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Mês:

abril, 2012

O conceito central da Psicologia Histórica é que o homem deve ser estudado nos pontos em que colocou mais de si mesmo: naquilo que fabricou,  no que construiu, instituiu, suas contínuas criações, período a período, século após século, terminando por edificar  este mundo humano em que vivemos e que constitui o nosso verdadeiro ambiente natural. O homem está naquilo que, continuamente, por seculo seculorum, constuiu, conservou, transmitiu: ferramentas e técnicas, líguas, religiões, instituições sociais, sistema de ciências, de artes. Por tornar-se impossível continuar a se postular, por trás das transformações de condutas e das obras humanas um espírito imutável, funções psicológicas permanentes, um sujeito fixo interior, tornou-se preciso reconhecer que o homem é, dentro de si, o lugar de uma história. A tarefa da psicologia é reconstruir o seu percurso.
Quem concebeu e desenvolvou a Psicologia Histórica foi Ignace Meyerson, polonês de origem judaica, imigrou para a França quando as tropas russas tzaristas, em 1905 atacaram os poloneses revoltosos. Concluiu Medicina em Paris, com residência em hospitais psiquiátricos. Já em 1912 passa a se dedicar à pesquisa científica no laboratório experimental de Lapicque, em neurofisiologia. Em 1920 retorna à Psicologia propriamente dita, tendo sido secretário da Sociedade Francesa de Psicologia recém formada. O Jornal de Psicologia Normal e Psicopatologia, fundado por Janet e Dumas, passa tê-lo como organizador, e, em 1938 como Presidente. Meyerson dirigiu este Jornal, uma das maiores revistas científicas da área de psicologia até 1962- durante 63 anos. Este Jornal foi um local de debate constante entre as diversas disciplinas humanas, dentro de suas diferentes abordagens, mas na perspectiva do comportamento humano- historiadores, sociólogos, antropólogos, linguistas, estudiosos da estética. Com a Segunda Guerra e a invasão de Paris, Meyerson deixou a Sorbonne, onde substituira Delacroix na cadeira de psicologia e incorporou-se a Universidade de Toulouse. Mas isto durou pouco e ele foi proibido de lecionar por ser judeu. Funfou a Sociedade Toulusiana de Psicologia Comparativa em 1942. Em novembro de 1942 quando os alemães vieram buscá-lo para envio aos campos de concentração ele havia desaparecido. Aos 54 anos incorporara-se ao Exército de Libertação da França, e no dia da libertação de Paris, o Tenente Coronel Monfort despiu seu uniforme, rasgou sua identidade falsa e negou-se a receber qualquer condecoração; voltara a ser Meyerson o professor e estudioso. Em 1948, aos 60 anos, para assumir a cátedra da Sorbonne, teve que escrever às pressas o seu único livro, “Les Fonctios psychologiques et les ouvres”, a tese de livre-docência, a base teórica da Psicologia Histórica.
Foi nomeado Diretor de Pesquisas, em 1951 da Escola de Autos estudos Sociais. Participou, aos 80 anos do Movimento de 1968 ao lado dos estudantes. Faleceu em 1993, com 95 anos de idade em plena lucidez após dar o seu último seminário.
Um pouco mais sobre a Psicologia Histórica
A psicologia histórica, em ralçào à tradicional, desloca o ângulo de abordagem do estudo tradicional dos compartamentos, para a análise da obras, que, por meio da concretude histórica, expessaram e moldaram mais facilmente o psiquismo humano. Nossos atos são uma linguagem. Eles manifestam uma atividade mental. Os comportamentos humanos, fatos de civilização e conteúdos espirituais sào três aspectos de uma mesma realidade concreta.
Entre a psicologia e outras ciências do homem não há uma diferença de objeto e sim, um diferença de perspectiva. Nos fatos da civilização que o historiador, o historiador das religiões, do direito, da arte, o linguista, etc., estudam, o psicólogo esforça-se em perceber o comportamento do espírito.
Não existe razão alguma para nos limitarmos aos comporatmentos atuais dos homens; os do passado não possuem menor valor. Conservados em obras e documentos eles têm a vantagem, inclusive, de se prestar mais facilmente à leitura e a comparações. Não existe realidade espiritual for a dos atos, das operações do homem sobre a natureza e sobre os outros homens. A psicologia deve acrescentar ao seu objeto uma nova dimensão: a histórica. História cuja sonda vai mais fundo: toca os acontecimentos, as instituições, as civilizações.
Entretanto não apenas as transformações psicológicas ocorrem no decorrer dos tempos. Mas elas são sempre “vítimas”de um Inacabamento, um caráter essencial das funções da mente. Meyerson dizia que se transformava a cada novo livro que ele lia. Inacabadas, as funções psicológicas são também inacabáveis. Não podemos determinar um fim para sua transformação. Sua história não realiza nenhum modelo prévio de perfeição. Trata-se de uma história interrompida, complexa, feitas de idas e vindas e de direções imprevisíveis, esta do espírito humano. Nada é definitivo: na história do espírito cada um de nós é responsável pelo esforço, por sua continuação e por sua renovação.  Mas ela não é uma história puramente individual, nem uma história no ar. Tem suas raízes muito bem fincadas na vida material e social dos homens. Isto exclui tanto o acaso quanto a predestinação.
Assim como não existe um campo psicológico puro, não existe campo social puro. Todos os fatos humanos – atos, obras, instituições, civilizações- são ao mesmo tempo, psicológicos e sociais e nesse sentido, o social nunca pode ser o princípio de explicação do psicológico e vice-versa. Os elos são complexos, pois a estrutura social depende de outras estruturas  e as formas mentais de outras formas. Entre umas e outras não existe causalidade unilateral e sim sempre, ações recíprocas.
A história social é uma obra humana que os homens elaboram com suas paixões, seus interesses e suas representações. Mas reciprocamente, por meio desta história, os comportamentos humanos se transformam e o homem, por sua vez, elabora a si mesmo. É essa história complexa e fascinante do espírito humano que a psicologia comparativa nos mostra. Ignace Meyerson não definiu apenas claramente seu método e objeto. Ao aplicá-lo ao espírito, mostou toda sua fecundidade; ao mostrar que o homem fabrica e fabricou a si mesmo, ela nos diz que ele é responsável por seu destino espiritual, assim como pelo social. O homem constoi os dois ao mesmo tempo.  

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Crítica a entrevista concedida por Mario Conti à Rádio Cultura, no Programa Manhã Cultura
(cópia de e-mail  enviado à emissora, sem resposta)
A respeito da entrevista realizada com o Mario Conti, que gerou a apresentação da sonata para violino e piano de Fauré (que aliás é maravilhosa) , eu tomo a liberdade de sugerir-lhe que também seja apresentada aos ouvintes a sonata em ré menor de Saint-Saez, dado que provavelmente, este seja o referencial mais forte da sonata proustiana de Vinteuil, principalmente  em “seu último trecho, inquieto, atormendo, schumanesco, anterior à sonata de Franck.”
Existe, a propósito uma passagem, narrada por André Maurois, o principal biógrafo de Proust,  em que estando o grande mestre já impossiblilitado de deixar o leito, pediu que seu amigo Reynaldo Hahn tocasse ao piano Schubert, Mozart e um fragmento dos Mestres Cantores. Por volta das quatro da madrugada Proust reclamou que faltava a “frasezinha”. Quando um dos outros amigos presentes perguntou a Reynaldo do que se tratava, ele disse: “É uma passagem da sonata em ré menor de Saint- Saens, tingida pelo espírito de Marcel com  reminiscências franckianas, faureanas e até wagnerianas.”
 A sonata de Vinteuil é uma criação de Proust, realizada com a ajuda de Reynaldo, para a qual pousaram diferentes autores e diversas composições musicais. Existe carta trocada entre Proust e a sra. Bizet, onde esta referência de R. Hahn é rerforçada.
Ao mesmo tempo a afirmação de Conti que Vinteuil estaria associado à figura de Fauré é despida de qualquer base analítica. Novamente Proust sempre afirmou que para cada personagem do romance havia muitos modelos da vida real. Uma havia “pousado com o chapéu, outro com a gravata, outro com a fala, etc.”, de tal modo que a pessoa que mais pousara, que oferecera inúmeros figurinos, vistos como reflexos do real na imaginação e na memória do autor, fora ele mesmo, Marcel Proust. E o escritor faz questão de ressaltar que onde existem “cem chaves para identificar um personagem, na verdade não existe nenhuma”.
Voltando ao Vinteuil, e esta minha interpretação é acompanhada da de outros analistas, a pessoa que mais pousou para a personagem foi a mãe do escritor, SEM, ENTRETANTO, HAVER SIDO A ÚNICA. Tanto Vinteuil quanto a mãe e a avó de “Marcel”, eram pessoas da província, que ainda mantinham os valores burgueses da época das revoluções, valores estes decadentes e substituídos pela burguesia arrivista. Vinteuil, de certa forma, era íntimo da família do Narrador, pois era o professor de piano de suas tias-avós.
Alguns fatos: 1. ambos não toleravam a presença de Odette em sua companhia, mesmo após ela ter-se casado com Swann, dado seu passado de cocote; porém conviviam com seus filhos homossexuais- a filha de Vinteuil, que muitas vezes tinha a aparência e a voz de um menino, e o próprio Proust que viveu agarrado à mãe até sua morte em 1905. Proust sentia-se culpado de esconder de sua mãe o homossexualismo e a filha de Vinteuil somente expõe sua relação sexual com a “amiga”, após a morte do pai. Proust encara literariamente o tema da homossexualidade após o falecimento da mãe.
2. de certa forma  os filhos homossexuais conseguiram tornar seus pais imortalizados na obra de arte. A amiga da filha de Vinteuil ordenou toda as partituras de suas músicas e lhes deu o espírito que somente quem convivesse com o artista poderia fazê-lo- e não foi somente e nem principalmente a “sonata da frasezinha” que lhe permitiu a posteridade. A mãe de Marcel Proust alcançou a imortalidade através de “Em Busca do Tempo Perdido”.
Também Robert Schumann, em seu estado psicótico, serviu de fonte inspiradora para o mestre. Existem muito mais “coincidências” nesta suscinta análise que tomo a liberdade de lhe enviar, mas “Em Busca do Tempo Perdido” requer ponderações mais sérias e profundas. Que o Mário Sérgio me perdoe.

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