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“Fedra” escrita por Jean Racine no século XVII, inspirado em Eurípedes e em Sêneca, muito contribuiu para ilustrar raciocínios psicanalíticos tanto de Freud quanto de Lacan.

Esta é uma tragédia que nos aporta casos e mais casos em que o amor é basicamente a paixão ou o tormento do sexo. No dizer de Lacan temos o amor como complemento da relação sexual, que em “Fedra”, assim como nos fragmentos que nos chegaram de Eurípedes, a todos devasta.

O objetivo de nosso ensaio é percorrermos essa saga de paixão, sexo e devastação no núcleo de uma família que, por gerações, foi orientada pelo sexo.

Principiemos por Teseu, marido de Fedra e pai de Hipólito. Teseu é filho de Egeu, o mesmo rei de Atenas que deu guarida à enlouquecida Medeia que fugiu de Corinto após matar por ciúmes os próprios filhos.

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Placa memorial localizada onde Freud nasceu em Příbor, na República Tcheca.

Freud, aos 66 anos sofria com o ritmo de seu coração e escreveu: “No dia 6 de maio, entrei bruscamente na verdadeira velhice e a ideia da morte nunca mais me deixou”. Entretanto, ele ainda viveria por mais 17 anos.

Neste ano, 1923, submetera-se também à primeira cirurgia do palato, desconfiando de um possível câncer. Escreveu à amiga Lou- Andreas Salomé: “Participo inteiramente de sua opinião a respeito do desamparo em que ficamos diante de males físicos dolorosos e eu os acho desesperadores…”.

Logo a seguir, perdeu seu querido netinho de quatro anos de idade. “Creio que nunca senti tamanho desgosto… trabalho forçado, constrangido, tudo se me tornou indiferente”, anotou no seu diário.

Nesse mesmo ano, devido à quase desagregação do Comitê para a Psicanálise, escreveu: “Esperemos que a psicanálise sobreviva a mim. Isto torna ainda mais sombrio o fim de minha vida.”

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Dois foram os grandes “best sellers” italianos dos últimos 50 anos. Acontece que figurar entre os mais vendidos e ser verdadeira obra de arte, não constitui um desafio qualquer e ambos o são.  “O nome da rosa” de Umberto Eco foi sequenciado em vendas por “O leopardo”, escrito pelo Príncipe de Lampedusa.

A maior editora europeia, a Difel, quando da apresentação dos originais, recusou-o. Por quê? Considerava o tema ultrapassado e a linguagem do livro nada tinha de moderno, era um romance escrito como se fazia no século XIX, num tom decadente e “ultrapassado”, que lembrava, não na construção, mas na temática, Marcel Proust. A mesma recusa também ocorrera com “Em busca do tempo perdido”, nos anos 20.

Somente após a morte do autor, Lampedusa, o livro foi aceito e as primeiras edições  alcançaram 250.000 exemplares. Surpresa geral com um romance do desencanto, decadentista, que retratava na lentidão proustiana o período de 1860 a 1883, escrito que fora entre 1956 e 1957.

Mas as surpresas não se esgotavam por aí. Dele se apropriou a genialidade de um descendente da aristocracia Luchino Visconti, para transformá-lo no roteiro de uma das maiores obras primas cinematográficas, o filme de longa duração “Il gattopardo”.

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Enquanto no final de tarde de 11 de dezembro de 1910, Noel Rosa nascia em Vila Isabel, a Lapa com seus casarões antigos e cinzentos acordava da sonolência diurna de pequenos comércios e de hotéis barato e, então seus bares, restaurantes e cabarés iluminavam aquele bairro do Rio noturno que fervilhava.

O largo da Lapa era quase intransitável, todo mundo bebendo, cantando e dançando, mesas nas calçadas, alegria, mas com todo respeito, uma beleza! Ponto de encontro obrigatório de boêmios, intelectuais e artistas, a Lapa possuía também suas Musas, as cocotes que viviam nas diversas “pensões imperiais”, como a da gorducha Madame Chouchou.

Parto difícil, Noel Rosa nasceu à base de fórceps, e como resultado teve uma atrofia do maxilar inferior, que o atormentaria toda a vida. Em 1928, termina o curso secundário no Colégio São Bento, tendo como colegas de turma de Lamartine Babo e Augusto Frederico Schmidt. Ao invés de seguir com os estudos, funda seu primeiro grupo musical, O Bando dos Tangarás.

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O homem, na busca por aceitar a realidade da vida e da morte, logra vislumbrar a própria imagem bem ao fundo do insondável poço da sua existência, um apaziguamento consigo próprio.

Isso só ocorre porque ele conseguiu descortinar as paixões profundas que tanto a vida quanto a morte suscitam, considerando primeiro o mito da morte em toda a sua humanidade, para só depois sensibilizar-se com a morte nua, desumanizada, uma simples realidade biológica. Este homem conscientizou-se de que tanto a morte quanto a vida não possuem essência alguma; enquanto uma é tudo, é o presente e o significativo, a outra simplesmente é o nada, embora um nada que encerre uma tremenda realidade.

No dizer de E. Morin “a morte é a mais vazia das ideias vazias, com seu conteúdo impensável, inexplorável, e a ideia da mesma é traumática por excelência”. Já La Rochefoucauld, ao refletir sobre a dificuldade de o ser humano encarar a morte, escreveu: “nem o sol nem a morte podem ser vistos de frente”.

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O fundamentalismo e o integrismo são conceitos absolutamente interligados e constituem duas das mais evidentes formas de intolerância. Talvez todos os integristas ou integralistas sejam fundamentalistas e vice-versa, muito embora a intolerância seja muito mais ampla, abrangente e perigosa.

Em termos históricos os fundamentalismos ligam-se às interpretações de livros sagrados. Sua versão ocidental moderna nasce nos Estados Unidos do século XIX com a interpretação literal da Bíblia, em contraposição ao triunfante darwinismo. Logo, o fundamentalismo moderno, necessariamente deveria ser protestante, pois para poder ser fundamentalista é necessário assumir que a verdade é dada pela Bíblia. No mundo católico, por outro lado, é a Igreja quem garante a interpretação do Livro e o fundamentalismo é substituído pela força de um tradicionalismo conservador.

No fundamentalismo mulçumano e no hebraico encontramos as mesmas características básicas. O surgimento do fundamentalismo islâmico, tal como conhecemos hoje, é um fenômeno novo, estando diretamente ligado à queda do império Turco Otomano em 1924. A maior parte das nações árabes (ou muçulmanas não árabes, como a Turquia e o Irã), perdidas no processo de fragmentação do Império Otomano do qual faziam parte, sentindo-se humilhadas e exploradas pela Europa do pós-guerra, viram nas suas escrituras sagradas a única solução para restabelecer a ordem: a instauração da Shari’a, a lei islâmica. A Irmandade Muçulmana, por exemplo, fundada em 1928, criou um slogan bem conhecido na órbita islâmica: “o Corão é nossa constituição”.

Já na doutrina de Israel o termo fundamentalista insere-se na origem divina e na autoridade da Toráh, sob a égide de um povo que aguarda seu Messias e considera-se eleito por seu Deus.

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Por volta de 1930 a literatura moderna entrou em crise. O abalo do Academicismo produzido pela Semana de 22 (vide A Semana de Arte Moderna de 1922 e o Espírito Moderno, em http://proust.net.br/blog/?p=756 ), ainda não produzira o necessário encontro entre a literatura e a realidade brasileira. As modernas técnicas estrangeiras assimiladas com o Modernismo, como o futurismo e o surrealismo, por exemplo, deviam se modificar, adaptar.

Nessa busca, em março de 1924, Oswald de Andrade publica o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”. Formava-se o “grupo dos cinco”, com Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Menotti del Picchia. O primitivismo, a “simplicidade alcançada” e a crítica ao nacionalismo postiço eram as bases de seu programa.

Mário de Andrade logo afasta-se do grupo e traçará caminho próprio. Del Picchia também buscará uma alternativa, mas à direita do grupo original.

O grupo “Pau-Brasil” evoluirá inclinando-se ideologicamente para a esquerda e, em 1928 fundará o “Movimento Antropofágico”. Este propunha a “devoração” cultural das técnicas importadas para reelaborá-las com autonomia, convertendo-as em produto de exportação.

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Em 1895, um movimento no sertão baiano liderado por um beato de nome Antônio, conhecido como Conselheiro juntou mais de oito mil sertanejos miseráveis na fundação de um arraial, “O Império de Belo Monte”, que passaria para a História como Canudos.

Ademais de condenarem a República, sobre a qual quase nada sabiam, formaram uma verdadeira congregação religiosa, preparando-se para um futuro de justiça e prosperidade que viria após o Juízo Final.

O sertão nordestino era uma terra de latifúndios improdutivos, de secas cíclicas e desemprego crônico. Milhares de sertanejos famintos partiram para Canudos unidos na crença de uma salvação de corpos e de almas. Chegando ao arraial, organizavam-se como podiam e conseguiam sobreviver na solidariedade e em suas crenças de salvação espiritual.

Aos primeiros seis mil, mais de trinta mil sertanejos se somariam. Surgia uma comunidade camponesa que, além de abolir a propriedade privada, recusava-se a pagar impostos. A atitude de rebeldia e a capacidade de sobrevivência demonstrada por eles eram um péssimo exemplo que os coronéis nordestinos e sua aliada, a Igreja Católica, não poderiam permitir que se disseminasse.

Estes pressionaram a República exigindo o aniquilamento do movimento. Criaram factoides que a imprensa reproduzia: Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia.

No entanto, a resistência heroica de mulheres, homens e crianças fariam com que somente a quarta expedição punitiva do Exército de Caxias conseguisse dizimá-los, desfazendo a miragem de uma sociedade de justiça e fartura que se formatara no imaginário evangélico do paupérrimo sertão brasileiro.

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O Espaço Literário trouxe para seus leitores, há algum tempo atrás, uma das entrevistas realizadas por André Jammes, à época colaborador da “Le Nouvelle Revue Française”, com o escritor Marcel Proust, realizadas entre a primavera de 1914 e até pouco antes do falecimento do escritor, em 1922.

A primeira entrevista do autor de “Em Busca do Tempo Perdido” foi publicada em : http://proust.net.br/blog/?p=94.

No presente bloco, Proust é instado a falar sobre as fases da vida. Interessava ao repórter da N.R.F. tanto a visão do autor, quanto de seu personagem “Marcel”, a respeito da infância e da adolescência, da maturidade e da velhice, assim como da morte.

Infância e Adolescência

  • Sr. Proust, em seu romance, o narrador na maturidade da vida, tem a memória involuntária despertada pelo biscoito molhado no chá de tília, que lhe é servido na biblioteca do palácio de Guermantes; a partir desse instante estabelecem-se as conexões entre o Marcel e seu passado. Conversemos sobre a Infância?

A memória afetiva do narrador o transporta à antiga casa cinza de sua tia Leonie, com seus quartos e sala, o lindo jardim com todas as suas flores de verão, portões por onde se ia até a praça do vilarejo e daí, a dois caminhos: aquele que conduzia a Tansoville onde estão as flores dos jardins de Swann e o outro para os lados de Guermantes, onde o rio Vivone no seu eterno correr, caminha abrigando, tal qual nos quadros de Monet, suas lindas ninfeias. Todo um passado despertado pela a memória involuntária vai então adquirindo, ao nível consciente, consistência e corpo.

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Morte em Veneza” foi escrito em 1911 e publicado em 1912. Nele, Mann apresenta numa escrita complexa e profunda, um texto do qual transbordam conceitos filosóficos, e que cada parágrafo pode ter várias interpretações. Ao mesmo tempo, Mann é um autor prolixo, que esgrime como só ele a ironia do romantismo. Isto, sem dúvida contribui para certa dificuldade na tradução e na leitura. E o leitor atento deve levar em consideração que toda a grandeza da obra é impossível de ser apreendida em uma leitura única e que a mesma requer certa preparação.

Em contraponto ao texto complexo, o enredo é enxuto: um escritor renomado, numa crise de criatividade por volta dos cincoenta anos, partindo de Munich viaja até Veneza, onde se apaixona platonicamente por um jovem púbere, extremamente belo.  O escritor, mesmo sabedor do surto de cólera que infecta a cidade, deixa-se ficar atraído pela beleza e sem sequer ter trocado uma só palavra com o objeto de seu amor, morre.

Trata-se de uma Novela, no estrito sentido da concepção alemã do conceito do novo, daquilo que é inusitado. E nada mais inusitado que Veneza, uma cidade tida como a capital do carnaval europeu, das bodas elegantes, que justamente nela ocorra uma morte, anunciada já no título. A estrutura da novela é de um drama, composto em cinco atos, com direito a desenvolvimento, peripécia e desenlace trágico.

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