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Mês:

setembro, 2013

A tortura como formatação da repressão e do abuso contra seres humanos foi praticada de forma contumaz e, até mesmo corriqueira, em todos os períodos de nossa História. No Brasil Colonial e durante o Império, os alvos preferencias eram os índios e os negros escravos; já na República, quer em seus períodos ditatoriais ou nos democráticos, com grau maior ou menor de abrangência, aos índios e aos negros juntaram-se os mulatos, os cafuzos, os mestiços e brancos, desde que pobres ou marginalizados. A tortura e a barbárie como modo de submissão, de castigo, de investigação ou de simples satisfação sádica, percorrem todos os nossos cinco séculos “civilizatórios”, até os dias de hoje.

Hoje nos deteremos nas deformações corporais produzidas nos negros escravos, causadas por excesso de trabalho, por doenças infecciosas e contaminantes, pelas condições de absoluta falta de higiene e penúria alimentar em que eles eram mantidos na senzala. E, sem dúvida, as marcas deixadas pelo açoite, pelos ferros em brasa, por mutilações e tantas outras formas de tortura aplicadas no homem, na mulher ou nos meninos escravos.

Essas informações chegaram até nós graças aos anúncios  em jornais do tempo do Império, inseridos e pagos pelos próprios proprietários de “negros fugidos”, com o objetivo de facilitar a identificação e a captura dos mesmos pelos capitães-do-mato, mediante recompensa.

Gylberto Freire descreve os numerosos anúncios em que negros “procurados” são descritos como “rendidos” ou “quebrados”, no sentido de haverem sido, de uma forma ou outra, castrados. Também de pretos com “veias estouradas ou calombos no corpo”, escravos com andar “cambaio ou banzeiro”.

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Introdução

O escritor Pestana dos Santos, filho de colonos portugueses, nascido em Angola em 1941, na cidade-porto de Benguela, antigo depósito de escravos para “engorda e exportação”, é conhecido pelo pseudônimo literário de Pepetela, que em umbundo significa pestana. Marxista desde jovem, ingressou no Movimento Popular de Libertação de Angola em 1961. Formou-se em Sociologia junto com os também escritores angolanos Costa Andrade e Henrique Abranches, no exílio em Argel.

Durante a guerra pátria pela Independência, foi Comissário Político e Comandante guerrilheiro. Após a tomada do poder pelo MPLA em 1975, Pestana tornou-se vice-ministro da Educação durante todo o governo do líder Agostinho Neto. O próprio Presidente de Angola apoiou a sua atividade criadora e dentre os romances escritos nessa época, Mayombe é o mais importante e significativo. Agostinho Neto faleceu prematuramente em 1980 e José Eduardo dos Santos assumiu o governo de Angola, completando trinta e cinco anos de poder em 2013.

Em 1982, Pepetela desligou-se do governo e, posteriormente, rompeu com o MPLA e com a política angolana, dedicando-se exclusivamente à escrita e ao ensino universitário.

Os romances de Pepetela, a partir de 1990, refletem a situação política de um ponto de vista mais crítico, utilizando muitas vezes a sátira e a ironia como recursos estilísticos. O seu primeiro romance da década é A Geração da Utopia, que confronta problemas já antecipados em Mayombe, mas na perspectiva de uma Angola pós-independência. A guerra civil angolana, assim como a corrupção generalizada no governo, levou-o ao questionamento de muitos valores revolucionários espelhados no romance da década de 1980. Por um bom tempo, Pestana foi, inclusive, obrigado a se afastar fisicamente de Angola. Nos anos 2000, ele publicou O Predador, a sua crítica mais dura e incisiva sobre as novas elites angolanas.

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Neste segundo episódio trataremos das revoltas e  da repressão ao negro escravo, assim como do surgimento da figura do capitão-do-mato e das milicias para-militares, invenções cariocas. Nosso heroi, escondido na história, será o resistente João Grande, o clavoniteiro fantasma de Euclides da Cunha.

Edison Carneiro esquematiza a reação do negro contra a escravidão em três formatos básicos: na revolta organizada tendo como objetivo a tomada do Poder Político, na insurreição armada propriamente dita e na fuga para o mato e auto resistência, de que resultou a formação dos quilombos.

Foi no século XIX que a resistência negra atingiu seu auge. Carneiro identifica como revolta organizada os Levantes de Negros Malêses na Bahia, que ocorreram diversas vezes entre os anos de 1807 e 1835. Os negros ditos malêses eram muçulmanos, que chegaram ao Brasil no final do século XVIII, oriundos da região sudanesa da África. Eles possuíam um nível cultural superior ao dos brancos senhores de escravos da época: eram bilíngues, alfabetizados em árabe, tinham conhecimentos de matemática e de plantas medicinais. Lutavam pela condição de homens livres e visavam à destruição do Estado e ao banimento do cristianismo. A última dessas revoltas foi a grande Jehad de 1835, exatamente um século antes no movimento insurrecional de 1935. Infelizmente, a revolta foi precipitada por delação e deflagrada antes do momento planejado.

Os revoltosos sofreram, então, pesadas baixas nas ruas de Salvador. Eram inferiores em número e em organização bélica, no entanto, suas colunas conseguiram tomar dois quartéis de polícia, somente sendo desbaratados pela ação da artilharia e pelas tropas do Exército.

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Passaram-se aproximadamente seis anos entre a criação de o “Último voo do flamingo” e de o “O outro pé da sereia”. Agora Mia Couto abandona pelos escaninhos da criação seus guerrilheiros heroicos, “os governantes que se transformaram em negociantes” e “os comedores de terra”, que habitavam seus livros no começo da década. Ele opta por uma retórica híbrida, refinada e ainda mais sutil, permeada de recursos estilísticos, sem privar-se dos questionamentos acerca dos estereótipos que envolvem a África. Mia vai além das questões político-sociais contemporâneas, na previsão de que o africano reencontre suas origens, suas tradições, seus cultos, suas crenças. Agora Moçambique simboliza a luta para “esquecer seu passado”, busca descanso e a retomada em um “antigamente”, enfim, reconstrução desde suas raízes.

“O outro pé da sereia” nos surpreende pela leveza plástica que, em seu lirismo, não abre mão da profundidade, estando inserido numa realidade trágica. Mia nos convida a viajar, pois seu romance, como a Odisseia, é um livro de viagens, de aventuras que ocorrem em dois tempos históricos separados por quinhentos anos! A narrativa alterna entre um passado com raízes históricas e um presente que se torna passado. Em 1560, revivemos os primórdios da colonização portuguesa acompanhando a expedição do jesuíta Gonçalo da Silveira, que parte da colônia portuguesa de Goa, na Índia, até a fronteira entre Zimbabwe e Moçambique, nas terras do chamado reino Monomotapa. Ele traz consigo tropas, escravos, artigos para troca comercial e busca alianças que permitam a “salvação das almas pagãs” e, principalmente, a expansão dos interesses do império português.

Viagens pelo oceano e pelos rios, num passado remoto e num passado presentificado, entrecruzadas com visitas a desaparecidos, com sonhos que julgamos ser vida. Uma viagem à alma, individual e coletiva, onde se encontram presentes o lado revolucionário e o solidário, o mesquinho e o conformista, o amante e o dos pequenos e grandes ódios e, principalmente, os interesses de posse e poder.

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A tortura no Brasil foi praticada de forma contumaz e, até mesmo corriqueira, em todos os períodos de nossa História. No Brasil Colonial e durante o Império, os alvos preferencias eram os índios e os negros escravos; já na República, quer em seus períodos ditatoriais ou nos mais democráticos, com grau maior ou menor de abrangência, aos índios e aos negros juntaram-se os mulatos, os cafuzos, os mestiços e brancos, desde que pobres ou marginalizados. A esse padrão “cultural” veio somar-se, no século XX, a tortura sistemática de presos políticos. Ou seja, a tortura como modo de submissão, de castigo, de investigação ou de simples satisfação sádica, percorre todos os nossos cinco séculos de “civilização branca”, até os dias de hoje.

O Espaço Literário Marcel Proust publicará uma série de artigos jornalísticos e crônicas de época sobre o uso da violência, do desrespeito e do terror contra pessoas indefesas nos períodos de nossa História que remontam até à República Velha. Ao final de cada episódio, reportaremos um caso específico de revolta contra a barbárie, de alguém que se tenha tornado um símbolo, um herói de nossa Pátria, tantos deles escondidos nas brumas da História.

Hoje vamos nos referir a uma crônica escrita pelo jornalista e teatrólogo Arthur de Azevedo, no alvorecer do século XX. Azevedo resenha os tipos de tortura afligidos aos negros escravos, quer os aplicados por autoridades, quer os utilizados pelos senhores-de-engenho e capatazes nas fazendas e nos interiores de nosso país. Ao final da crônica, rememoraremos a “Vivandeira da Coluna Prestes”, na versão literária de Jorge Amado.

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