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Mês:

maio, 2013

Marie Deschamps é o nome da modelo, uma mulher do povo, que Eugène Delacroix escolheu para retratar o clima dos embates da Revolução de Julho de 1830, a revolta popular que derrubou o despotismo de Carlos X e a Restauração dos Bourbons. Em uma carta endereçada ao seu irmão, o pintor escreveu: “O meu mau humor está desaparecendo graças ao trabalho duro. Embarquei em um tema moderno, numa barricada, pois se eu ainda não lutei pela liberdade em meu país, pelo menos vou pintar para ela.” Nasceria desse esforço uma pintura imortal, símbolo da modernidade: “ A Liberdade conduzindo o Povo”.

O trabalho de Delacroix foi tão intenso quanto o é Marie, a mulher forte de seios fartos e desnudos, que caminha por sua tela com os passos largos e confiantes, reproduzindo a vibração com que a contagia o clamor do povo em revolta, em luta de vida ou morte.

"A Liberdade guiando o Povo"

“A Liberdade guiando o Povo”

Quase dois séculos após, sua visualização ainda nos inspira, apaixona-nos, é capaz mesmo de provocar a sensação de um renovado romantismo, do sentir-se recompensado e orgulhoso pelos melhores momentos que a humanidade produziu.

Balzac, em seu tempo, também foi um apaixonado pela figura de Marie, deleitou-se com seu esplendor de camponesa, a pele morena curtida pelo trabalho e pelo sol, tão ardente e verdadeira quanto a imagem dos franceses que lutam e caem ao seu passar. Tocou-o o orgulho e até mesmo a insolência de sua independência, “um contraponto perfeito às mulheres burguesas”.

Deschamps é filha da tomada da Bastilha, é o povo que, depois da Revolução de 1789, seguiu as aventuras imperialistas de Napoleão Bonaparte; foi derrotado e submetido às forças da reação, mas agora retornava à luta para vencer na Revolução de Julho de 1930. Ela é bela, nua, ardente, sua faixa tricolor simboliza a liberdade que a conduz. O barrete frígio ao vento, que lhe encobre parcialmente os cabelos, tem um sentido: os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, aqueles mesmos de 1789, ainda não morreram e jamais perecerão.

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O dia 6 de dezembro de 1876 amanheceu com uma grande novidade que não tardou a percorrer o mundo: Heinrich Schliemann anunciava a descoberta arqueológica de túmulos reais nas escavações de Micenas, cidade grega cujo apogeu reportava ao século oitavo ou nono antes de Cristo. Em telegrama enviado ao rei grego e pela imprensa divulgado, ele dizia:  ” É com extraordinária alegria que anuncio a Vossa Majestade a descoberta de túmulos, que a tradição assinala como sendo os de Agamemnon, de Cassandra, Eurimedon e seus companheiros, trucidados por Clitemnestra e seu amante Egisto durante um banquete”.

O anúncio era complementado com a relação impressionante do tesouro arqueológico encontrado, onde o grande destaque era a máscara mortuária em ouro, daquele corpo mumificado, que o precipitado Schliemann anunciava como o homem que comandara a expedição grega contra a cidade de Troia. Finalmente, era revelada ao mundo a face do comandante de Aquiles e irmão do Menelau, Agamemnon.

Essa notícia motivou homens cultos a realizarem uma peregrinação até a Argólida grega, a Micenas, “a cidade das muralhas ciclópicas”, conhecida tanto nas obras de Homero quanto nas tragédias gregas como o reino dos Atreus. E Dom Pedro II, Imperador do Brasil, logo fez parte do primeiro time de visitantes.

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A Morte, do ponto de vista proustiano, é extraída de uma série de entrevistas realizadas com Marcel Proust, em Paris, entre meados de 1914 à primavera de 1922. Elas foram conduzidas por André Jammes.

 

  • Senhor Proust, conversar sobre a morte é sempre um assunto difícil, pois ela é a nossa finitude. Shoppenhauer, de certa forma, invejava o animal que vive sem conhecer a morte e só tem a consciência de si como um ser sem fim. Mas se a natureza trouxe para o homem o conhecimento da morte, por outro lado criou também mecanismos psíquicos para que as pessoas não acreditem  em sua própria morte, julgando que sua individualidade irá, de alguma forma, perpetuar-se.

Realmente, crer na própria morte como um evento mais do que possível, absolutamente inapelável, apenas sem o seu Tempo definido, constituiria o pior dos pesadelos para a maioria da humanidade. Veja o exemplo do soldado da linha de frente da batalha. Ele está convencido que tem diante de si um espaço de tempo infinitamente adiável antes que o matem; o ladrão, antes que o prendam; o homem, em geral, antes que o arrebate a morte. Este é o amuleto que preserva os indivíduos- e às vezes, os povos- não do perigo, mas do medo do perigo.

Sempre dizemos que a hora da morte é incerta, mas, quando falamos isso afiguramos essa hora como  situada num espaço vago e longínquo, não imaginamos que tenha uma correlação qualquer com o dia começado, e possa significar que a morte- ou sua primeira posse parcial de nós, após a qual não nos larga mais – poderá ocorrer nessa mesma tarde, essa tarde em que o emprego de todas as horas já está previamente agendado. A gente se empenha para cumprir os nossos compromissos, o dia está inteiro para nós, gostaríamos que amanhã fizesse um bom tempo para visitarmos um amigo e não desconfiamos que a morte, que caminhava entre nós em outro plano, escolheu precisamente aquele dia para entrar em cena.

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