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ensaio

Antes de iniciarmos a resenha das imagens de Benjamin, vamos traçar algumas linhas sobre o jovem filósofo que visitou Moscou dois anos após a morte de Lênin, no decurso das contradições vivenciadas pelo desenvolvimento da Nova Política Econômica leninista (N.E.P.), a qual substituíra o comunismo de guerra dos anos 1917/ 1921, e que antecederia ao coletivismo e à re-estatização forçada dos meios de produção e comercialização da era de Stalin (a partir de 1928).

Para aqueles que classificam as diferentes filosofias da história de acordo com seu caráter progressista ou conservador, Benjamin escapa a tais definições. Trata-se de um crítico revolucionário da filosofia do progresso, um adversário marxista do “progressismo”, para alguns, um nostálgico do passado que sonha com o futuro.

A filosofia da história de Walter Benjamin inspira-se tanto no romantismo alemão, quanto no messianismo judeu e, principalmente, no marxismo. Seu objetivo teórico foi o de radicalizar a oposição entre a análise marxista e as filosofias burguesas da história, na medida em que considerava as filosofias responsáveis pelo historicismo identificadas com as classes dominantes, em detrimento do ponto de vista dos vencidos. Logo, os conceitos de vencido e vencedor só podem ser entendidos dentro do contexto da luta de classes.

Desse modo, o materialismo histórico de Benjamin substituiu a ideologia de progresso preconizada pelo materialismo histórico mecanicista, pois sua visão atacava a concepção de evolução automática e contínua da civilização. Rejeitando o culto moderno da deusa Progresso, Benjamin coloca no centro da filosofia da história o conceito da Catástrofe: “A catástrofe é o Progresso, o progresso é a catástrofe. A Catástrofe é o contínuo da história”.

Seu pessimismo em relação às catástrofes geradas pelo otimismo sem consequências da ideologia do progresso se demonstraram absolutamente justificáveis e até mesmo proféticas, tendo-se em vista os desastres ocorridos no século XX e a sequencia dos mesmos no século XXI..

E será através das lentes deste marxista hetrodóxo que visitaremos a Capital dos Sovietes.

Moscou, 1926.

A visita durou de princípios de dezembro de 1926 até fevereiro de 1927, e foi repleta de expectativas pessoais, filosóficas, políticas e literárias. Benjamin queria conhecer a Pátria do Socialismo por dentro e de perto.

Vamos a alguns de seus relatos:

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Pouco antes de ser encarcerado por ordem pessoal de Stalin, Mandelstam escreveu: “Em nenhum lugar do mundo se dá tanta importância à poesia: é somente em nosso país que se fuzila por causa de um verso”.

Ossip Mandelstam foi personagem central tanto na poesia russa quanto no movimento modernista mundial, sendo autor de alguns dos poemas mais profundos e memoráveis ​​do século XX. No seu próprio dizer, ele era um instigador crucial da “revolução da palavra”.

Nasceu em Varsóvia em 1891, filho de uma família judia culta e abastada, estabelecida em Petrogrado. Já em 1905, sua revolta política levara-o a aliar-se aos “socialistas-revolucionários” e somente a intervenção paterna, enviando-o para complementar os estudos na Alemanha e na França, impediu que Ossip participasse da onda de atentados terroristas que se espalharia pela principais cidades do Império Czarista.

De tal forma que ele se tornou aos vinte anos um dos principais fundadores da escola literária autodenominada  Acmeísmo. O objetivo desta, dentro do movimento modernista, era contrapor-se ao Simbolismo. Para tanto, aportava certo espírito à poesia, em contrapartida a tendências vanguardistas demolidoras da linguagem tradicional, posicionando-se em prol do linguajar simples, claro e usual.

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Baseado em uma Releitura de “O Homem Revoltado” de Albert Camus)

A revolta constitui uma das dimensões essenciais do homem. O homem revoltado é, antes de tudo, aquele que diz não. Ao dizê-lo, ele se recusa, mas não renuncia, pois negar uma situação é dizer sim desde o primeiro movimento, porque o movimento de revolta apóia-se tanto na recusa categórica de uma intromissão intolerável, quanto na certeza confusa de um direito efetivo. Portanto, a revolta só ocorre quando se crê que se tem razão. Se o desespero, como o absurdo, julga e deseja tudo em geral e nada em particular, o movimento de revolta, ao contrário, invoca tacitamente um valor.

No caso do escravo quando rejeita a ordem humilhante do seu senhor, ele refuta a sua própria condição de escravo. Quando parte para o tudo ou nada, a consciência vem à tona com a revolta e ele se capacita a criar novos valores.

Portanto, partindo de uma aparência negativa, uma vez que nada cria, a revolta é, entretanto, na sua essência positiva, na medida em que revela o que no homem deve ser sempre defendido: a sua liberdade, a possibilidade de ação, ou aquilo que é seu corolário: a vontade ativa e a possibilidade de iniciar algo novo.

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“Fedra” escrita por Jean Racine no século XVII, inspirado em Eurípedes e em Sêneca, muito contribuiu para ilustrar raciocínios psicanalíticos tanto de Freud quanto de Lacan.

Esta é uma tragédia que nos aporta casos e mais casos em que o amor é basicamente a paixão ou o tormento do sexo. No dizer de Lacan temos o amor como complemento da relação sexual, que em “Fedra”, assim como nos fragmentos que nos chegaram de Eurípedes, a todos devasta.

O objetivo de nosso ensaio é percorrermos essa saga de paixão, sexo e devastação no núcleo de uma família que, por gerações, foi orientada pelo sexo.

Principiemos por Teseu, marido de Fedra e pai de Hipólito. Teseu é filho de Egeu, o mesmo rei de Atenas que deu guarida à enlouquecida Medeia que fugiu de Corinto após matar por ciúmes os próprios filhos.

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Freud, aos 66 anos, sofria com o ritmo de seu coração e escreveu: “No dia 6 de maio, entrei bruscamente na verdadeira velhice e a ideia da morte nunca mais me deixou”. Entretanto, ele ainda viveria por mais 17 anos.

Neste ano, 1923, submetera-se também à primeira cirurgia do palato, desconfiando de um possível câncer. Escreveu à amiga Lou- Andreas Salomé: “Participo inteiramente de sua opinião a respeito do desamparo em que ficamos diante de males físicos dolorosos e eu os acho desesperadores…”.

Logo a seguir, perdeu seu querido netinho de quatro anos de idade. “Creio que nunca senti tamanho desgosto… trabalho forçado, constrangido, tudo se me tornou indiferente”, anotou no seu diário.

Nesse mesmo ano, devido à quase desagregação do Comitê para a Psicanálise, escreveu: “Esperemos que a psicanálise sobreviva a mim. Isto torna ainda mais sombrio o fim de minha vida.”

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Enquanto no final de tarde de 11 de dezembro de 1910, Noel Rosa nascia em Vila Isabel, a Lapa com seus casarões antigos e cinzentos acordava da sonolência diurna de pequenos comércios e de hotéis barato e, então seus bares, restaurantes e cabarés iluminavam aquele bairro do Rio noturno que fervilhava.

O largo da Lapa era quase intransitável, todo mundo bebendo, cantando e dançando, mesas nas calçadas, alegria, mas com todo respeito, uma beleza! Ponto de encontro obrigatório de boêmios, intelectuais e artistas, a Lapa possuía também suas Musas, as cocotes que viviam nas diversas “pensões imperiais”, como a da gorducha Madame Chouchou.

Parto difícil, Noel Rosa nasceu à base de fórceps, e como resultado teve uma atrofia do maxilar inferior, que o atormentaria toda a vida. Em 1928, termina o curso secundário no Colégio São Bento, tendo como colegas de turma de Lamartine Babo e Augusto Frederico Schmidt. Ao invés de seguir com os estudos, funda seu primeiro grupo musical, O Bando dos Tangarás.

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O homem, na busca por aceitar a realidade da vida e da morte, logra vislumbrar a própria imagem bem ao fundo do insondável poço da sua existência, um apaziguamento consigo próprio.

Isso só ocorre porque ele conseguiu descortinar as paixões profundas que tanto a vida quanto a morte suscitam, considerando primeiro o mito da morte em toda a sua humanidade, para só depois sensibilizar-se com a morte nua, desumanizada, uma simples realidade biológica. Este homem conscientizou-se de que tanto a morte quanto a vida não possuem essência alguma; enquanto uma é tudo, é o presente e o significativo, a outra simplesmente é o nada, embora um nada que encerre uma tremenda realidade.

No dizer de E. Morin “a morte é a mais vazia das ideias vazias, com seu conteúdo impensável, inexplorável, e a ideia da mesma é traumática por excelência”. Já La Rochefoucauld, ao refletir sobre a dificuldade de o ser humano encarar a morte, escreveu: “nem o sol nem a morte podem ser vistos de frente”.

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O fundamentalismo e o integrismo são conceitos absolutamente interligados e constituem duas das mais evidentes formas de intolerância. Talvez todos os integristas ou integralistas sejam fundamentalistas e vice-versa, muito embora a intolerância seja muito mais ampla, abrangente e perigosa.Em termos históricos os fundamentalismos ligam-se às interpretações de livros sagrados. Sua versão ocidental moderna nasce nos Estados Unidos do século XIX com a interpretação literal da Bíblia, em contraposição ao triunfante darwinismo. Logo, o fundamentalismo moderno, necessariamente deveria ser protestante, pois para poder ser fundamentalista é necessário assumir que a verdade é dada pela Bíblia. No mundo católico, por outro lado, é a Igreja quem garante a interpretação do Livro e o fundamentalismo é substituído pela força de um tradicionalismo conservador.

No fundamentalismo muçulmano e no hebraico encontramos as mesmas características básicas. O surgimento do fundamentalismo islâmico, tal como conhecemos hoje, é um fenômeno novo, estando diretamente ligado à queda do império Turco Otomano em 1924. A maior parte das nações árabes (ou muçulmanas não árabes, como a Turquia e o Irã), perdidas no processo de fragmentação do Império Otomano do qual faziam parte, sentindo-se humilhadas e exploradas pela Europa do pós-guerra, viram nas suas escrituras sagradas a única solução para restabelecer a ordem: a instauração da Shari’a, a lei islâmica. A Irmandade Muçulmana, por exemplo, fundada em 1928, criou um slogan bem conhecido na órbita islâmica: “o Corão é nossa constituição”.

Já na doutrina de Israel o termo fundamentalista insere-se na origem divina e na autoridade da Toráh, sob a égide de um povo que aguarda seu Messias e considera-se eleito por seu Deus.

Ora, o fundamentalismo é necessariamente intolerante, pois toda seita, que se assume como seus os eleitos, tem o privilégio da justa interpretação de Escrituras. Entretanto, sua intolerância pode, não necessariamente, permear o tecido político, na justa medida em que se abstenha de proselitismos, de querer obrigar que os outros participem de suas crenças ou lutarem por sociedades nelas baseada.
Por outro lado, a intolerância tem uma expressão ainda maior quando se adquire a forma do racismo. E quando falamos em racismo é obrigatório nos referenciarmos em sua expressão nazista. Isso porque o racismo nazista era abrangente, totalitário, e pretendia-se científico, embora nada havendo do fundamento na doutrina da raça “pura”.

O racismo que permeia nossa sociedade é de outra vertente, um fruto maldito do escravagismo. Mesmo não tendo as mesmas raízes culturais do nazismo pseudocientífico segue sendo racismo.

Ademais do fundamentalismo, do integrismo, do racismo, a intolerância é multifacetada, manifesta-se no machismo, na intolerância política e de gênero. A intolerância desse modo, coloca-se acima de qualquer doutrina ou sistema social, variando de intensidade e matizes.

Acontece que ela possui as mesmas raízes biológicas existentes entre os animais que demarcam territórios e se estrutura no adulto graças a relações emotivas superficiais. Em termos simplificados: não suportamos os que são diferentes de nós, essa é a questão chave.

E como enfrentá-la? A intolerância essencial deve ser enfrentada na criança. Somente a educação pode fazer com que a criança e o adulto respeitem o próximo. Educação como um processo que não se interrompe em nenhuma idade, dado que o adulto é exposto permanentemente ao risco da diferença.

Quando a intolerância não é enfrentada, mas, ao contrário, permitida e estimulada,  no adulto ela poderá ganhar o aspecto selvagem. Então somente caberá reprimi-la, pois a intolerância selvagem deve ser rigorosamente inibida, coibida e punida socialmente.

Por exemplo, o antissemitismo pseudocientífico surgiu no decorrer do século XIX e evoluiu para a prática do genocídio industrial, o holocausto dos nazistas. Isto não teria acontecido se não existisse há séculos uma intolerância antijudaica junto ao povo comum, um antissemitismo prático que atravessou séculos, sempre presente onde houvesse um gueto. As teorias do “complô judaico” contra a Alemanha exploraram um ódio pelos diferentes que vinha de séculos.

E a intolerância selvagem, a mais perigosa é esta que surge na ausência de qualquer doutrina, acionada por pulsões elementares. Por isso não pode ser freada com argumentos racionais. Se os fundamentos teóricos do Mein Kampf sobreviveram e sobreviverão é porque se apoiam na intolerância selvagem, impermeável a críticas. Tipos como Bolsonaro e Kim Kataguiri não possuem nada atrás de si, salvo o oportunismo fascista e a pulsão selvagem.

Um aspecto importante sobre a intolerância racial é o fato de que, no século XXI já não exista racismo entre os ricos e poderosos. Será entre os pobres que a intolerância se fará tremenda, justamente entre os que são as primeiras vítimas da diferença.

Quando a intolerância selvagem se dissemina na sociedade, diante da animalidade pura, o que resta fazer? Aí está nosso desafio! Atuar contra adultos que se dilaceram e se matam, mesmo que pareça inglório é fundamental. Nosso dever é desmascarar e apontar o dedo para cada uma das formas da intolerância, a cada dia, em cada ponto do universo.

E, finalmente, temos que nos voltar para a educação, pois a intolerância selvagem deve ser combatida em suas raízes, através de um processo educacional que principie na mais tenra infância, antes mesmo dos livros, antes que um novo intolerante seja criado.

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Por volta de 1930 a literatura moderna entrou em crise. O abalo do Academicismo produzido pela Semana de 22, ainda não produzira o necessário encontro entre a literatura e a realidade brasileira. As modernas técnicas estrangeiras assimiladas com o Modernismo, como o futurismo e o surrealismo, por exemplo, deviam se modificar, adaptar.

Nessa busca, em março de 1924, Oswald de Andrade publica o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”. Formava-se o “grupo dos cinco”, com Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Menotti del Picchia. O primitivismo, a “simplicidade alcançada” e a crítica ao nacionalismo postiço eram as bases de seu programa.

Mário de Andrade logo afasta-se do grupo e traçará caminho próprio. Del Picchia também buscará uma alternativa, mas à direita do grupo original.

O grupo “Pau-Brasil” evoluirá inclinando-se ideologicamente para a esquerda e, em 1928 fundará o “Movimento Antropofágico”. Este propunha a “devoração” cultural das técnicas importadas para reelaborá-las com autonomia, convertendo-as em produto de exportação.

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O Espaço Literário trouxe para seus leitores, há algum tempo atrás, uma das entrevistas realizadas por André Jammes, à época colaborador da “Le Nouvelle Revue Française”, com o escritor Marcel Proust, realizadas entre a primavera de 1914 e até pouco antes do falecimento do escritor, em 1922.

No presente bloco, Proust é instado a falar sobre as fases da vida. Interessava ao repórter da N.R.F. tanto a visão do autor, quanto de seu personagem “Marcel”, a respeito da infância e da adolescência, da maturidade e da velhice, assim como da morte.

Proust, em seu romance, o narrador na maturidade da vida, tem a memória involuntária despertada pelo biscoito molhado no chá de tília, que lhe é servido na biblioteca do palácio de Guermantes; a partir desse instante estabelecem-se as conexões entre o Marcel e seu passado. Conversemos sobre a Infância?

A memória afetiva do narrador o transporta à antiga casa cinza de sua tia Leonie, com seus quartos e sala, o lindo jardim com todas as suas flores de verão, portões por onde se ia até a praça do vilarejo e daí, a dois caminhos: aquele que conduzia a Tansoville onde estão as flores dos jardins de Swann e o outro para os lados de Guermantes, onde o rio Vivone no seu eterno correr, caminha abrigando, tal qual nos quadros de Monet, suas lindas ninfeias. Todo um passado despertado pela a memória involuntária vai então adquirindo, ao nível consciente, consistência e corpo.

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