior responsabilidade perante o destino e tornam-se mais exemplares. O homem da jovem democracia ateniense está numa encruzilhada na definição do direito, em face de decisões que o confundem. No dizer de Vernant, “num mundo de forças obscuras e ambíguas (dialéticas), onde uma justiça luta contra outra justiça, onde o direito nunca é fixo, mas vira e transforma-se no seu contrário.”

Antígona é uma tragédia que dá continuidade às desgraças que pairam sobre os descendentes de Édipo. Antígona, a imagem de mulher como heroína, que desafia o príncipe e a própria cidade em defesa de sua phylia. Sófocles rompe aqui com uma série de paradigmas de uma sociedade machista. Ela é capaz de viver, sofrer e morrer por um ideal.

O enredo se desenvolve após a luta de Polinice, cujo trono havia sido usurpado pelo irmão, e seus  aliados contra Tebas, luta que é vencida pela cidade sitiada, após as mortes em combate singular dos dois: Etéocles, rei de Tebas e Polinices. Creonte, que sucede o rei morto, é irmão de Jocasta e o tio dos dois, assim como das duas irmãs Ismênia e Antígona. O homem no poder, muitas vezes acredita que está optando pelo bem, como o príncipe, mas é o mal que ele termina por praticar.

Antígona tem como primeiro cenário o palácio real de sua cidade, Tebas. Com Etéocles e Polinices mortos, o exército de Argos fugiu. Creonte é o herói do momento e ordena honras fúnebres para o cadáver de Etéocles, que comandou vitoriosamente a resistência de Tebas; ao mesmo tempo, ordena que o corpo de Polinices, declarado traidor, não receba sepultura, tornando-se pasto de aves e cães. O édito de Creonte é claro: aquele que der sepultura e realizar libações ao traidor da Pátria morrerá.

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A figura da Esfinge, misto de mulher e leoa alada, devoradora de homens, inquire Édipo sobre o enigma: “Qual é o ser que é dípous, tripous e tetrapous?”Gustave_Moreau_005

Nesta tragédia- tipo, as mesmas palavras irão, quando pronunciadas por pessoas diferentes adquirir sentidos ambíguos e mesmo opostos, dado o ponto de vista a que direcionem o seu valor semântico, quer seja o da linguagem religiosa, o do direito, ou o linguajar da pessoa comum.

A casa dos Labdácias trazia em si uma maldição, que principia com Pelops e tem continuidade com o coxo Labdco, pai de Laio. Laio, o pai de Édipo, que cometera na juventude uma desmedida: convidado por um amigo hospedara-se em sua casa e apaixonara-se por Crisipo, seu filho. Ultrapassara suas medidas imitando Zeus em sua pederastia divina, com Ganimedes. Além disso, Crisipo, pressionado pela voracidade sexual do pederasta, suicida-se e o pai amaldiçoa Laio.

Desta maldição decorrerá o oráculo apolíneo de que o filho que ele tivesse o mataria e casaria, em incesto, com sua mulher. Laio evita filhos, mantendo apenas relações anais com Iocasta, sua mulher, até que um dia, embebedado, desvirgina-a. Agora Jocasta engravida e dará à luz o filho destinado a cumprir o oráculo maldito, Édipo, “o dos pés inchados”.

Édipo-Rei passa-se em Tebas, diante do Palácio de Real, onde o coro dos anciões joelhado, representando o povo, é acompanhado pelo sacerdote de Zeus. O fato de estar ajoelhado é um símbolo de que Édipo era tratado como um deus ou como um tirano, pois tudo podia e sabia. “Édipo, tu que és o mais sábio dos homens”. Pela boca do sacerdote o rei será comunicado sobre calamidades que assolam a cidade: a peste que a dizima, a infertilidade do gado e das mulheres. Édipo declara-se condoído pela dor dos tebanos, que, inclusive, “padece as dores de toda a cidade, e as próprias dele.” Declara ter enviado Creonte, seu cunhado ao templo de Apolo para consultar o oráculo sobre o que fazer para salvar a cidade. E assina pela própria palavra a sua sentença futura ao dizer: “considerai-me um criminoso se eu não executar o que o deus ordenar”.

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Em: resenha | Tags:

1878- Rússia

Parcela da intelectualidade, aqueles que fundaram “A Vontade do Povo”, havia ido das cidades ao campo para pregar aos camponeses; muitos foram presos pela polícia czarista. No dia 24 de janeiro, o dia seguinte ao julgamento de noventa e três militantes presos, Vera Zassulitch mata o general Trepov, governador de Petersburgo. Não havia provas contra ela e absolvida pelos jurados, ela foge da polícia do czar. No entanto, esse tiro de revolver desencadeia uma série de ações repressivas e de atentados que só se esgotarão por exaustão. No mesmo ano, Kravchinski, dirigente da “A Vontade do Povo” enunciava em um panfleto: “morte por morte”. 1878, o ano do nascimento do terrorismo russo!

Na Europa, o imperador da Alemanha, o rei da Itália, e o rei da Espanha serão vítimas de atentados. Ainda em 1878, Alexandre II cria a Okhrana, a mais eficaz arma de terrorismo que o Estado russo jamais conhecera. A partir daí, os assassinatos políticos na Rússia e no Ocidente irão se multiplicar, marcando a fogo as duas últimas décadas do século XIX e a primeira do XX.

Em 1879, novo atentado contra o rei de Espanha e atentado frustrado contra o czar russo. Em 1881, o mesmo Alexandre II é, finalmente, assassinado pela “A Vontade do Povo”. Sofia Perovskaia, Jeliabov e seus amigos são capturados, torturados e aqueles que não morreram na tortura serão enforcados.

Em 1883, atentado mata o imperador da Alemanha e o assassino é morto a machadadas no ato, pelos seus guarda-costas.

Em 1887, nos Estados Unidos, ocorre a execução dos mártires operários de Chicago. Como resposta, em Valência na Espanha, um congresso anarquista emite um aviso: “Se a sociedade não ceder é preciso que o mal e o vício pereçam, e nós todos deveríamos perecer com eles”.

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Bakunin foi uma das mais importantes personagens revolucionárias do século XIX. Cada minuto de vida dedicou-a em pró da liberdade e da luta pelo socialismo. Na juventude participou da esquerda hegeliana e, posteriormente, recebeu forte influência do anarquismo de Proudhon. Membro da Primeira Internacional, Bakunin foi, depois de Karl Marx, uma dos mais influentes personagens do movimento internacional de trabalhadores no século XIX. Esteve presente pessoalmente em cada evento revoltoso, em toda escaramuça por uma nova ordem social em praticamente todos os países da Europa, exceção feita aos dezesseis anos de prisão política, quatro dos quais acorrentado pelos tornozelos, pulsos e pescoço, numa masmorra czarista.

Mikhail Alexandrovich Bakunin nasceu no dia 18 de maio de 1814, em uma família rica e de linhagem nobre. Seu pai, que se identificava com o liberalismo europeu e com a Revolução Francesa, ofereceu aos filhos uma educação inicial baseada nesses ideais. No entanto, depois do levante “decembrista” e da repressão que se abateu sobre a parcela liberal da aristocracia, Alexander Bakunin, por medo, tornou-se um leal czarista e mandou Mikhail para São Petersburgo, para que seguisse carreira militar.

A displicência do jovem, entretanto, influenciado pela idéias libertárias da infância, faria com fosse desligado rapidamente do Exército. Aos 21 anos, contrapondo-se ao projeto de vida paterno, mudou-se para Moscou com o objetivo de estudar filosofia. Bakunin engajou-se no estudo sistemático de filosofia idealista. Primeiro foi Kant, depois progrediu para Schelling, Fichte, e Hegel. Tornou-se altamente influenciado pelo pensamento hegeliano e realizou a primeira tradução de parte da obra do grande filósofo idealista para o idioma russo. Durante esse período ele conheceu os socialistas Herzen e Ogarev, com todos travou amizade para toda a vida.

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Em: ensaio | Tags: