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Mês:

julho, 2013

Do ponto de vista do existencialismo, as obras de Dostoievski constituem como que uma profecia com meio século de anterioridade. Disse, ademais, Bernianiev, que o autor de “Os Irmãos Karamazov”, não poderia  ser entendido a não ser que o leitor estivesse preparado para imergir num vasto e estranho universo de conceitos, conceitos de um visionário, grande pensador e artista, um criador e intérprete de mitos.

Em carta dirigida a um amigo, Dostoievski segredou:” A ideia fundamental que tem me atormentado consciente ou inconscientemente por toda a minha vida é a existência ou a inexistência de Deus”. No entanto, ele afirmou continuamente que Cristo lhe era infinitamente mais importante que a razão ou a própria verdade, leia-se “Deus”. O Cristo dostoievskiano não é um santo, mas  humano, profundamente humano ! Dentre os inúmeros estudos e esboços que ele realizou, o único retrato completo do seu Cristo é  aquele que revive na Lenda do Grande Inquisidor, que também poderia possuir como sub-título: “os homens preferem a calma bruta da servidão. Aos revoltados restam as fogueiras.”

Logo após Ivan revelar a Aliocha os porquês de sua rebelião contra Deus, ele passa a relatar-lhe um conto do século XVI, ocorrido no auge da Inquisição Espanhola. A ação ocorre em Sevilha onde, sob o comando do Grande Inquisidor, acendiam-se fogueiras em glória a Deus e os hereges ardiam em “atos de fé”.

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Em: resenha | Tags:

A leitura de Mia Couto caminha numa variante do realismo fantástico; melhor seria dizer que, como um mago, ele trabalha uma espécie de animismo fantástico, em que as almas encarnam em gentes com as tradições e as magias do seu pedaço de mundo, que não é somente Moçambique, mas todo o continente africano.

Adota, num tempero que é seu, os nomes que por si só explicitam características psíquicas e comportamentais de seus personagens. Se ele transita pelo trágico, é certo que nele também encontramos um profundo e delicioso lirismo que ao poeta nos ata, prendendo-nos até o final em uma leitura que é feita sofregamente, mas à qual retornaremos muitas vezes para, somente então, degluti-la em seu âmago.

Como Guimarães Rosa, Mia Couto enriquece o linguajar com neologismos extremamente adequados a cada circunstância, num poetar que flui autêntico e doce, unificando a estética aos pensamentos, tradições e expressões de sua gente.

O autor, ao receber o Prêmio Mário Antônio em 2001, declarou que O último voo do flamingo “fala sobre a perversa fabricação de ausência – a falta de uma terra toda inteira, um imenso rapto de esperança praticado pela ganância dos poderosos”. Uma nação profundamente agredida pelos anos de ocupação, pelas guerras e pela ganância daqueles que usurparam o Poder deixado pelo colonizador. Um domínio totalitário que deixou as mãos dos portugueses para ser exercido pelos africanos, os “Administradores” do hoje que, no passado, se juntaram à luta revolucionária por oportunismo, ou que, uma vez no poder, esqueceram seus ideais socialistas, agindo em função da própria ganância.

Mia Couto disse mais: “ O avanço desses comedores de nação obriga-nos aos escritores, a um crescente empenho moral. Contra a indecência dos que enriquecem a custa de tudo e de todos, contra os que têm as mãos manchadas de sangue, contra a mentira, o crime, o medo, contra tudo isso se deve erguer a palavra dos escritores.”

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Em: resenha | Tags:

A Revolta é o décimo quinto capítulo do romance de Dostoiévski, que antecede e prepara o leitor para o próximo, “O Grande Inquisidor”. O longo colóquio entre os dois irmãos Karamazovi, Ivan, o livre pensador e Aliocha, o seminarista, foi considerado, por Sigmund Freud, como uma das maiores conquistas da literatura mundial. Nessa resenha nos manteremos apenas na primeira parte do diálogo, a da “Revolta”.

A revolta de Ivan vai ao encontro de um mundo que se desfaz em injustiças e violência.  Primeiramente ele avança contra o preceito cristão do “amais-vos uns aos outros”. “Jamais pude compreender como se possa amar o próximo. Não se pode amar o próximo, a não ser que ele esteja distante; para que se possa amar alguém é preciso que ele esteja oculto (ou na multidão, ou no coletivo), pois desde que ele se mostra, o laço se desfaz… O amor de Cristo pelos homens é uma espécie de milagre impossível na terra, pois nós não somos deuses… Pode-se, isso sim, amar as crianças de perto, mesmo sujas, mesmo feias, aliás, eu nunca as acho feias. Já os adultos, esses comeram o fruto proibido, discerniram o bem do mal, tornaram-se semelhantes aos deuses. Mas as criancinhas não, são inocentes”.

Deve-se notar que Dostoiévski, em todo o seu romance, chama a todos os irmãos Karamasovi ora de crianças, ora de homens.

Prossegue Ivan dizendo que comparar a crueldade humana com a dos animais silvestres seria uma enorme injustiça para com esses, pois as feras jamais atingiriam os refinamentos do homem na maldade. “Se o diabo não existe e foi criado pelo homem, este deve tê-lo feito à sua imagem e semelhança.”

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