localizador vehicular gps tracker rastreador gsm gprs sms programa para espiar cualquier tipo de celular gratis here link here vendo celular espia free blackberry messenger spy app como espiar el whatsapp de alguien mas est espiar celulares 2013 i spy books for android programa espiar whatsapp spy descargar press site

Mês:

fevereiro, 2014

O horror do imperialismo que destrói o mundo, exclusivamente pela ganância imediata, sem nada construir. Os agentes coloniais são todos transformados em robôs que escravizam as povoações nativas pelo medo, pelo terrorismo e pela fome e que, ao final, são pessoas ocas, que um dedo pode penetrar. As trevas são as trevas que não perderam o coração, em seu peito encontram-se somente interesses.

André Gide escreveu sobre a obra: “É um livro magistral! Nele não sabemos o que admirar mais: o tema prodigioso, a construção, a audácia de realizar uma empresa tão árdua ou o sábio argumento.” A arte é a verdade que emociona, comentou o poeta Ferreira Gullar, “O Coração das Trevas” emociona todo espírito que se revolta contra a submissão da humanidade a interesses mercantis e financeiros. O filósofo Bertrand Russell, que conheceu Conrad depois de sua chegada à Inglaterra, tinha verdadeiro fascínio pelo livro e por seu autor (o grau de amizade e admiração foi tal que Russell batizou um de seus filhos com o nome “Conrad”).

Joseph Conrad (1857- 1924) foi um escritor britânico de origem polaca. Viveu no mar a juventude e parte da maturidade e, por isso, muitas de suas obras são centradas em marinheiros e aclimatadas no mar ou nos grandes rios. Em 1890, no comando do navio SS Roi de Belges, participou da exploração colonial da bacia do Rio Congo.

Dez anos depois, a experiência pessoal de Conrad serve de base para “O Coração das Trevas”, um berro contra a exploração colonial, o escravagismo, o racismo e o genocídio. E todo o seu empenho literário teve esse direcionamento. Um de seus últimos trabalhos, “Nostromo” retrata um golpe de estado na América Latina, fomentado pelo colonialismo yankee. Em 1924, ano de sua morte, o autor “por coerência”, recusou-se a aceitar o grau de “Cavaleiro do Império Britânico”, uma forma clara de protesto contra as políticas colonialistas.

Continue lendo

Em: resenha | Tags:

“A  casa das sete torres”, escrita em 1851, ao lado de “A letra escarlate”, constituem os romances mais representativos do autor em seu estilo gótico e sem dúvida é uma autêntica obra- prima da ficção clássica norte-americana.

O enredo, rico em implicações morais, recorre aos valores simbólicos, por meio dos quais Hawthorne denuncia a degradação que se apodera do indivíduo e da coletividade quando se orientam para uma visão mesquinha e autoritária da existência.

Pode-se dizer que, nesse livro, a oposição entre o Bem e o Mal está sempre presente, assim como a inocência versus a malícia, a entrega versus a luta pela vida. A leitura nos convida a repensar nossos princípios e preconceitos; quando os verdadeiros valores parecem ganhar ênfase e a falsa moral se expõe como uma arma letal capaz de corromper o caráter mais intacto, com sua ideologia acumulada por séculos de puritanismo ditatorial. A perpetuação dos bons costumes hipócritas, defendidos pelos opressores a fim de reduzir o livre pensamento entre as grandes massas, parece nunca cessar. Essa história poderia com toda certeza ser ambientada nos dias atuais em que as elites sociais tentam iludir os cidadãos, pois desejam a todo custo perpetuar a opressão e o espírito de submissão entre fortes e fracos.

Continue lendo

Em: resenha | Tags:

Hitler cometeu seu maior erro estratégico ao decidir invadir a União Soviética, em junho de 1941, dando início à “Operação Barbarossa”. As tropas nazistas já haviam feito as principais conquistas na Frente Ocidental, incluindo a ocupação de Paris, o que deixava com que o Reino Unido enfrentasse a Alemanha praticamente sozinha. Hitler, ao invés de iniciar uma segunda “Batalha da Grã-Bretanha”, que certamente submeteria a resistência já combalida dos britânicos, aproveitando-se de uma política deliberadamente oportunista de “indecisão dos Estados Unidos”, resolveu abrir a “Frente Oriental”, esperando “esmagar a Rússia soviética numa rápida campanha antes do fim da guerra contra a Inglaterra”.

Perante a ausência de uma segunda frente de combates na Europa (os Aliados, sob a liderança americana somente desembarcariam na Normandie em 1944, quando o destino da Alemanha nazista já estava traçado pelo avanço vitorioso dos soviéticos), os nazistas haviam concentrado no ataque à União Soviética, até maio de 1942, o impressionante contingente de 6,2 milhões de soldados e oficiais, cerca de 57.000 peças de artilharia e morteiros, 3.300 tanques pesados e ligeiros e 3.400 aviões de combate.

Tal contingente de tropas, jamais reportado anteriormente na História, possuía três principais alvos estratégicos: ao norte, a conquista e destruição de Leningrado; ao centro, o cerco e a tomada de Moscou e ao sul, o controle do Cáucaso, que passava pela  destruição de Stalingrado.

Continue lendo

Em: ensaio | Tags:

22 de fevereiro de 1943, há 71 anos: três estudantes universitários alemães foram condenados e executados em Munique, por liderarem um movimento de resistência contra Adolf Hitler. Mais dois estudantes e um professor de filosofia, da mesma Universidade da Baviera seriam decapitados nos meses seguintes. Em Hamburgo, oitos estudantes igualmente seriam presos, condenados e executados. Dezenas de universitários das duas cidades foram presos, muitos torturados,  alguns condenados a prisão perpétua e outros a trabalhos forçados.

Ouvintes alemães! Sob esta chamada, o escritor alemão exilado, Thomas Mann, transmitia em sua língua pátria, via BBC, discursos antinazistas. De sua exortação de 27 de julho de 1943, extraímos esse breve trecho:

“Os anos repletos do mais brutal terror, de martírios e execuções, não foram suficientes para quebrarem a sua resistência… Os estrangeiros, contra os quais os bens sagrados da civilização devem ser protegidos, são eles, os nazistas. Apenas uma parte pequena e corrupta da classe superior, uma corja de traidores para quem nada é mais sagrado que o dinheiro e as vantagens, trabalha com eles. Os povos se negam a isso, e quanto mais evidente se mostra a vitória dos Aliados, mais cresce a revolta do povo alemão contra o que lhe parece insuportável… Nesse verão o mundo se comoveu profundamente com os acontecimentos na Universidade de Munique, cujas notícias nos chegaram pelos jornais suíços e suecos, primeiro sem muita clareza e, logo, com mais detalhes. Sabemos agora de Hans Scholl, sobrevivente da derrota nazista de Stalingrado e de sua irmã, Sophie, de Christoph Probst, do professor Huber e de todos os outros… Sabemos de seu martírio, dos panfletos que eles distribuíram… Sim, foi aflitiva essa predisposição da juventude alemã para a revolução mentirosa, falsa, do nacional-socialismo. Agora os olhos da juventude se abriram e por isso ele põem a cabeça jovem sob o cepo do carrasco. Mas para a glória da Alemanha eles não se calam nem mesmo perante os juízes nazistas: “Logo vocês estarão aqui, onde nós estamos agora”.

“Corajosa e magnífica juventude! Vocês não terão morrido em vão, não serão esquecidos. Os nazistas erigiram monumentos para arruaceiros imundos e criminosos comuns. Mas a revolução alemã, a verdadeira, irá derrubá-los e eternizará, em seu lugar, o nome daqueles que, quando a noite ainda cobria a Europa e a Alemanha, anunciaram: Nasce uma nova fé na liberdade e na honra”.

Continue lendo

Em: ensaio | Tags:

Nas sociedades democráticas contemporâneas a liberdade foi perdida em meio a um sistema que deixou de representar os anseios dos cidadãos, tornando a convivência humana fundada na igualdade política impossível. Como decorrência, alijado das decisões políticas e sem espaços para o exercício da liberdade, a população tornou-se desinteressada da coisa pública e seu único Espaço Público reduziu-se à urna eleitoral eletrônica e o “Ser Cidadão” foi transformado em mero eleitor digital.

Até mesmo o espaço público-privado do dia a dia, do trabalho, da escola, da vida comunitária é tão somente formalmente público, dado que dele não mais fazem parte os discursos, as ações comuns, o contato e a proximidade entre cidadãos, enfim, aboliu-se em todos eles a fraternidade. Pelo contrário, as ruas, as fábricas, os shoppings, são espaços consagrados ao isolamento: um espaço que os indivíduos ocupam solitariamente, mas não o compartilham entre si!

As pessoas, no contexto em que vivemos, abdicam da identidade própria e como não são integradas em nenhuma organização fundada no interesse comum, quer seja em partidos políticos, esferas de governança, organizações profissionais ou sindicatos, transformam-se em “massa”. “O fato é que uma sociedade de consumo não pode absolutamente saber como cuidar de um mundo e das coisas que não pertencem de modo exclusivo ao espaço das aparências mundanas, visto que sua atitude central ante todos os objetos, a atitude do consumo, condena à ruína tudo o que toca.” (Arendt)

A ruína do sistema partidário como representante de interesses antagônicos se deu quando as diferenças entre as antigas classes sociais desapareceram no surgimento das “massas”. Já não é necessário manietar ou fazer calar a massa pois ela já é destituida de referenciais políticos ou de classe, ocupada exclusivamente com o consumo e com a sobrevivência. Neutras e indiferentes, “as massas” surgem numa sociedade de classes absolutamente hierarquizada, que permite a ascenção e a participação nos partidos, nos sindicatos e nas organizações políticas apenas para pequena minoria privilegiada. Nas democracias contemporâneas, em que o homem comum é alijado da capacidade do pensar, a existência é também transformada em “objeto” e em consumo. Sendo também excluído do direito a atuar coletivamente, a liberdade política significa participar de algum nível de governo ou não significa nada!

Chegamos, então, às sociedades de consumo em que a prática permanente da violência dentro da própria “massa”  e do poder público contra “a massa” tornou-se corriqueira. O Brasil é um dos mais claros exemplos, pois a quantidade de assassinatos  e da violência praticada nos assemelham a sociedades sob guerra civil aberta.

Nas sociedades como a nossa, o crime, o tráfico, a impunidade, tanto para os agentes públicos quanto para aqueles que habitam o andar superior da pirâmide social, passaram a constituir um conjunto estruturado de fatores que permitem que os governos, os políticos e os lobistas permaneçam com as mãos livres para os desmandos e para a corrupção.

São movimentos todos que convergem. Enquanto os indivíduos mantêm-se em hostilidade, são hostilizados e abandonam o espaço público, os governos e a política deixam de ser os focos de reivindicações para que “o novo” possa ser gerado. Surgem, então, os muros, as grades, cercas, o negócio bilionário da segurança pessoal, os shoppings centers fechados e exclusivistas, os guetos do bem estar e do consumo onde são decididos os destinos dos milhões de excluídos.

A banalidade do mal numa sociedade como a nossa não se reduz a matar, a torturar, a manter o terceiro maior volume de prisioneiros em masmorras medievais, mas e, principalmante, traduz-se na exclusão social, que por sua vez, reforça a violência e enceta o isolamento. A exclusão é a principal criadora das “massas” que não pensam e só votam.

Na visão de Theodor Jaspers, a existência humana é entendida como intimamente vinculada à historicidade e o existir é um transcender na liberdade. Para ele, o problema central nas sociedades contemporâneas transforma-se “em como pensar a existência sem torná-la objeto”, pois “a verdade não é entendida como característica de nenhum enunciado particular: é antes uma espécie de ambiente que envolve todo o conhecimento.” Nessa justa medida, a liberdade foi expoliada e a própria política ganhou um novo significado: a administração pública dos interesses econômicos privados.

Continue lendo

O autor de “A Letra Escarlate” é Nathaniel Hawthorne, um escritor naturalista, poético “a la” Turgueniev. “Nós não podemos evitar nós mesmos”, Hawthorne nos confessa, “pois embora saibamos o que devemos ser e o que seria muito belo e encantador que o fôssemos, ainda assim, não conseguimos sê-lo”.

“A Letra Escarlate”, escrita em 1850, não é um romance agradável, gracioso. Está mais para uma espécie de parábolas, na qual devemos buscar os sentidos ambíguos de cada episódio, de cada personna; uma história mundana com um sentido demoníaco, de destruição.

“A Letra Escarlate” pratica uma dissecação da alma americana no seu nascedouro. Lawrence, o mesmo que escreveu “Mulheres Apaixonadas”, expressa que: “O olhar do leitor precisa ir além da superfície da arte americana para ver o diabólico interno de seu significado simbólico. Do contrário, tudo não passaria de infantilidade. A consciência deliberada de americanos tão loiros e de fala tão mansa, e, por baixo, uma consciência diabólica. Destrua! Destrua! Murmura a consciência profunda. Ame e produza! Ame e produza! Repete a consciência aparente. E o mundo só ouve esse grasnido. Recusa-se a ouvir o murmúrio subjacente da destruição. Até o momento em que é obrigado a ouvir. O americano precisa destruir. É o seu destino.

Uma história profundamente humana que nos dá o retrato sombrio da comunidade puritana, do puritanismo calvinista e da hipocrisia nele enrustida, hipocrisia que trazemos, em maior ou menor dosagem, dentro de nós mesmos. O pecado, a culpa, o ódio, a ausência de amor; a presença da luxúria, da paixão, do destemor e da covardia, da coragem e do orgulho, da traição e da pusilanimidade; a automutilação e o sado-masoquismo, todos eles estão presentes e marcados a ferro e fogo nos personagens do drama. Esses são os componentes dessa história que ocorre entre imigrantes ingleses nas terras de Boston, por volta de 1650.

Continue lendo