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“Entendendo Proust”

Os franceses atravessaram tantas revoluções, golpes e contragolpes de Estado em menos de um século, que se pode afirmar que nos tempos da infância e da juventude de Proust, a classe média à qual ele pertencia respirava a política com certo enfado.

“Temos tido muitas revoluções desde 1789! A nossa experiência nos revela que as revoluções terminaram sempre em tiranias, que os Partidos se dissolvem, as divergências são esquecidas e os adversários de hoje serão os aliados amanhã. O adversário político, que apesar de raciocínios e provas, considerava como traidor o sectário da doutrina oposta, chega a compartilhar das detestadas convicções quando já não interessam àquele que antes tentava inutilmente difundi-las. Esta costuma  ser “a fortaleza” das convicções dos nossos políticos”.

A França teve aquela muitas vezes centenária Monarquia dos Bourbons derrubada pela grande Revolução Francesa, que instituiu a Primeira República, e com ela a fundação de seu primeiro Estado Nacional.  Em 1793 , entretanto, a Revolução viveu a fase conhecida como do Terror e, logo a seguir, a adveio a derrocada dos jacobinos. Bonaparte, então, ganhou destaque no âmbito da Primeira República Francesa. Em 1799, liderou um golpe de Estado e instalou-se como primeiro cônsul, sendo que cinco anos após, fez-se proclamar Imperador.

Fruto de uma política imperialista agressiva, os franceses guerrearam contra praticamente todas as potências europeias, as chamadas Guerras Napoleônicas. Após quinze anos de guerras, com a derrota na frente russa, Napoleão I é derrubado e, logo após os seus “cem dias”, em 1815, assassinado.

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A Morte, do ponto de vista proustiano, é extraída de uma série de entrevistas realizadas com Marcel Proust, em Paris, entre meados de 1914 à primavera de 1922. Elas foram conduzidas por André Jammes.

 

  • Senhor Proust, conversar sobre a morte é sempre um assunto difícil, pois ela é a nossa finitude. Shoppenhauer, de certa forma, invejava o animal que vive sem conhecer a morte e só tem a consciência de si como um ser sem fim. Mas se a natureza trouxe para o homem o conhecimento da morte, por outro lado criou também mecanismos psíquicos para que as pessoas não acreditem  em sua própria morte, julgando que sua individualidade irá, de alguma forma, perpetuar-se.

Realmente, crer na própria morte como um evento mais do que possível, absolutamente inapelável, apenas sem o seu Tempo definido, constituiria o pior dos pesadelos para a maioria da humanidade. Veja o exemplo do soldado da linha de frente da batalha. Ele está convencido que tem diante de si um espaço de tempo infinitamente adiável antes que o matem; o ladrão, antes que o prendam; o homem, em geral, antes que o arrebate a morte. Este é o amuleto que preserva os indivíduos- e às vezes, os povos- não do perigo, mas do medo do perigo.

Sempre dizemos que a hora da morte é incerta, mas, quando falamos isso afiguramos essa hora como  situada num espaço vago e longínquo, não imaginamos que tenha uma correlação qualquer com o dia começado, e possa significar que a morte- ou sua primeira posse parcial de nós, após a qual não nos larga mais – poderá ocorrer nessa mesma tarde, essa tarde em que o emprego de todas as horas já está previamente agendado. A gente se empenha para cumprir os nossos compromissos, o dia está inteiro para nós, gostaríamos que amanhã fizesse um bom tempo para visitarmos um amigo e não desconfiamos que a morte, que caminhava entre nós em outro plano, escolheu precisamente aquele dia para entrar em cena.

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Apresentamos a primeira de uma série de entrevistas realizadas com Marcel Proust, em Paris, entre meados de 1914 à primavera de 1922. Elas foram conduzidas por André Jammes, um jovem jornalista, à época:

  • Sr. Proust, “Em Busca do Tempo Perdido” é uma obra de vanguarda. Temos desde as mais entusiásticas opiniões até aquelas que, não conseguindo nem ao menos enquadrar o tipo de sua composição literária, chegam a duvidar da qualidade e mesmo da harmonia do seu conjunto. E ainda persiste a questão do estilo, por muitos considerado de difícil leitura.

                André, realmente o meu livro é bastante inovador e pagará certo preço por isso. O fato de que uns queiram que seja enquadrado no gênero de memórias, outros no de romance, não me parece fundamental de modo algum. O que faço questão de frisar é que se trata de uma composição, apesar de muito extensa, absolutamente rigorosa e perfeita, harmônica em todo o seu enredo. Por eu ser um grande admirador da arquitetura das catedrais góticas, inspirei minha composição em seus elementos, nos seus pilares, em seus arcos, nas suas rosáceas circulares, concêntricas, compostas por rendilhados perfeitos que permitem que a luz se distribua em todos os seus matizes, acentuando o realismo da representação pela combinação de variados tons da mesma cor.

Com relação ao estilo, ele é a própria dinâmica de minha criação, fruto da memória, da imaginação e do instinto. Talvez por isso mesmo possua frases e parágrafos tão extensos e, muitas vezes, uma composição invertida. Ora, esse é o meu modo de transmitir os sentimentos e as sensações presentes em minha alma e eu as transcrevo no ritmo em que me acolhem. E tenho certeza de que o leitor interessado saberá navegar muito bem por ele, e, conto com que, dele venha a se tornar um amigo.

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