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dezembro, 2013

Após “A Peste”, obra em que desenvolveu com profundidade o conceito existencial da solidariedade humana, Albert Camus escreveu “A Queda”, em que as esperanças sociais parecem se desvanecer. “Não podemos afirmar a inocência de ninguém enquanto não pudermos afirmar com segurança a culpabilidade de todos”. Em outras palavras, encontramos em nossa própria consciência razões suficientes para sabermos que o ser humano possa a vir praticar todos os tipos de crime.

Em um bar de marinheiros em Amsterdã, denominado México-City, conheceremos Clamence. Nesse local, os clientes são servidos por um holandês de “estrutura granítica”, destes que não sentem seu exílio, apenas seguem um caminho na vida, o caminho sem reflexão e que, “por não possuírem segundas intenções, nada os atrapalha”. Também por entenderem pouco sobre o que se diz, assumem a postura de desconfiados com tudo e com todos. O barman holandês é o contraponto de Clamence, assim como do meio social em que este vive, onde aquilo que conta é “quem irá arruinar o outro”.

O livro consiste de um longo monólogo do parisiense Clamence, outrora, um advogado de prestígio, que procura descobrir em que momento principiou a “sua queda”. Com nojo de si mesmo ele abandonara Paris e confessa sua culpa a desconhecidos dizendo que “jamais tivera senão boas intenções”. Após um longo percurso descobrira que a profissão de advogado, assim como a de juiz, incorpora a hipocrisia na qual se julga a quem se defende, como se o próprio advogado e o juiz, não fossem por sua vez, culpados. Além do mais, “quantos crimes são cometidos simplesmente porque seu autor não pode suportar estar em falta”! “Afinal de contas, viver no alto é a única maneira de ser visto e saudado pela maioria das pessoas. Aliás, alguns de meus clientes criminosos tinham, ao matar, obedecido ao mesmo sentimento”.

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Ruth Landes foi uma antropóloga norte-americana que, em princípios de 1938, obteve um contrato de pesquisa para estudar as relações raciais no Brasil. Esteve no Rio de Janeiro, depois na Bahia onde conheceu o intelectual Édson Carneiro, que a introduziu nos cultos afro-brasileiros. Também compartiu seus pensares com Jorge Amado e outros artistas de esquerda. Em 1940, durante seu trabalho de campo, foi expulsa do Brasil pelo Estado Novo, pois pairavam sobre ela suspeitas de filiação ao “comunismo internacional”.

Somente após a Guerra, em 1947, Landes publicou os resultados de sua pesquisa no livro intitulado “A Cidade das Mulheres”. Contradizendo os padrões da antropologia de sua época, recusou-se a produzir um retrato etnográfico do candomblé e da cultura afro-brasileira como homogêneos integrados e estáticos; descreveu os conflitos internos, diálogos e contestações do significado do candomblé em um contexto de mudança e fluidez, situando historicamente a riqueza da cultura afro-brasileira.

Nesse sentido, Landes antecipou um estilo de antropologia reflexiva, dialógica e experimental, em que a alteridade é pensada enquanto construção, e assim como a subjetividade, desempenha um papel central, que iria encontrar sua mais larga expressão em Edgar Morin, muitos anos depois.

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