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Mês:

junho, 2013

De repente, o Brasil mudou. De repente? A dialética nos ensina que podem ocorrer saltos de qualidade, que por momentos aturdem aqueles que apenas percebem pequenas mudanças quantitativas. O Brasil, onde milhões de pessoas ganharam as ruas para protestar, para externar sua revolta e descontentamento, deixou de ser o mesmo.  Foram manifestações que ocorreram de norte a sul, leste a oeste, com focos múltiplos e que dispensaram a liderança de partidos políticos tradicionais, de sindicatos e outros mecanismos formais de representação.

Confundir a Revolta das ruas com o fascismo é no mínimo miopia. Ela exprime um repúdio por um estilo de política que deixou de representa-la, e não pelos valores democráticos que consideram a democracia como o poder que emana do povo, exercidos em nome do mesmo e em seu interesse.

Cabe à esquerda democrática reciclar-se rapidamente, reaprender com toda essa revolta; cabe à democracia recapacitar-se na realização da tessitura e da urdidura da representação social, abarcando sem medo as reivindicações do povo na rua e auxiliando-o a encaminhar adequadamente seu protesto. Para isso é necessário que o papel de revoltados, que um dia muitos de nós cumprimos, e que hoje tantos criticam, abra-se para esse novo momento, em que “espíritos livres” surgem sem pedir licença a uma democracia formal que se esclerosou.

Mas falemos um pouco sobre a Revolta Histórica.

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I. Herman Melville

Melville é um homem dos mares, um poeta das águas, e por assim ser, retém a estranha e misteriosa magia das criaturas marítimas, aquela das sereias, dos polvos e das lulas gigantescas que, ao mesmo tempo que nos atraem, causam certa repulsa: elas não nos são apreensíveis.

Os poetas das águas costumam perder a capacidade de encontrarem-se a si mesmos; além disso, pouco possuem da  habilidade de se misturarem aos outros humanos. Isso os leva a dar as costas à vida e a mergulharem no abstrato, nos seus próprios elementos.

Talvez poucos poetas antes de Melville detestaram tão instintivamente a vida humana, ou melhor, a sociedade como a vivemos. Restava a Melville a necessidade de lutar contra o mundo inteiro real, e,  assim o fazendo, lutar também contra parcela do mais íntimo de seu ser. Mas esse é somente o verso da moeda chamada Melville, pois ao mesmo tempo ninguém esteve mais apaixonadamente repleto do sentido de vastidão e do mistério da vida não humana que ele.

No mar, busca sua fuga! Fugir, deixar a nossa vida para trás, cruzar um horizonte que o levasse a uma outra vida, ao seu elementar. Quando Herman entra no mar à bordo de um barco, então encontra o seu ambiente natural, sua verdadeira casa. Na bagagem, muitas memórias, recordações daquele que atravessou o “Rubicon” da própria vida: ele não aceita mais a humanidade e ao não aceitá-la, deixa de sentir-se parte dela. Que lhe importa que a vida se fragmente, que até os acasalamentos e as procriações cessem? Que o tritão se afaste da fêmea, que o homem abandone sua fêmea e seus filhos e que as mulheres-sereias só se lambuzem com as águas? Com os  lares desfeitos, corroídos, restam-lhe tão somente os elementos do imenso e interminável mar.

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Nascido em uma família judaica do Bronx, em 1927, Roy Cohn era o único filho do Juiz Albert Cohn, um influente membro do Partido Democrata Americano. Em 1946, Roy formou-se em Direito na “Columbia Law School”, com a idade de 20 anos. Teve que esperar até a maioridade para poder ser admitido como profissional, não sem antes haver tentado subornar o Professor Lionel Trilling.

Usou suas conexões familiares para fugir do serviço militar e da guerra na Europa, assim como para obter uma posição no escritório do “United States Attorney”, em Manhattan, aos 21 anos de idade. Seguindo indicações e graças às ligações de seu pai Juiz, registrou-se no Partido Democrata, o que jamais constituiu qualquer empecilho para que Cohn fosse apoiado pela maioria dos republicanos influentes de sua época, incluindo dois Presidentes dos Estados Unidos.

Uma vez no “U.S. Attorney”, rapidamente tornou-se assistente do Procurador dos U.S.A. em Nova, Irving Saypol. E foi como seu assistente que Cohn contribuiu para que um grande número de cidadãos americanos fosse acusado de cooperar com a União Soviética. Um dos primeiros envolvidos na perseguição foi William Remington, um funcionário do Departamento de Comércio, acusado de espionagem por Elizabeth Bentley, formalmente uma desertora da KGB. Pese a ausência de provas, Remington foi condenado por duplo perjúrio ao não assumir sua ligação com o Partido Comunista Americano. Cohn também perseguiu ferozmente os onze membros da direção do Partido Comunista Americano, que estava na legalidade, acusando-os de pregarem a derrubada violenta do governo americano, o que permitiu a aprovação do “Smith Act” pelo Congresso, com enorme prejuízo às liberdades individuais.

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O que diferencia o dia “Primeiro de Maio” de todas as demais datas comemorativas é o fato de ela não haver sido instituída por religião alguma, tão pouco por poderes governamentais, mas sim, por um movimento absolutamente não oficial de homens e mulheres pobres. Nos dias de hoje, o Primeiro de Maio é oficialmente celebrado em mais cento e vinte países, e sua importância nas sociedades somente é comparável aos dias vinte e cinco de dezembro e primeiro de janeiro.

O evento internacional da classe operária e dos trabalhadores foi instituído em 1890, através de uma convocação da Segunda Internacional, a bem da verdade, de sua ala marxista. Foi ela parcela de uma resolução aprovada em Paris, em junho de 1889, em comemoração ao centenário da Grande Revolução Francesa, e sua principal bandeira de lutas era pelo limite do dia de trabalho em oito horas.

Um importante detalhe. A convocação foi feita para uma única manifestação internacional, “que deveria realizar-se de acordo com as condições de cada país”. Como, posteriormente, escreveu Edouard Vailland, um dos mais importantes delegados da Internacional Socialdemocrata: “Quem poderia ter previsto o rápido e impressionante crescimento do Primeiro de Maio?”.

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Em: ensaio | Tags:

Graco Babeuf foi um dos mais legítimos filhos da Revolução Francesa. Depois que a guilhotina levara os últimos líderes jacobinos, somente Babeuf, encabeçando a Sociedade dos Iguais, permaneceu fiel aos ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, o fermento do socialismo dos séculos XIX e XX.

O Terror Revolucionário trouxera no bojo de sua derrota, a desilusão, o esgotamento das energias populares e a perda dos ideais revolucionários. A Grande Revolução de 1789, que destruíra as formas feudais da monarquia e expropriara tanto o clero quanto a nobreza, com a derrota dos jacobinos, sob a liderança da Direita, terminou por concentrar a riqueza em poucas mãos e disseminou a pobreza. Pois o Diretório, que sucedeu à Convenção, simbolizava a reação política, sendo manejado por burgueses enriquecidos no processo de especulação com as propriedades confiscadas, por capitalistas e por atravessadores a eles associados. Enquanto isso, os trabalhadores de Paris, no inverno de 1795-1796 morriam nas ruas de fome e de frio.

A reação política terminaria por dar à luz um Napoleão Bonaparte e suas aventuras imperialistas, que, logo após, assassinou a República e fez-se coroar Imperador.

Babeuf, revolucionário de primeira hora, exercera diversas atividades públicas durante e após o período revolucionário; fiel a seu ideário, negara-se a enriquecer e a especular, como tantos outros o haviam feito. Sempre pobre, ele e seus companheiros foram, durante o império da Direita, a única voz dissonante, aquela que tentava ainda despertar o povo para os ideais do grande movimento que havia sido revolucionário.

Ariston Lucena, tal qual Babeuf, foi sempre pobre e um combatente pela humanidade. Ainda menor de idade, incorporou-se ao grupo guerrilheiro comandado por Carlos Lamarca e sentiu abater sobre si e sua família o punho de aço da repressão política. Teve o pai assassinado, a mãe e irmãos presos e após, exilados. Feito ele também prisioneiro aos dezoito anos, foi torturado barbaramente, permanecendo digno e firme, assim como durante sua longa permanência de nove anos na prisão.

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