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Mês:

agosto, 2013

Hernán Cortez, aos dezoito anos de idade, desembarcou na ilha de Hispaniola, atual República Dominicana. Ao lhe perguntarem se desejava uma “hacienda” para cultivo da terra, respondeu que viera fazer dinheiro na América. Aos vinte e quatro anos, sob o comando de Velasques, participou da conquista de Cuba e tornou-se um experiente caçador e comerciante de índios escravizados. Introduziu também, vindo da Europa, o primeiro gado bovino no campo cubano; ainda explorou minas de ouro, enfim, fez muito dinheiro. O bispo dominicano Bartholomé de las Casas, que considerava serem os índios os verdadeiros donos do Novo Mundo, declarou a respeito de Cortez, em carta ao bispo Cisneiros: “Deus é quem sabe à custa de quantas vidas de índios ele acumulou tal fortuna e lhe pedirá contas ao fim de tudo!”.

Mas Cortez ainda queria mais, muito mais. Juntou seus castelhanos em ouro e aplicou-os em armamentos; obteve de Velazques o comando de uma esquadra de onze pequenos navios e partiu para a terra distante, onde se dizia que jorravam ouro e pedras preciosas. Partiu em agosto de 1519 de Cuba para a conquista da cidade do México, capital da civilização mais avançada das Américas no século XVI: a Asteca.

Cortez comandava 553 soldados, 10 peças de artilharia e tinha 16 cavalos; sob o estandarte de veludo negro guarnecido com ouro, com uma cruz vermelha estava ao centro, podia-se ler e a expressão “amigos, sigamos a Cruz e com esse sinal, se crermos, venceremos”. Durante três meses, ele e sua pequena tropa venceram os obstáculos das águas, depois do terreno, do clima e das doenças tropicais. Pelo caminho, travou batalha com alguns milhares de índios e os venceu. No seu caminhar, como costuma acontecer na história, juntaram-se ao invasor ao redor de 6.000 índios, quase todos tlascaltecos, inimigos históricos dos astecas.

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“A Voz do Brasil” foi criada no governo de Getúlio Vargas, entrando no ar, diariamente, desde 22 de julho de 1935. No entanto, outro foi o seu nome de batismo: “Hora do Brasil”.

O programa radiofônico mais antigo da América do Sul teve por primeiro apresentador ninguém menos que o inesquecível Luiz Jatobá; sua entrada no ar era precedida pelos acordes vibrantes e inconfundíveis da protofonia da ópera “O Guarani”, de Antônio Carlos Gomes. Durante o Estado Novo, em 1938, o noticiário passou a ter veiculação obrigatória nas emissoras de rádio do país, sempre no horário das dezenove horas.

A ditadura de 1964, para marcar presença, modificou- lhe o nome e o conteúdo. Em 1971, por decreto de G. Médici, a “Hora do Brasil” transformou-se em “A Voz do Brasil”, nome que é mantido até os dias de hoje, pese sua programação haver sido modificada no regime democrático.

Mas nosso ensaio não focará o programa radiofônico, e sim, os homens que, emprestando sonoridade  à “A Voz do Brasil” , transmitiram vida e perenidade a ele, ganhando lugar nos corações e mentes de gerações e gerações de brasileiros: falaremos sobre o maestro e compositor Carlos Gomes e sobre o primeiro e magistral locutor, Luiz Jatobá.

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Uma companhia toca insistentemente na madrugada primaveril de São Petersburgo; o ano é de 1849. O jovem Dostoiévski, em trajes de dormir, abre a porta de sua habitação espantado, tem medo. Espera-o uma mensagem de violência, de morte. Oficiais e cossacos entram, vasculham todo o simples quarto, levam consigos papéis que encontram e, acorrentado,  o escritor que recém experimentara o sucesso com o seu romance Gente Humilde.

Durante os próximos oito meses ele vegetará preso em uma solitária na Fortaleza de Pedro e Paulo, sem processo formal ou noção do destino que o espera. Seu crime? Ele não o sabia ao certo, somente presumia. É verdade que participara de um grupo intelectual denominado “Círculo Petrashevski”. O grupo de estudos era dedicado à discussão sobre as condições de vida na Rússia, centrada em obras da biblioteca pertencente ao próprio Petrashevski,que continha livros proibidos pela censura. Também é certo que  Dostoiévski participava há três meses de uma organização radical secreta, liderada por Nikolai Spechniev. Essa sua associação, por sorte, jamais chegaria a ser descoberta pelas autoridades da época, somente vindo a público após a Revolução Socialista.

Afinal, a principal acusação que foi assacada contra Dostoiévski foi haver lido em público uma carta aberta do escritor social- revolucionário Bielínski, então falecido, ao escritor Nikolai Gogol, na qual o autor de “Almas Mortas” era criticado por suas visões políticas e sociais conservadoras.

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Liev Tolstói  legou-nos um conto precioso, em que os princípios da “banalização do mal”, encontrados por Hanna Arendt no caso Eichmann, foram por ele descritos com sessenta anos de antecedência. O conto chama-se Nicolas Palkine (Nicolas refere-se ao Czar russo, Nicolau I e o termo Palkine advém de palka, que em russo significa vara, normalmente com ponta de metal, utilizada em açoites e espancamentos).

Nicolas Palkine sinaliza com clareza meridiana as principais conclusões de Hanna Arendt, traçando o perfil do executor de tortura e massacres e o ambiente que torna propício o surgimento desses indivíduos.

A história desenvolve-se a partir de um diálogo que o narrador mantém com um velho suboficial, que servira primeiramente sob as ordens do Czar Alexandre I e, a posteriori, sob o mando de seu filho, Nicolau I.

O velho declara que estava carregado de pecados e o que mais desejava antes da morte era arrepender-se e comungar, livrando-se do castigo divino! São tantos os seus pecados, pergunta-lhe o narrador, ao que ele responde: “ Não sabeis que servi sob Nicolau? Comecei o serviço sob Alexandre; os soldados o elogiavam, diziam que ele era muito bom…”

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O segundo livro que resenharemos de Mia Couto nos extasia da primeira à última linha; seu animismo fantástico é executado ainda com maior maestria. Encontrando lado a lado o inusitado e o real, adentramos numa viagem que é pura poesia. Um tipo de poesia feita para matutar, poesia reflexiva, pois Mia nada tem de ingênuo e, provavelmente, ele visa tocar determinado tipo de leitor, aquele que compartiu com o mesmo, numa terra chamada Terra, alguma experiência no reino da utopia, ou que seja um candidato a tal.

Sentimos o intenso pulsar da África: o autor trabalha as tradições moçambicanas, utilizando-se de uma linguagem lúdica, criativa, que não se envergonha nem mesmo de trocadilhos, no melhor caminho para Guimarães Rosa.

Lírico e belo, tão trágico quanto O ultimo voo do flamingo, Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra fala da terra num tempo histórico que agora é de paz, após dezesseis anos de guerra. Depois da independência conquistada pela Frelimo, de inspiração marxista, sobreveio a guerra com a Rodésia, ponta-de-lança do imperialismo e do “apartheid” sul-africano.  Em seguida, a guerra civil destruiu o sonho de uma geração que pensava ser possível criar uma nação próspera, um futuro digno para os africanos. O sonho de Samora Machel e de seus heroicos seguidores ficou longe de se concretizar. “ A realidade pós-colonial demonstra ser ainda pior”, nos confessa Mia pela boca do narrador.

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