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Mês:

abril, 2013

1. Agente genocida: Estados Unidos da América

Local: Filipinas, ano 1900.

O escritor americano D.W. Lawrence expressou em 1930 que “a consciência deliberada de americanos tão loiros e de fala tão mansa encobre, por baixo, uma consciência diabólica. Destrua! Destrua! Murmura a consciência profunda. Ame e produza! Ame e produza! Repete a consciência aparente. E o mundo só ouve esse grasnido. Recusa-se a ouvir o murmúrio subjacente da destruição. Até o momento em que é obrigado a ouvir. O americano precisa destruir. É o seu destino!”

O primeiro massacre praticado por aqueles homens e mulheres “tão loiros e de fala tão mansa” foi contra os antigos povos que residiam nas Américas, os “peles vermelhas”. O segundo grande genocídio ocorreu longe da América, no Arquipélago das Filipinas.

Desde meados do século XIX os EUA desejavam se apossar do que restara do império espanhol: Filipinas, Havaí e Cuba. Em 1898, após um agravamento das relações diplomáticas entre os dois Países, um navio de guerra dos EUA explodiu no porto de Havana. Os EUA acusaram a Espanha de sabotagem e iniciaram a Guerra Híspano – Americana de 1898, que resultou na rápida derrota da Espanha.

Como o governo dos EUA prometera a independência para a população das províncias cobiçadas, cubanos e filipinos haviam-se uniram ao esforço de guerra americano. O presidente William McKinley declarou publicamente que se os EUA passassem à anexação das Filipinas, descumprindo as promessas e acordos feitos com o povo filipino, isso “seria, de acordo com o nosso código moral, uma agressão criminosa”.

No entanto, foi exatamente a agressão criminosa que ocorreu. Depois da derrota da Espanha, os Estados Unidos voltaram-se contra o povo filipino e invadiram as Filipinas, com o objetivo de tornarem-na colônia de exploração agrícola. McKinley explicou ao  mundo, “que os filipinos eram incapazes de se autogovernarem”, e “Deus lhe tinha dito que Os Estados Unidos da América não poderiam fazer nada melhor que educar e cristianizá-los”.

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Uma das páginas determinantes da História moderna, que deve ser lembrada sempre por todos aqueles que prezam a liberdade, é a ocupação de Berlim pelas tropas soviéticas, marco da completa e definitiva derrota da Alemanha nazista.

Em decorrência dos grandes sucessos alcançados pelas forças soviéticas no inverno e início da primavera de 1945, toda a linha de operações de guerra deslocara-se para o oeste, e já dentro do território alemão, margeava o rio Oder.

De todos os pontos de vista a situação do III Reich era desesperadora, mas seus líderes, tendo à frente Hitler, negavam-se depor as armas. Desejariam arrastar todo o povo alemão a uma catástrofe ainda maior? Talvez esperassem que o desenvolvimento de uma alternativa nuclear de última hora ainda mudasse o rumo da capitulação? Ou quiçás, toda a resistência oferecida aos soviéticos objetivava a esperança de alguma negociação em paralelo com americanos e ingleses, rompendo a unidade dos Aliados? Ou simplesmente preferissem que os anglo-americanos fossem os primeiros a ocuparem Berlim? São questões para as quais  dificilmente teremos uma resposta definitiva.

Em 2006 eu estive a trabalho em Moscou e a vida sempre nos prepara surpresas, algumas magníficas e absolutamente insuspeitáveis, outras nem tanto. Possuía uma guia e tradutora que falava fluentemente português. Nas horas extras do trabalho, apresentou-me seu marido, capitão reformado do Exército Vermelho o que me motivou a relatar-lhes meu passado de luta contra o fascimo e pelo socialismo. Percebi que se formara um clima de confiança que nada tinha a ver com o trabalho em si que nós desenvolvíamos, e para resumir, minha guia e seu marido permaneciam comunistas e me honraram com a apresentação de um parente próximo, um antigo coronel do Exército Vermelho, também fiel às bandeiras internacionalistas e que lutou na frente de batalha da Segunda Guerra, na denominada Guerra Pátria.

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Stefan Zweig ao escrever seu ensaio “Erasmo, grandeza e decadência de uma ideia”, em 1928, talvez pressentisse que já traçava, de certo modo, o seu perfil e o destino que iria cumprir.

Judeu austríaco, nascido burguês, Zweig, um intelectual pacifista e humanista, foi ensaísta, biógrafo, poeta, romancista e teatrólogo, tendo sido, antes da expansão nazi-fascista, o escritor mais lido em toda a Europa. Cultivava muitas amizades nos mais diferentes países: íntimo de Rilke e de Freud (a quem amparou no leito de morte londrino e fez o discurso de seu “requiem”), amigo de Joyce, dos dois  irmãos Mann, de Gorki, de Ravel, de Valèry, do grande maestroToscanini, de Strauss, de Romain Rolland e de tantos outros mais.

O escritor, um apaixonado pela humanidade, pelos livros e lugares, tinha por sonho um mundo de paz, em que a diversidade fosse respeitada. Aspirava a uma Europa unificada pela cultura e pelo passado histórico. Um lutador infatigável pela fraternidade universal, num mundo insanamente dividido.

Apesar de jamais haver-se filiado a partido político algum, foi um admirador da intrepidez dos soviets, do gênio decidido e prático de um líder como Lênin, da grandeza com que o povo russo sorrindo, “num sorriso de criança”, encarava a enorme carga de construção de uma sociedade nova. Assim como Gide, foi tentado a aproximar-se do comunismo, mas ele era um burguês no qual os valores do individualismo estavam para sempre estabelecidos. Ademais, Zweig, assim como Erasmo, jamais teria a têmpera necessária aos homens de partido.

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Em: resenha | Tags:

Apresentamos a primeira de uma série de entrevistas realizadas com Marcel Proust, em Paris, entre meados de 1914 à primavera de 1922. Elas foram conduzidas por André Jammes, um jovem jornalista, à época:

  • Sr. Proust, “Em Busca do Tempo Perdido” é uma obra de vanguarda. Temos desde as mais entusiásticas opiniões até aquelas que, não conseguindo nem ao menos enquadrar o tipo de sua composição literária, chegam a duvidar da qualidade e mesmo da harmonia do seu conjunto. E ainda persiste a questão do estilo, por muitos considerado de difícil leitura.

                André, realmente o meu livro é bastante inovador e pagará certo preço por isso. O fato de que uns queiram que seja enquadrado no gênero de memórias, outros no de romance, não me parece fundamental de modo algum. O que faço questão de frisar é que se trata de uma composição, apesar de muito extensa, absolutamente rigorosa e perfeita, harmônica em todo o seu enredo. Por eu ser um grande admirador da arquitetura das catedrais góticas, inspirei minha composição em seus elementos, nos seus pilares, em seus arcos, nas suas rosáceas circulares, concêntricas, compostas por rendilhados perfeitos que permitem que a luz se distribua em todos os seus matizes, acentuando o realismo da representação pela combinação de variados tons da mesma cor.

Com relação ao estilo, ele é a própria dinâmica de minha criação, fruto da memória, da imaginação e do instinto. Talvez por isso mesmo possua frases e parágrafos tão extensos e, muitas vezes, uma composição invertida. Ora, esse é o meu modo de transmitir os sentimentos e as sensações presentes em minha alma e eu as transcrevo no ritmo em que me acolhem. E tenho certeza de que o leitor interessado saberá navegar muito bem por ele, e, conto com que, dele venha a se tornar um amigo.

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